Hamsters

ROEDORES

HAMSTER, CHINCHILA, GERBIL, PORQUINHO DA INDIA

 

ALIMENTAÇÃO

CUIDADOS, DOENÇAS E CURIOSIDADES.                          

Roberto Sidnei Silveira.

 

 

Espécies

Espécies selvagens:
Hamster Europeu (Cricetus cricetus)
Hamster Rumanian (Mesocricetus newtoni)
Hamster Turco (Mesocricetus brandti)
Hamster Ciscaucasiano (Mesocricetus raddei)
Hamster Ladak (Cricetulus alticola)
Hamster Listrado Chinês (Cricetulus barabensis)
Hamster Mongol (Cricetulus curtatus)
Hamster de Eversmann (Cricetulus eversmanni)
Hamster Tibetano (Cricetulus kamensis)
Hamster de Cauda Longa Menor (Cricetulus longicaudatus)
Hamster Armeno (Cricetulus migratorius)
Hamster de Cauda Longa Maior (Cricetulus triton, C. obscurus, C. pseudogriseus)
Hamster-Camundongo (Calomyscus bailwardi, C. baluchi, C. mystax, C. urartensis)

Espécies domésticas:
Hamster Sírio (Mesocricetus auratus)
Hamster Anão Russo Campbells (Phodopus campbelli)
Hamster Anão Russo Winter-White (Phodopus sungorus)
Hamster Chinês (Cricetulus griseus)
Hamster Roboroviski (Phodopus roborovskii)

O Hamster Anão Russo
Existem duas espécies de Hamster Anão Russo, o Campbells, também conhecido como Djungarian, e o Winter-White, também conhecido como Hamster Siberiano ou Branco Invernal.

Outras características:
Possuem pêlos nos pés, os machos são mais longos que as fêmeas e possuem bolsas nas bochechas usadas para carregar comida ou material para o ninho. É sociável e pode viver com outros de sua espécie, do mesmo sexo ou de sexos diferentes, desde que os animais se conheçam com menos de 3 meses. Embora seja noturno, pode eventualmente se tornar ativo durante o dia. Sua vida média é de 1 ano e meio a 2 anos, embora eles possam viver até 4 anos. Em geral são menos tolerantes que os hamsters sírios, não gostando muito de serem segurados. Têm uma tendência maior a morder .

Cuidados especiais: use terrários de plástico ou vidro, pois os hamsters russos são muito pequenos e podem passar pelas barras das gaiolas comuns para hamsters. Ou então use gaiolas para topolinos, que tem as distâncias entre as grades menores. Se os hamsters começarem a brigar excessivamente, separe-os em gaiolas diferentes. Uma vez separados, note que poderá ser muito difícil juntá-los novamente.
O Hamster Anão Russo Campbells
O Hamster Russo Campbells é originário da Ásia central, do norte da Rússia, da Mongólia e da China, onde vive em dunas de areia. É mantido em cativeiro desde antes de 1963 e chegou às lojas de animais de estimação nos anos 70. Também conhecido como hamster Djungarian, o Hamster Russo Campbells é mais comum que a outra espécie de Anão Russo, o Winter-White.

Cor: a cor original do hamster Anão Russo Campbells é cinza, com uma linha dorsal cinza-escura que vai do focinho ao rabo, mas também existem diversas outras variedades, como o albino (com olhos vermelhos), o branco (com olhos pretos), o preto, o opala (cinza-azulado), etc.

Tamanho: de 10 a 12 cm

O Hamster Anão Russo Winter-White
Menos comum que o Anão Russo Campbells, o Hamster Anão Russo Winter-White é originário do leste do Cazaquistão e sudoeste da Sibéria, onde vive em estepes. O nome Winter-White, que pode ser traduzido como “Branco-Invernal”, é devido à tendência que possui de se tornar branco no inverno. Nesta época, quando os dias são mais curtos, a pelagem do hamster pode se tornar mais clara, apresentar manchas brancas ou mesmo se tornar completamente branca. A finalidade desta transformação, no habitat natural, é confundir-se com a neve de inverno. Caso contrário, sua cor escura ,sob o fundo branco de neve, atrairia seus predadores. Em geral, o Winter-White não se reproduz quando sua pelagem está branca.  Também conhecido como Hamster Siberiano (não confundir com o Sírio!), o Winter-White é mais compacto que o Anão Russo Campbells, tem olhos mais proeminentes e uma espinha curvada, que lhe confere um aspecto ovalado. Esse hamster é raro em lojas de animais.

Cor: a cor original do hamster Anão Russo Winter-White é cinza escuro, com o subpêlo cinza ainda mais escuro. Também existem diversas outras variedades, como o safira (violeta-acinzentado), o imperial (com a barriga branca) e o pérola (branco com ricos coloridos pelo corpo).

Tamanho: de 8 a 10 cm

O Hamster Chinês
O hamster chinês é originário da China e da Mongólia e pertence a um grupo de hamsters conhecidos como hamsters-camundongo, porter uma calda longa. O hamster chinês é mantido em cativeiro no Reino Unido desde 1919 e usado em laboratórios. O interesse no hamster chinês como animal de estimação cresceu consideravelmente nos anos 70, quando o hamster russo surgiu nas lojas de animais. O hamster chinês como animal de estimação não é tão comum quanto os sírios e os russos, e isto se deve ao fato de que eles existem em menos quantidade devido a algumas dificuldades em sua reprodução.

Cor: a cor original do hamster chinês é marrom, com uma linha dorsal preta que vai do focinho ao rabo, mas também existem variedades cinzas com manchas brancas.

Tamanho: de 10 a 12 cm

Outras características: Os machos são maiores que as fêmeas. Possui bolsas nas bochechas, que usam para carregar comida ou material para o ninho. É sociável e pode viver com outros de sua espécie, do mesmo sexo ou de sexos diferentes, desde que os animais se conheçam com menos de 3 meses. Quando prenhas, as fêmeas podem se tornar bastante agressivas em relação aos machos, sendo importante manter o casal em uma gaiola grande e com vários esconderijos para o macho (ou se for necessário até separar o casal). Embora seja noturno, o hamster chinês pode eventualmente se tornar ativo durante o dia. Pode mover-se muito rápido e subir em coisas com facilidade, sendo desaconselhável tirá-lo da gaiola (pode ser muito difícil pegá-lo depois). A vida média é de 2 a 3 anos, embora possam viver mais.

Cuidados especiais:  use terrários de plástico ou vidro, pois os hamsters chineses são muito pequenos e podem passar pelas barras das gaiolas comuns para hamsters  se os hamsters começarem a brigar excessivamente, separe-os em gaiolas diferentes. uma vez separados, note que  poderá ser muito difícil juntá-los novamente (note que todas raças de hamster brigam muito, mas só os hamsters sírios não podem conviver junto).

O Hamster Roboroviski
O hamster Roboroviski é originário da Mongólia e norte da China, e não é tão criado como animal de estimação pois é mais difícil de manusear que os outros hamsters. Ele é extremamente ativo e muito rápido, sendo difícil pegá-lo. No entanto, tem um bom temperamento e dificilmente morde. É muito difícil encontrá-los em lojas de animais, mesmo nos Estados Unidos ou na Europa, embora haja criadores de espécie em muitos países.

Cor: em geral dourado-alaranjado, com a barriga e “sobrancelha” brancas

Tamanho: cerca de 4 a 5 cm

Outras características: são muito pequenos, tímidos e difíceis de segurar, não sendo recomendados para crianças pequenas. Por possuírem uma natureza muito ativa, é muito divertido observá-los. É sociável e pode viver com outros de sua espécie, do mesmo sexo ou de sexos diferentes, desde que os animais se conheçam com menos de 3 meses. Embora seja noturno, o hamster Roboroviski pode eventualmente se tornar ativo durante o dia. Em geral vivem de 3 anos a 3 anos e meio.

Cuidados especiais: alojá-los somente em aquários, nunca em gaiolas, uma vez que são muito pequenos e capazes de passar pelas barras de algumas gaiolas de hamster. Mesmo possuindo um tamanho reduzido, os hamsters Roboroviski precisam de muito espaço, sendo recomendado um aquário de grandes dimensões.

O Hamster Sírio
O hamster sírio é o tipo mais comum de hamster mantido como animal de estimação. Como o próprio nome diz, é originário da  Síria, país asiático próximo ao Iraque, e foi descoberto cientificamente em 1839. Em 1930, um hamster fêmea e suas crias foram  capturados em Allepo, na Síria e levados à Universidade Hebráica em Jerusalem. A mãe foi morta e após duas fugas separadas, sobraram apenas 4 hamsters. Estes quatro reproduziram-se, e posteriormente importou-se seus filhotes para o Reino Unido e para os Estados Unidos. Embora alguns outros hamsters tenham sido capturados em 1930, não há registro de que estes tenham se  reproduzido, o que leva a crer que os hamsters vendidos atualmente como animais de estimação são descendentes dos 4 hamsters de Allepo.

Cor: a cor original do hamster sírio é dourado, mas atualmente existem várias outras cores desenvolvidas artificialmente por criadores, bem como diferentes tipos de pelagem.

Variedades: as variedades mais comuns são o teddy bear, de pêlo curto, e os angorás, de pêlo comprido. Outras variedades mais raras são o satin, de pêlos brilhantes; o rex, de pêlos e bigodes encaracolados e o hairless (sem pêlos).

Tamanho: de 15 a 18 cm

Outras características: possui um rabo muito curto, não possui pêlos nos pés e possui bolsas nas bochechas, que usa para carregar comida ou material para a cama. O hamster pode carregar até a metade de seu peso nas bochechas. É um animal solitário, que em geral se separa de seus companheiros de ninhada com 8-10 semanas de vida. Sua vida média é de 2 anos a 2 anos e meio, embora eles possam viver até 3 ou 4 anos.

Cuidados especiais: mantenha os hamsters sírios adultos separados, cada um em uma gaiola diferente, a partir das 6 semanas de vida, para evitar brigas.

 

Comportamento

     O comportamento dos hamsters é uma das principais coisas que os criadores de primeira viagem precisam saber. Os hamsters são bastante diferentes de outros animais domésticos como o cachorro e o gato e alguns cuidados devem ser tomados para não cometer sérios erros.
Os hamsters são animais extremamente independentes, ao contrário de cães e gatos. Eles podem viver perfeitamente se você providenciar água, comida e espaço para ele ficar. Eles são pouco apegados aos donos, portanto você deve sempre brincar e ficar junto dele para que ele vá aos poucos se acostumando com você.
Estes animais tem hábitos noturnos. Eles normalmente acordam entre às 18:00 e 20:00 da noite e vão dormir entre 5:00 e 7:00 da manhã. Existem variações que podem ser normais, mas a maioria dos hamsters se encaixa nesse horário. Durante o período em que seu hamster estiver dormindo, não o incomode! Deixe para brincar com ele quando ele estiver ativo, à noite!
Hamsters também são animais extremamente organizados. Em seu ambiente natural, são expostos a situações onde a comida é difícil e há muitos predadores. Para fugir destas hostilidades da natureza, eles costumam armazenar comida em um local seguro (quase sempre na casinha). Eles levam comida através de compartimentos um pouco abaixo das bochechas. Também podem levar pequenos pedaços de papel higiênico neutro (sem cheiro), algodão e serragem para fazer seu ninho e proteger-se do frio. É recomendado portanto que o dono deixe à disposição destes pequenos roedores estes materiais. Estas bolsas nas bochechas também podem ser usadas pela mãe para carregar filhotes em situações de perigo!
Estes pequenos roedores também podem machucá-lo mordendo. São os sentidos de defesa dos hamsters. Não fique bravo com ele. Punição não resolverá em nada, apenas não faça mais com ele aquilo que acarretou aquela reação. Por exemplo, não coloque o dedo no interior da casinha quando o hamster está dormindo, pois provavelmente levará uma dentada.
Os hamsters são animais pouco sociáveis, principalmente a espécie síria, que é a mais comum entre os criadores. Cada caso é um caso, mas existe uma padronização de cuidados que você deve ter na hora de colocar mais de um hamster na mesma gaiola:

HAMSTERS DE SEXOS DIFERENTES: Colocar hamsters de sexos diferentes na mesma gaiola é muito arriscado. Só é recomendável fazer isso se os hamsters forem irmãos nunca antes separados e tiverem menos de 3 semanas. Isso pode acarretar brigas e acasalamento indesejado. Deixe dois hamsters de sexos diferentes juntos apenas quando a fêmea estiver no cio, para o acasalamento. Ao término da relação, separe os dois. A fêmea é completamente independente e o macho só tem a atrapalhar na criação dos filhotes.

HAMSTERS DO MESMO SEXO: Pode ser arriscado, se os hamsters tiverem mais de 6 semanas. Fêmeas nunca podem ser colocadas juntas, pois são ariscas e extremamente agressivas. Machos podem ser colocados juntos, mas devem ser vigiados, porque também pode haver brigas. Em caso de briga, separe imediatamente em gaiolas individuais.

ATENÇÃO: É extremamente recomendável ter apenas um hamster por gaiola!

Atos e reações: significados

     Este texto foi encontrado na internet em vários sites, portanto não sei a autoria deste texto. Esse texto é bastante importante para os criadores, pois ele possibilita uma tradução do que o seu hamster quer dizer com algumas atitudes.

Andar rapidamente pelo lugar, mantendo o corpo sempre junto ao chão:
Insegurança, lugar não familiar.
Estufar as bochechas: 
Intimidação.
Limpar-se meticulosamente: 
Sentido de conforto, de estar em paz.
Bocejar: 
Contentamento, relaxamento.
Levantar as duas patas dianteiras: 
Defesa de uma fêmea quando atacada por um macho.
Saltar no ar: 
Bom humor, excitação.
Sentar na parte posterior do corpo:
Atenção ou agressão.
Apontar as orelhas para trás: 
Cansaço ou insegurança; medo, mau humor, agressividade, atenção.
Deitar sob as costas imóvel:
Postura de defesa; medo.
Andar com a parte anterior do corpo abaixada e o rabo levantado:
Medo, postura de inferioridade, na presença de outros hamsters mais fortes ou mais velhos.
Coçar-se:
Conforto, relaxamento.
Limpar-se repentina e prolongadamente: 
Estado de alarme, susto.
Dobrar as orelhas: 
Atenção.
Hesitar repentinamente: 
Estado de alarme ou medo.

Adestramento

     Hamsters são animais não muito domesticáveis como cães, por exemplo. Eles não se apegam muito ao dono, por ter caráter bastante selvagem e independente. Existem, no entanto, para a sorte dos donos, alguns métodos de domesticação. Algumas regras devem ser seguidas para que o animal não se torne agressivo e se familiarize com o ambiente onde está.
Logo no começo, quando o roedor chegar ao novo lar, ele aparentemente estará desesperado, querendo sair de todos os modos da gaiola. Nesse tempo, é importante não segurá-lo ou soltá-lo para pequenos passeios. Ele pode se incomodar muito com isto. Não deixe brechas para ele escapar e o deixe se acostumar com a nova situação.
Em alguns dias, você pode pegá-lo durante o tempo em que está ativo, jamais tirando-o do sono para brincadeiras. Você pode segurar e deixá-lo andar um pouco em alguns cômodos da casa, sempre vigiando para que ele não entre em lugares perigosos ou que você não poderá pegá-lo de volta.
Quando segurar seu hamster em sua mão, não faça movimentos bruscos e não coce muito ele, incomodando e ferindo. Seja calmo e tente fazer com que ele não se sinta assustado. Repita estas ações por um bom tempo e logo você terá um animalzinho manso e adestrado!
Mas existem também alguns truques que podem ser feitos com seu animal.

CHAMANDO PELO NOME

No horário em que seu hamster estiver acordado e ativo, pegue um petisco (pode ser um biscoito para cachorro ou um petisco especial para hamsters) e vá até a gaiola. Diga o nome do seu hamster claramente e suavemente e segure o biscoito onde ele possa pegá-lo. Deixe-o comer o biscoito.
Repita a ação em vários dias. É possível que dentro de alguns dias seu hamster associe o nome com o biscoito e toda vez que você disser ele virá até você.

FAZENDO-O DANÇAR

Esse truque requer mais paciência e mais tempo, mas existem vários casos de pessoas que conseguiram ensinar esse truque a seus hamsters.
Deixe um rádio ligado em volume baixo próximo a gaiola e pegue um biscoito. Solte seu hamster e segure o biscoito a uma certa altura em que ele precise ficar de pé para alcançar. Mexa com o biscoito de um lado para o outro, para que ele vire-se de pé tentando alcançar o petisco. Repita esse processo vários dias e seu hamster associará a música com o biscoito e irá dançar sozinho.

Alimentação

     O hamster, em seu ambiente natural, tem uma alimentação bastante variada que inclui sementes, frutos e até mesmo insetos. No entanto, para garantir a saúde de seu animal, é recomendável dar a ele uma alimentação equilibrada e saudável, sem exageros!
Lembre-se: um hamster não é como um cachorro ou um gato por exemplo, seu organismo é extremamente frágil a certas substâncias. Além disso, ele é um animal que prefere muito mais o consumo de vegetais e grãos a carnes e laticínios. Um hamster bem alimentado é um hamster feliz e saudável.
Você pode encontrar em Pet Shops e casas de agricultura misturas especiais para hamsters. É necessário verificar se essa ração tem boa aparência e é bastante variada. Não adianta dar apenas um tipo de alimento. É preciso diversificar.

RAÇÃO DIÁRIA

Diariamente, deixe ração disponível para seu hamster. Nesta ração, é preferível haver: soja, milho, ervilha, sementes de girassol, amendoim, aveia e trigo. Também é recomendado ter uvas passas, ameixas secas e pedacinhos quebrados de biscoito para cachorro do tipo duro.
Atenção: se a comida estiver desaparecendo rapidamente do pote, verifique onde o hamster dorme. Provavelmente, se ele for um hamster precavido, você encontrará bastante comida estocada. Não é necessário empanturrar seu hamster de alimento, apenas verifique sempre se ele possui comida, estocada ou no pote, disponível para consumo.

PETISCOS E AGRADOS

Os petiscos e agrados não devem ser dados na mesma frequência que a ração diária. Podem ser dados duas ou três vezes por semana sem prejudicar a saúde de seu roedor: frutas frescas (evite frutas cítricas, como laranja e limão), iogurte, pão, queijo, vegetais crus ou cozidos (evite alface) e biscoitos (recomendável biscoito água e sal, que não é muito doce nem muito salgado).
Também é permitido dar pequenos insetos, como gafanhotos.

ALIMENTOS PROIBIDOS

Alguns alimentos são terminantemente proibidos! Se você oferecer estes alimentos a seu hamster, a saúde dele pode estar comprometida: chocolate, doces, cebola, alho, ração especial para coelhos (contém hormônios) e alface (pode dar diarréia e problemas no figado).

Cuidados

     Na minha visão, esta é uma das seções mais importantes. A criação dos hamsters exige responsabilidade e cuidados. Abaixo, citei cuidados com o animal e cuidados com a manutenção da gaiola (comida, limpeza, etc.).

CUIDADOS COM O ANIMAL

Quando for pegá-lo para brincadeiras;
– Antes de segurar seu hamster, lave sua mão com sabão neutro. Se sua mão tiver cheiro de comida, seu hamster pode mordê-lo acidentalmente, pois a visão deste roedor é muito ruim.
– Segure-o em cima de uma mesa ou em locais baixos para que no caso de seu hamster cair não haja ferimentos.
– Não segure-o demais. Volte-o na gaiola algum tempo depois, para que ele não fique irritado.
– Hamsters do tipo anão russo e roboroviski são caracterizados pela grande atividade. É difícil portanto segurá-lo pois ele pode pular da sua mão, o que pode ser fatal. Evite portanto segurá-lo por muito tempo e deixá-lo na mão de crianças.

Quando for soltá-lo para passeios:
– Solte-o em locais onde não existam riscos de choques elétricos, quedas, queimaduras, etc. Fique sempre vigiando o hamster para que ele não entre em locais inacessíveis, onde você não poderá pegá-lo depois.
– É recomendável usar uma pequena coleira para evitar que ele fuja ou rodas de exercício do tipo esfera, onde ele poderá andar sem risco de entrar em locais pequenos ou se acidentar. Se não tiver esses dois acessórios, tome o máximo de cuidado possível.
– Solte-o dentro de casa, em quartos por exemplo. Não solte-o no quintal ou fora de casa. Você terá poucas chances de recuperá-lo depois.

Cuidados com a limpeza e escovação do animal:
– São dispensáveis banhos em seu animal. A não ser que ele esteja realmente muito sujo e mal-cheiroso, você pode passar uma toalha úmida sobre ele e depois secá-lo usando outra toalha. Atenção: nunca passe talco ou sabão em seu hamster ou molhe sua cabeça!
– A escovação em hamsters não é muito importante, apenas deixa-o mais bonito e pode limpar seu pêlo. Ele também pode gostar que você escove suas costas. Use uma escova de dentes com cerdas macias (pode ser uma não usada mais) e não use água.

Cuidados com as unhas e dentes do hamster:
– Os dentes dos hamsters crescem continuamente, sem parar. Por isso, a ração dada aos hamsters deve ser dura, para que eles gastem seus dentes. Ela deve incluir sementes, grãos e pedaços de biscoito para cachorro duros. Também é recomendável dar galhos de árvores frutíferas para eles roerem ou outros acessórios especiais que podem ser encontrados em alguns Pet Shops.
– As unhas dos hamsters podem incomodar um pouco quando você for segurá-lo. Se elas estiverem muito grandes e estiverem arranhando muito, você pode forrar uma parte da gaiola com lixas para que ele apare as unhas ou então pode levar a um veterinário especializado para o corte das mesmas.

CUIDADOS COM A GAIOLA

Cuidados com o local onde a gaiola vai ficar:
– A gaiola deve ficar longe de correntes de ar intensas. É recomendável ficar no interior de cômodos onde a janela fique fechada, nunca na parte externa.
– A gaiola deve ficar longe da exposição solar.
– A gaiola deve ficar longe de tintas, produtos de limpeza e combustíveis que exalem um cheiro muito forte. Isto pode acarretar alergias e doenças.

Cuidados diários:
– Mantenha sempre água fresca, limpa e abundante à disposição do animal.
– Renove sempre a quantidade de comida do hamster.
– Mantenha sempre à disposição do hamster papel higiênico sem cheiro e/ou algodão para que ele construa seu ninho.

Cuidados semanais:
– Troque a serragem e lave as partes principais da gaiola e seus acessórios com sabão neutro e água. Os potes de água e comida devem ser limpos somente com água.
(Caso queira manter a gaiola sempre com cheiro agradável, essa troca pode ocorrer mais de uma vez por semana)

Cuidados mensais:
– Troque a serragem e dê uma lavada rigorosa em toda a gaiola com sabão neutro e água. Os potes de água e comida devem ser limpos somente com água.

 

Doenças

     Os hamsters, assim como nós, podem contrair algumas doenças. Muitas deles são ocasionadas por erros na alimentação e falta de cuidados do dono, mas em muitos casos o criador não tem culpa.
Quando você suspeitar que seu hamster está doente, procure um veterinário especializado. Por favor, peço para que não enviem e-mails para mim pedindo ajuda, pois não tenho conhecimentos nessa área. Assim que suspeitar de algo, tente normalizar a alimentação e ter cuidados redobrados e procure um veterinário.
     Atenção: jamais dê remédios a seu hamster sem antes consultar um veterinário!

Sintomas

O que pode ser

Sangue na urina

Fungo Aspergillis, infecção na bexiga e nos rins

Fezes moles

Fungo Aspergillis, diarréia, wet-tail

Sede excessiva

Infecção na bexiga ou nos rins, diabetes

Coçar-se excessivamente

Alergia, parasitas, dermatoses

Micção excessiva

Fungos Aspergillis, infecção na bexiga e nos rins, diabetes

Queda de pêlo

Alergia, deficiência alimentar, sarna, parasitas, dermatoses

Irritação no ventre e/ou nos pés

Alergia

Falta de coordenação motora

Infecção no ouvido, hemorragia cerebral

Falta de evacuação

Constipação

Caroço

Abcesso, tumor

Secreção nasal

Alergia, resfriado

Inchaço ou vermelhidão nos olhos

Alergia, resfriado, conjuntivite

Lesões na pele

Sarna, mancha-no-quadril, dermatoses

Letargia profunda

Fungo Aspergillis, desidratação, hibernação, infecção dos pulmões, choque, prostração pelo calor

Tremores

Resfriado, choque, infecção dos pulmões, prostração pelo calor

Espirros

Alergia, resfriado

Perda de peso

Diabetes, problemas dentários

Dificuldade na respiração

Alergia, fungo Aspergillis, resfriado, infecção dos pulmões

Algumas doenças, sintomas ou anormalidades podem ser curados ou ter seus sintomas aliviados se o dono tomar alguns cuidados especiais. Veja abaixo:

Diarréia – Ela é causada principalmente quando o hamster recebe para comer muitos legumes e comida úmida. Se ele estiver sofrendo diarréia, não dê mais esse tipo de alimentos até que ele se cure. No caso de diarréia muito forte e prolongada, procure um veterinário.
Resfriados – É necessário identificar o resfriado, pois hamsters muitas vezes tem esses sintomas por alergia. Mantenha seu hamster longe de elementos alérgicos (cheiro forte, serragem com ervas, etc.) e mantenha-o sempre morno, não quentes. Se os sintomas se agravarem ou se prolongarem, procure um veterinário.
Hibernação – Hamsters sírios, quando em ambiente que muda de temperatura muito rapidamente, podem hibernar. Ele pode parecer morto: duro, frio e com pequena evidência de respiração, porém seus bigodes continuam se mexendo. Hamsters não fazem planos para hibernar, ao contrário de ursos por exemplo. Então, acorde-o constantemente para evitar que ele se desidrate ou fique com fome. Ele deve ser esquentado em temperatura morna até voltar a atividade. Deixe bastante comida e água à disposição do hamster.
Sarna (perda de pêlo) – Ele normalmente ocorre em hamsters velhos perto da barriga e do quadril. Esmague tabletes de levedura na comida do hamster para que ele melhore. A perda de pêlo em hamsters novos normalmente é associada com irritação de pele. No caso, procure um veterinário.
Mancha no Quadril – Muitos criadores, alguns experientes, ficam assustados ao notar que hamsters sírios tem uma mancha em cada quadril. Trata-se de glândulas de odor e são normais, usadas pelo hamster para identificar parceiros e filhotes. Podem parecer pegajosas de vez em quando, o que também é normal.

Para evitar muitas doenças, é aconselhável ao criador que siga a risca as regras de alimentação (seção Alimentação) e tome todos os cuidados necessários.

INFORMAÇÕES CIENTÍFICAS:
Nome Comum: Hamster
Filo: Cordados
Classe: Mamíferos
Ordem: Rodentia
Família: Muridae
Sub-Família: Cricetinae
Você sabia que…

– O nome “hamster” provém da palavra alemã “hamstern”? Esta palavra significa apropriar-se, graças a sua capacidade de guardar comida e adaptar-se a ambientes hostis.
– Os hamsters enxergam melhor em ambientes sem luz do que em ambientes com luz?
– Os hamsters ouvem sons extremamente baixos e notam cheiros muito distantes que os humanos não conseguem perceber?
– Os bigodes do hamster são órgãos sensitivos que sentem os obstáculos a frente do animal?
– Eles possuem cinco dedos nas patas traseiras e quatro nas patas dianteiras?
– Hamsters carregam forragem, comida e até mesmo seus filhotes em bolsas nas bochechas?
– Existem dezenas de espécies de hamsters, mas somente 4 são criadas em cativeiro (sírio, chinês, anão russo e roboroviski)?
– Em seu hábitat natural, eles vivem em locais semi-áridos (quase desertos) e constroem tocas bem organizadas com compartimento para dormir, guardar comida e cuidar dos filhotes?
– A raça de hamster winter-white (branco-invernal) é capaz de se camuflar no inverno? Seus pêlos ficam brancos. Em seu ambiente natural, os hamsters conseguem desse modo se disfarçar na neve desse modo, passando pelos predadores sem serem devorados.
– Os hamsters são utilizados em muitos laboratórios, onde são utilizados para pesquisar curas e vacinas para doenças? A importância científica dos hamsters é muito grande, pois eles se multiplicam rápido e têm grande semelhança com humanos.
– Os hamsters são ótimos nadadores? No entanto, eles detestam água, pois ela pode ser ruim para a saúde deles. Portanto: nunca deixe seu hamster na água!

Chinchila

1 – Animais Sociáveis
2 – Alojamento
3 – Acessórios
4 – Alimentação
5 – Passeios
6 – Higiene

1 – Animais Sociáveis

As chinchilas são animais que adoram viver em grupo e interagem com outros da mesma espécie, ao contrário de outros roedores de pequeno porte. Logo, não é recomendável criar apenas uma chinchila. Se criar apenas uma, dê a ela o máximo de atenção e carinho para que ela não se sinta infeliz.
Recomenda-se criar na mesma gaiola duas chinchilas do mesmo sexo (para evitar acasalamentos) ou um casal de chinchilas (com o risco de acasalamentos).
Se a sua opção for por comprar duas chinchilas, mas não quer comprar um casal para evitar os filhotes, procure adquirir os dois ao mesmo tempo e ainda filhotes, pois a adaptação será mais fácil. E, também, embora a adaptação entre duas chinchilas dependa muito mais dos seus temperamentos do que do sexo, em geral é mais fácil adaptar duas fêmeas do que dois machos, mas sempre é mais fácil adaptar dois filhotes do que dois animais adultos. Entre duas fêmeas também haverá uma disputa hierárquica, mas em geral esta disputa é relativamente pacífica e dura pouco tempo.

2 – Alojamento

É preferível criar chinchilas em gaiolas ou em viveiros fechados, evitando-se criar em espaços abertos. Chinchilas são animais que adoram roer tudo que vem pela frente. Criar como um cachorro por exemplo, pode gerar: móveis rasgados e mordidos, fezes e urina pela casa além do risco da chinchila em si, que pode morder um fio ou derrubar alguma coisa que origine uma queimadura ou choque elétrico.
É importante que o lugar onde ela esteja não seja muito pequeno. Recomenda-se ter gaiolas grandes onde o animal possa brincar, pular, de preferência de mais de 2/3 andares. Deve haver espaço para todos os acessórios (ver abaixo).
Evite também gaiolas onde o chão do primeiro andar (térreo) seja uma grade, pois isso estressa os animais. É preferível que eles pisem diretamente na serragem.
O alojamento deve ficar longe de outros animais (como gatos), sobre piso frio preferencialmente (evitando carpete) e em local fresco onde não haja muito calor, pois as chinchilas se sentem mal em temperaturas altas. Também deve ficar longe de cheiros fortes de produto de limpeza ou tintas, que irritam o animal e causam alergias.

Cuidados com a limpeza do alojamento: Usar serragem apenas especial para chinchilas (feita de pinus), pois outras serragens podem ser prejudiciais às chinchilas. Trocar a serragem uma vez por semana pelo menos, lavando a bandeja e outras partes da gaiola usando água e sabão de coco ou água sanitária muito diluída.

3 – Acessórios

O alojamento deve ter vários acessórios próprios para a chinchila. Existem muitos acessórios no mercado, mas abaixo seguem-se os principais:
– Bebedouro: recomenda-se não usar bebedouro para hamster ou para pássaros. É melhor usar aquele em que a chinchila deve morder para conseguir água.
– Comedouro: evite materiais de plástico para que a chinchila não roa. Dê preferência a um comedouro de metal.
– Porta-Alfafa: dê preferência à porta-alfafas de metal, que ficam do lado externo da gaiola.
– Banheira: recomenda-se usar uma banheiro com a parte de cima removível, grande o suficiente para a chinchila rolar e espalhar carbonato de cálcio pelo corpo inteiro.
– Tocas: as tocas devem ser lugares pequenos onde a chinchila durma e se sinta segura. Se tiver mais de uma chinchila na gaiola, é recomendável colocar mais de uma toca, embora algumas chinchilas prefiram dormir juntas.

4 – Alimentação

É recomendável que as chinchilas tenham uma alimentação equilibrada e saudável, que deve ser fornecida em horários fixos. Deve haver disposição de água o tempo todo, de preferência filtrada, mineral ou fervida. Evite superalimentar sua chinchila pois isso pode acarretar problemas no estômago e no intestino.
A chinchila deve ter a disposição, diariamente, os seguintes alimentos:

– Ração Peletizada: uma chinchila adulta precisa comer entre 20 e 30 gramas de ração por dia, dadas preferencialmente de noite. Pode ser dividida em 2 horários, desde que o total de ração dado no dia seja entre 20 e 30 gramas.
– Alfafa: a alfafa deve ser fornecida às chinchilas uma vez a cada dois dias (dia sim, dia não). Dar um bloco ou maço pequeno de alfafa a cada “dia sim”.
– Suplemento Alimentar: parte da alimentação que é opcional, porém recomendada. Fornecer o suplemento na quantidade de 10 a 15 gramas alternando com a alfafa. Exemplo: dia sim – alfafa, dia não – suplemento, dia sim – alfafa, dia não – suplemento e assim por diante.

Petiscos:

– Uva Passa: 1 ou 2 unidades por dia
– Maçã sem casca: dar a quantidade de 1 ou 2 pedaços, 2 vezes por semana. Se a maçã for orgânica sem veneno, pode ser dada com a casca.      Também pode se dar maçã desidratada sem açúcar.
– Outras frutas: Pêra, mamão desidratado, banana
– Abobrinha e chuchu (cozidos, com uma pitada de sal)
– Cenoura fresca sem casca, (se possível sem agrotóxicos ou conservantes (orgânicos)) – uma a duas vezes por semana, dois a três pedacinhos pequenos.
– Chinchilas também gostam muito de chicória, mas como sempre, evite excessos e dê quaisquer destes itens em pequenas quantidades.

As chinchilas não devem ser superalimentados pois acarretará problemas intestinais com muita frequência. Então, coloque sempre a quantidade certa de comida para cada dia. Assim como a superalimentação, a falta da mesma ou alimentação inadequada (ração / alfafa / suplemento), poderá ocasionar problemas de desnutrição, desenvolvimento inadequado dos filhotes, problemas de lactação, etc. Oferecer petiscos em excesso vai fazer com que a chinchila deixe de comer os itens necessários.
Fêmeas que estiverem amamentando deverão receber uma quantidade um pouco maior de comida. Deve-se considerar que a partir de 6 a 10 dias após o nascimento os filhotes também começam a comer ração.
Fique atento para que a ração nunca esteja úmida ou com mal aspecto. Ração, alfafa e suplemento alimentar nunca podem ficar mais de 120 dias estocados. Você pode deixar o suplemento na geladeira diminuindo as chances de que azede.
Verifique periodicamente os bebedouros automáticos para ter certeza de que as chinchilas não estão sem água fresca.

5 – Passeios

Chinchilas são roedores que adoram passear e também adoram rotinas. Deixe os passeios para a noite, quando ela estiver acordada e ativa. O passeio deve durar pelo menos 30 minutos, sendo recomendável 60 minutos, podendo até ser mais. As chinchilas adoram se exercitar fora da gaiola.
Os passeios devem ser sempre observados pelo criador, para evitar que a chinchila entre em lugar onde não consiga sair, caia em armadilhas naturais, como: fios elétricos, ferros de passar quentes, fogões quentes, pilhas de livros que, derrubadas, podem ocasionar um acidente, etc.
O ambiente onde o passeio vai acontecer deve ser friamente observado e todos os detalhes que pareçam perigosos devem ser retirados. Você colocar até mesmo algumas divisórias em lugares difíceis para evitar que sua chinchila se meta em “encrencas”. Este ambiente também deve ser fechado, nunca ao ar livre. Deve ser longe de sol forte e chuvas. Procure verificar se não há nenhum caminho por onde sua chinchila pode escapar.
O lugar do passeio deve preferencialmente ter brinquedos para ele roer, caixas para ela pular, tocas para ela se esconder, túneis para ela passar, enfim, tudo o que sua imaginação quiser (desde que não seja perigoso, é claro)
Sente-se no chão e deixe a chinchila se movimentar livremente. Não tente pegá-la. Deixe que ela explore o ambiente e se aproxime de você conforme a vontade dela. Quando ela se aproximar, não faça movimentos bruscos. No início, o ideal é ficar completamente imóvel e deixar que ela suba nas suas pernas, ombros, etc. Com o tempo ela vai perceber que pode confiar em você e mesmo que você se movimente ela não irá mais se assustar.
Ofereça petiscos e vá aos poucos conquistando a confiança do animal, para que ele vá se apegando a você.
Quando for hora da chinchila voltar para a sua gaiola, coloque alguma atividade divertida ou prazerosa dentro da gaiola, podendo ser: servir comida, alfafa, oferecer petiscos, colocar banheira de carbonato de cálcio, etc. Então ela vai compreender que é melhor voltar à gaiola do que continuar do lado de fora. Use um comando como “gaiola” ou algo assim para indicar a hora de voltar para a gaiola (para comer ou para tomar banho). Com o tempo, isto se tornará fácil e divertido para ambos: criador e chinchila.

6 – Higiene

Recomenda-se que diariamente, ou pelo menos 3 vezes por semana, a banheira seja colocada à disposição da chinchila cheia de carbonato de cálcio para que ela tome o seu “banho”. O carbonato de cálcio limpeza as impurezas dos pêlos e pode ter a adição de produtos opcionais que reduzam a oleosidade do pêlo, como o “fuller”.
A quantidade de carbonato de cálcio a ser colocada na banheira deve ser equivalente a 10 colheres de sopa. Este carbonato de cálcio pode ser reaproveitando para outros banhos, a não ser que a chinchila tenha urinado na banheira. Nesse caso, jogue fora e coloque carbonato de cálcio novo. Caso contrário, peneire o material (retirando possíveis fezes) e ofereça novamente, no banho seguinte.
Recomenda-se ter uma rotina para tudo em relação à sua chinchila, inclusive um horário determinado para o banho. É recomendável que o banho ocorra após o passeio da chinchila.
O banho é indispensável para a chinchila, pelo menos 3 vezes por semana. Na ausência dele, pode ocorrer estresse e aparecimento de doenças e fungos.
Não dê banhos com água nas chinchilas! O banho com água deve ser dado apenas em situações extremas de muito calor!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gerbil

 

O Gerbil não é muito apegado ao dono como o cão. Esquilo da Mongólia, Meriones unguiculatus ou gerbil tem intensos extintos de animal selvagem. Sua expectativa de vida é de três anos, mas podem chegar até quatro anos de vida. O Gerbil é nativo das áreas desertas da Mongólia e nordeste da China, são animais fáceis de ser mantido em cativeiro.
O Gerbil é um excelente animal de companhia, gostam de roer papelão, tubos de papel higiênico (aqueles rolos de papelão que ficam no meio papel higiênico), madeiras e outros. São facilmente manuseados, mas, se machucados, podem ficar agressivos.
É um animal limpo, curioso, e, ao contrário de que muita gente acredita, são muito bagunceiro, adora retalhar papel e espalhá-lo pela gaiola. O Gerbil é um dos 10 animais de estimação favoritos nos lares americanos e vem aumentando cada vez mais a criação no Brasil.
É pequeno, com cerca de 10 cm de corpo e quase nove de cauda, patas dianteiras pequenas, com as quais apanha os alimentos. As patas são maiores com média de 3 cm; olhos grandes, orelhas pequenas e sensíveis ao menor som; já os dentes incisivos da frente, como os do coelho, crescem durante toda a vida. Essas são as características do Gerbil.
Sua cor original é o marrom-dourado com as pontas do pêlo pretas. Mas existem varias mutações obtidas em cativeiro, marrom claro, marrom escuro, preto, preto-amarronzado, albino (com os olhos vermelhos), cinza, cinza-amarronzado, ouro prateado, entre outras.
Evite dar banhos no gerbil, isso pode provocar problemas sérios de saúde, como por exemplo: pneumonia.

DICAS

– O Gerbil é um animal selvagem, por isso trate-o com carinho para não machucá-lo, pois ao se sentir ameaçado, pode morder;
– Papelões, papel e algumas madeiras, pode ser um bom divertimento para o Gerbil;
– A água pode ser servida em bebedouros, como os de Hamsters;
– A limpeza é simples quando só se troca o material velho pelo material novo, mas de vez em quando há necessidade de dar uma limpeza geral. Tire o Gerbil da gaiola para limpeza, que pode ser feita com água, sabão ou com um pano umedecido de álcool;
– Os dentes incisivos dos roedores crescem continuamente, por isso ponha papelão e madeira para ele roer;
– Nunca dê madeira de cedro e pinus para o Gerbil roer, pois essas contem gases tóxicos;
– Brinquedos como rodinhas e rampas ajudam ao bem estar do animal;
– Brinquedos de plástico certamente serão triturados pelos Gerbilos e se ingeridos podem matar por obstrução gástrica, isso também vale para os tecidos;
– Você mesmo pode fazer os brinquedos para o seu animal, usando assim a sua criatividade;
– Devemos manter apenas uma fêmea por caixa;
– Quando houver cria podemos auxiliar a mãe e as crias, pondo dentro da gaiola uma caixa com papel picado, para os filhotes ficarem aquecidos;
– Devemos supervisionar os Gerbilos quando há crias, pois são descuidados e às vezes esquece os filhotes fora da caixa, passando frio. Podemos também separar o macho da fêmea, pois o macho incomada a mãe e os filhotes;
– Muitas vezes, as doenças do animal provêm de maus tratos.

MORADIA

Os gerbils podem ser alojados em gaiolas para roedores com as de Hamsters. Na Gaiola, deve haver bebedouros para roedores, um pote para a comida, rodinhas de hamsters e, se possível, uma toca para o animal que pode ser feita com a criatividade de cada dono.
A limpeza da gaiola é feita retirando o material antigo e substituindo-o pelo novo.
Os dentes incisivos dos roedores crescem continuamente por essa razão, ponha papelão e madeira para ele roer, porém, nunca dê madeira de cedro ou pinus, por conterem gases tóxicos.
Os gerbils mastigam tudo que vêem pela frente, sendo assim brinquedos para Hamsters serão triturados; rodinhas e rampas na gaiola distraem o animal e trazem bem estar. Papelões são bem aceitos pelos bichinhos, distraem, brincam e fazem ninhos. Você pode pôr pedaços de madeira para a cama e outros materiais como papel picado. Mantenha sempre a higiene do ambiente.
Um animalzinho limpo é um animalzinho feliz.

Obs.: Não devemos, colocar nada de plástico ou tecido, ingeridos, podem matar por obstrução gástrica.

REPRODUÇÃO

O Gerbil se reproduz facilmente em cativeiro. Para criar um casal, aconselha-se acasalá-los ainda filhotes, assim evita brigas. A maturidade sexual é entre 65 a 85 dias. O cio é de 4 a 6 dias. Deve haver um descanso de 30 dias depois 5 meses de reprodução. Gestação varia de 24 a 26 dias. Geralmente nascem em média 6 filhotes.
Devemos manter apenas uma fêmea por caixa, já que nessa espécie as fêmeas são dominantes e depois de adultas não aceitam outras fêmeas, ocorrendo muitas brigas. O ideal é separar os filhotes com 3 a 4 semanas e por sexo com 1 mês.
A identificação do sexo nessa espécie é fácil de se observada, bastando olhar ou apalpar a genitália, verificando então se há não testículos. Os filhotes com menos que 7 meses de idade torna-se difícil a identificação do sexo, pois os testículos ficam no canal inguinal. Os pêlos dos filhotes aparecem entre 6 dias de vida e abrem os olhos com duas semanas de vida.
As mães cuidam muito bem dos filhotes, mas as que dão cria pela primeira vez, podem não ter o instinto materno e deixarem os filhotes morrerem à míngua. Já as fêmeas mais velhas podem não ter leite suficiente e prejudicar consideravelmente a cria.
Podemos ajudar a mãe e as crias colocando uma caixa com papel picado dentro para aquecer os filhotes. O papelão também tem ótima utilidade, os pais roem e colocam os retalhos dentro da caixa para aquecer os filhotes. Devemos supervisionar os Gerbils quando há crias, são descuidados e, às vezes, esquecem os filhotes fora da caixa passando frio. Separar o macho da fêmea é uma solução, pois o macho atrapalha a mãe e os filhotes, os impede de alimentar direito, por exemplo.

Porquinho-da-Índia

 

     O porquinho-da-índia é um dos roedores mais queridos do mundo. Fora do Brasil principalmente, onde existem até mesmo competições onde a beleza e a saúde dos bichinhos é avaliada por juízes! No entanto, assim como os outros roedores, ele necessita de cuidados especiais.
Um Porquinho-da-Índia macho chega a pesar entre 1 e 1,2 quilos e a medir 25 centímetros quando adulto. Já as fêmeas são mais leves, com aproximadamente 20 centímetros de comprimento e entre 800 e 900 gramas de peso.

HISTÓRIA

Um erro de navegação é o responsável pelo nome Porquinho-da-Índia.
No século XVI, quando os navegadores espanhóis buscavam um novo caminho para as Índias, em busca de especiarias, aportaram por engano em terras sul-americanas, mais exatamente no atual Peru.
Após provarem “churrascos” de um certo animalzinho que os nativos conheciam por Cuí (e assim o chamam até hoje por causa dos seus gritos curtos, semelhantes ao som emitido pelos porcos), simpatizaram com ele e o adotaram como mascote.
Voltaram para o velho continente com vários deles nas malas e um nome equivocado: Porquinho-da-Índia.
Mas as confusões não pararam por aí. Logo após a chegada à Espanha, os “Porquinhos-da-Índia” peruanos se transformaram em moda e se espalharam por toda a Europa e o “Novo Mundo”, não mais como alimentação, como eram e ainda são utilizados no Peru, mas como animais de estimação.
Em inglês, esses roedores são chamados de Guinea Pigs.
Michael Schleissner, um aficcionado criador alemão de Porquinhos há 32 anos, esclarece:
“Existe uma teoria de que tal nome lhe foi atribuído porque os navegantes (agora ingleses), ao retornarem da América do Sul trazendo o mascote predileto da Europa, paravam na Guiné, um país da costa africana. Ao saber da parada, as pessoas achavam que o bichinho vinha da Guiné, e não do Peru”. E ele continua: “Outros atribuem o nome Porco-da-Guiné ao preço que era cobrado dos marinheiros ingleses pelos bichinhos, um Guinea, uma moeda de ouro muito utilizada na época”.

SOCIABILIDADE

   Os porquinhos-da-índia convivem muito bem em sociedade com companheiros da mesma espécie. Vários animais podem conviver juntos, desde que a quantidade de machos adultos não seja muito grande, para evitar a disputa por fêmeas. Fêmeas novas podem ser introduzidas sem risco. No entanto, deve-se evitar colocar mais machos para evitar brigas. Machos somente serão sociáveis uns com os outros se forem irmãos nunca separados.

ALOJAMENTO

A gaiola do porquinho tem que ter boa ventilação, um fundo sólido, e deve ser grande bastante para ele se movimentar livremente. Só podem ser usadas gaiolas de fundo de arame, se a malha for apertada, ou se algo for posto em cima do arame para separar os pés do fundo de arame. Um aquário de vidro nunca deve ser usado por causa de ventilação pobre. A altura da gaiola, se aberta em cima, deve ser pelo menos 25 centímetros para prevenir fugas. É desejável um lugar privativo para entrar, dentro da gaiola se ele estiver com medo, ou simplesmente com desejo de se recolher. Um papelão, ou caixa de madeira, com um fundo aberto e um corte de buraco no lado é uma boa opção.
Porquinhos precisam de exercício diário e na maioria dos casos a gaiola não é grande o bastante para satisfazer esta necessidade. No caso de animais de estimação uma área de diversão pode ser comprada ou construída para fazer uma área de jogo especial. Esta área deveria incluir todas as coisas necessárias na gaiola; o modo mais fácil para fazer isto é ter a gaiola dentro ou fixa à área de jogo. Outra opção é dar para ao animal um quarto em sua casa ou a casa inteira. O animal deve poder voltar na gaiola sempre que der vontade, seja para usar o banheiro ou se sentir em algum lugar seguro. É aconselhável para isso colocar caixas rasas com feno ou areia para lixo orgânico nos cantos favoritos, a fim de evitar acidentes no chão.
Ao optar por gaiolas de coelhos, é obrigatório a colocação de um fundo adicional que impeça a queda de filhotes recém-nascidos pelos vãos dos arames originais. Aconselho o uso de tela galvanizada ondulada com malha máxima de 20 mm.

REPRODUÇÃO

Porquinhos ficam maduros sexualmente entre três e quatro semanas, ou seja no final do primeiro mês de vida.
Sempre separe os jovens porquinhos por gênero (sexo), logo aos 21 dias de vida, até o quarto mês de vida pelo menos. Isso evitará prenhez prematura e atrasos no desenvolvimento.
É aconselhável acasalar pela primeira vez, pelo menos ao final do terceiro mês, quando os animais atingem 90% do seu peso e tamanho futuro.
Muito cuidado para não acasalar as fêmeas pela primeira vez depois do sétimo ou oitavo mês. A abertura pélvica da fêmea pode não se expandir mais e ser necessário uma cesárea. Fêmeas que já tiveram bebês não terão esse problema.
Evite, tanto quanto possível a consanguinidade, acasalamento de pais com filhas, mães com filhos, porque isso compromete a criação. Pelo menos, menores, os filhotes serão com certeza. Às vezes, com sérios defeitos congenitos. Quando a criação crescer, traga bons machos de fora do criadouro, que o problema estará resolvido. Um macho adulto deve acalasar com no máximo 6 (seis) fêmeas a cada vinte dias (um ciclo de ovulação).
Se você não reconhecer o cio da fêmea, deixe-a sozinha ou em grupo de fêmeas com um macho adulto por pelo menos 18-20 dias, tempo em que será coberta com certeza.
A gestação leva em média 62 dias (dois meses). Com a prenhez confirmada, deve-se deixar a fêmea em ambiente tranqüilo, para que possa ter a prole com tranqüilidade. Pode-se deixá-la com outras fêmeas prenhes ou mesmo com o macho. Mas tenha certeza que ele a cobrirá nas horas que se seguem ao parto gerando uma nova prenhez. Poupe-a. Só faça isso se for absolutamente necessário.
O parto normalmente não requer muitos cuidados. A mãe dá conta sozinha do recado. Normalmente ocorre à noite ou pela manhã cedo. Se a criação for em colônia, não se assuste: as outras fêmeas e o próprio macho a ajudarão lambendo os novos filhotes. O autor do texto nunca viu ou leu sobre casos de canibalismo entre porquinhos-da-índia. Ele, que já criou centenas de filhotes, ao máximo presenciou a fêmea abandonar um ou outro filhote que ela considere muito fraco. O criador que escreveu este comentário, particularmente, deixa-o à própria sorte. Pode ser estimulado por outra fêmea ou vir a falecer.
Os bebês nascem de olhos abertos, em meia hora já estão mamando e andando atrás da mãe. Em algumas horas já comem alimentos sólidos, imitando e seguindo a mãe por onde ela for.

 

Topolino

NOME POPULAR: Topolino, camundongo
NOME CIENTÍFICO: Mus Musculus
FILO: Chordata
CLASSE: Mammalia
FAMÍLIA: Muridae
TAMANHO: 8 – 13 cm (inclusive rabo, se considerarmos apenas o corpo ele teria 5 – 7 cm)
PESO: 20-21 gramas
TEMPO DE VIDA: em torno de um ano
DIETA: Herbívoro / Onivoro
CARACTERÍSTICAS: Visão razoável, faro excelente, audição excelente (sons lançados especialmente altos que estão além do
alcance de audição de humano).
ATIVIDADE: Noturno

O Topolino nada mais é do que um pequeno camundongo. Conhecido nos Estados Unidos, Escócia e Inglaterra como Mini mouse, este
pequeno roedor está virando moda e um dos pets mais procurados.
Erroneamente algumas pessoas o chamam de Hamster Topolino ou Camundongo Dalmata mas, na verdade, ele é um camundongo da
espécie Mus Musculus.
Os camundongos não só cativam nossa imaginação mas eles também fazem parte muito importante da nossa história. O camundongo é
uma criatura muito adaptável que pode prosperar em quase qualquer ambiente e resistiu a muitas tentativas de erradicar durante séculos. Se criá-los com cuidado e com carinho, eles podem se tornar totalmente domésticos e muito brincalhões.
De porte pequeno e delicado, pesa de 10 a 21 g e mede de 8 a 13 cm, contando com a cauda. Possui orelhas grandes, olhos pequenos e nariz pontudo. O Topolino é encontrado sempre em duas cores, o mais comum é o branco e preto mas, também estão sendo vendidos camundongos, um pouco maiores que eles, na cor marrom claro, marrom escuro e cinza claro.
Os camundongos adoram aninhar em tocas ou dentro de estruturas. Na natureza estabelece um território próximo à fonte de
alimentos, geralmente de 3 a 10 metros de sua toca. É curioso mas cauteloso.      É um excelente escalador.

ALOJAMENTO:

Para alojar um topolino, existem duas opções aconselháveis:
– Gaiola de metal ou acrílico cujas grades tenham distância de, no máximo, 0,5 cm uma das outras. Caso contrário, os topolinos, sendo grandes escaladores e bons fugitivos, escaparão sem problemas. O fundo da gaiola (primeiro andar) não pode ser aramado. Os animais devem pisar diretamente na serragem.
– Aquário de vidro grande adaptado para os animais conforme a imaginação do criador desde que contenha todos os acessórios,
espaço para os topolinos se movimentarem e é claro, um lugar que sirva de entrada e saída de ar.
Seja qual for o alojamento, deve recomendavelmente ter dimensão de pelo menos 60×40 cm, alta e com escadas.

ACESSÓRIOS:

O alojamento deve ter, no mínimo, os 4 acessórios básicos na criação de roedores de pequeno porte:
– Comedouro (preferencialmente não de plástico, para o animal não roer)
– Bebedouro (pode ser também substituído por um vasilhame com água, desde que o animal alcance sem precisar escalá-lo)
– Casinha (a casinha deve ser pequena, pois estes animais gostam de lugares pequenos para dormir e se sentir seguros)
– Roda de Exercícios (o lugar onde os topolinos pisam para rodar não deve ser aramado, ou a distância entre as grades tem de
ser mínima, para que os topolinos não se acidentem e não se machuquem prendendo a pata entre as grades)

ALIMENTAÇÃO:

Deixe sempre a disposição do topolino o bebedouro com água fresca a vontade e o comedouro cheio de ração para roedores, pois
estes animais comem o dia inteiro. Uma mistura especial de alimentação para topolinos pode ser encontrado em Pet Shops especializados.
Além da ração para roedores, ofereça pedaços pequenos de frutas, legumes e verduras (menos alface).

REPRODUÇÃO:

Os topolinos estão capacitados para procriar a partir de 1 mês e meio de vida, logo deve haver um grande controle com estes animais para evitar acasalamentos e procriações indesejadas.
A gestação dura de 19 a 21 dias. Em cada ninhada nascem de 3 a 8 filhotes e os recém-nascidos são minúsculos, do tamanho de um grão de feijão aproximadamente. Os filhotes não devem ser tocados, pois a mãe pode abandonar o ninho ou devorar os filhotes.