Raças

Akita

SUA HISTORIA

Proveniente da Província de Akita na Ilha de Honshow é reconhecido como Patrimônio Natural Nacional do Japão.

Cão do tipo Spitz ou seja: cão de orelhas triangulares, cauda enroscada com a mesma aparência das raças nórdicas como o Husky, Samoyeda, Malamute do Alaska.

Sua origem mais admitida é a de que teriam sido feito cruzamentos entre o Kari, o mais antigo cão de Japão e o Chow Chines. Além de um excelente cão de guarda, foi criado também para a caça de grandes animais como o alce, o antílope, o porco do mato e o Yezo, um grande urso existente no Japão que pode chegar a até350 kg.

Seus sentidos como a visão, o olfato, e a audição são muito apurados, isto faz do Akita um ótimo cão de guarda.

É um cão extremamente quieto, seu latido é considerado um alerta real, pois só late quando há alguma coisa errada.

SUA EVOLUÇÃO

Na época chamada de Edo que foi de 1.603 à 1.867, apenas aos nobres era dado o direito de Ter um Akita, que era homenageado em cerimonias especiais.

Na era MEIJI que foi de 1.868 à 1.912 o Akita foi usado como cão de combate pois era moda no Japão como as rinhas de hoje. Nesta época o Akita foi cruzado com o Tosa , um forte cão japonês.

Por volta de 1.930 felizmente esses combates foram banidos pelo prefeito da província de Akita e a raça voltou a sua função inicial, que era a caça.

Em 1.927 para a preservação da pureza da raça que por pouco não foi extinta, foi criada a “Sociedade Akita Inu Hozankai “do Japão.

Quando em 1.931 foi considerado Patrimônio Natural Nacional, o governo japonês tomou todas as precauções para preservar a raça, até o ponto de interditar sua exportação.

Até hoje o Akita é tão importante para o Japão que o governo se encarrega de manter um campeão Akita, mesmo que seu proprietário não tiver condições de faze-lo. No Japão é chamado de “Ichi-Ban” que significa “numero um”. A raça foi introduzida na Europa por volta dos anos70. Aintrodução da raça nos Estados Unidos se deu após a guerra. Lá chegando houve uma mestiçagem com cães do tipo molosso e com pastores alemães, por volta de 1.940.

A grande diferença entre os dois tipos: o japonês e o americano fizeram com que ambos países desenvolvessem seus tipos separadamente criando assim o japonês do tipo spitz; focinho mais fino, orelhas eretas, não muito grandes e inclinadas para a frente, sua estrutura física moderadamente robusta, tipo de raposa.

O americano como característica uma estrutura física mais robusta, suas orelhas maiores, o focinho mais grosso e quase sempre de mascara negra, alem de poder ser malhado.

Depois de muito tempo, isto é em 1.992 ao padrão japonês foram acrescentados alguns detalhes que destinguiam os dois tipos, como a mascara negra, que foi considerado como falta e a cor malhada não considerada como preferida.

Assim seguiram os dois tipos, um caminho feito lado a lado até que em Junho de1.999 aFC I (Federação Cinológica Internacional) dividiu definitivamente o Akita em duas raças diferentes, todos os Akitas tem até o dia 31/ 12/99 para serem avaliados por trens juizes, os quais decidirão a qual tipo pertencem os exemplares.

Os nomes terão as seguintes definições: o americano passa a ser chamado de ” GRANDE CÃO JAPONES” , o japonês continua a chamar-se “AKITA” e segue seu antigo padrão. Outra definição importante é a proibição dos cruzamentos entre as duas raças à partir de 01/01/2.000.

UMA LENDA – CURIOSIDADE

A lenda mais bonita e mais conhecida no Japão é a do cão chamado “Hachiko “.

“Hachiko” nasceu na província de Akita no ano de 1.923, seu proprietário , o professor Eisaburo Ueno do Departamento de Agricultura da Universidade Imperial que residia próximo a estação de trem de Shibuya, tomava o trem para trabalhar todos os dias, sempre acompanhado de Haciko que o esperava até a volta no fim do dia.

No dia 25 de maio de 1.925 quando Hachiko tinha por volta de 16 meses de idade, foi a estação esperar seu dono, como fazia todos os dias. Mas, naquela tarde Eisaburo havia falecido na Universidade em que trabalhava e sua espera foi em vão.

Durante os 10 anos que se seguiram Hachiko voltou todos os dias até a estação para esperar seu dono. Até que em 1.934 morreu. Em sua homenagem foi erguida uma estátua na estação de Shibuya, um tributo à fidelidade e lealdade da raça.

Também é considerado um amuleto de boa sorte. Ao nascimento de uma criança, a família recebe uma estatueta de Akita como desejo de saúde , felicidade e vida longa.

Quando há alguém doente, amigos dão ao enfermo esta estatueta, desejando pronta recuperação.

BELEZA

A escovação é importante para manter o pelo do Akita sempre bonito, principalmente na época da troca, onde o subpêlo e o pelo morto devem ser retirados.

Sua pelagem é semi longa, mas não causa maiores problemas. Os banhos devem ser dados ao menos 1 vez por mês. A limpeza dos ouvidos deve ser feitas à cada 15 dias.

 

 

 

AMERICAN PIT BULL

Amerian Pit Bull Terrier, uma das raças mais polêmicas dos nossos dias: Verdade ou mito?

História da Raça

A história do American Pit Bull Terrier está ligada ao combate de cães e touros que foi muito apreciado por populares, especialmente na Inglaterra, no século XVIII, começando a decair no início do século XIX, até ser definitivamente proibido pelo governo inglês em 1835.
Até então, nesta época, eram utilizados os Old Bulldogs. Estes cães eram ferozes e altamente agressivos com outros animais. A estética do animal não tinha a menor importância, já que o que realmente importava era seu desempenho no ringue.

A região de New Castle, na Inglaterra, era muito famosa pelos Fighting bulldogs no século XIX. Os cães mais famosos eram do criador Jack Simons. Estes animais eram tatuados e chamados de Pool para machos e Polly para fêmeas.
Jack Simons utilizava nos Matchs Bulldogs denominados Blue Pool contra Wardles Pool. A história nos conta que os Blue Pool são os antecessores diretos dos nossos atuais PIT BULL.

Uma das mais conhecidas arenas de rinhas de cães se situava em Duck Lane, Londres, e se chamava Dog Pits, com funcionamento aos domingos e quartas feiras, onde apresentavam-se cães de 7 e 8 anos de idade e com mais de 30 vitórias catalogadas.
Os ingleses, como grandes entusiastas de lutas entre cães e touros, advertiam que os Old Bulldogs careciam de agilidade. Daí surgiu a idéia de mesclá-los com outras raças, mantendo a potência e ferocidade, e acrescentando Agilidade, Resistência e Determinação. Foram escolhidos então os Terriers, cães de caça altamente destemidos, muitos populares, resistentes e fáceis de serem mantidos.

Dessas miscigenações surgiram inúmeras nomenclaturas, como Pit Bulldogs, Pit Terrier, Half and Half, Yanke Terrier, Pit Bull Terrier, American Staffordshire Terrier.
Hoje são confundidos com o American Pit Bull Terrier, apenas por similaridade de nomes : o Bull Terrier, o Staffordshire Terrier e o American Staffordshire Terrier.
O American Staffordshire Terrier, no início do século XX, deu origem a duas raças distintas, de acordo com o direcionamento da criação. Assim, cães mais agressivos com outros animais foram direcionados para função de Rinha e cães mais agressivos com pessoas foram direcionados para guarda de propriedade. Estes eram selecionados pela Beleza e Comportamento, sendo que conseguiram uma homogeneidade no Plantel ao ponto de serem reconhecidos em 1935 pelo Kennel Club de Londres, e em 1936 pelo AKC (American Kennel Club.). Os seus irmãos, hoje reconhecidos como American Pit Bull Terrier, reinam absolutos diante de todos os animais e cães usados em todos os tempos ( no que diz respeito a Rinhas).

O mais famoso estudioso americano da raça comenta, em um de seus livros, que o Gameness, um termo muito utilizado no meio do Pit Bull, quer dizer Determinado, vontade de brigar, sendo que a obstinação é mais importante no Pit Bull que o Fight Ability (habilidade de lutar). Na maioria das vezes, o Gameness é o que pode decidir o combate.
Hoje o Pit Bull é reconhecido por duas entidades americanas, o UKC (Kennel Club Unido) , a ABDA e no Brasil pelo Kennel Club Paulsita de Pit Bull.

O Pit Bull, na verdade, descende de inúmeras gerações de game-dogs e, embora na sua origem seja um cão de combate, também trabalha como um verdadeiro campeão na função de caçador. Nos tempos atuais exerce a função de cão de guarda e companhia devido à sua docilidade e lealdade para com seus donos.

COMPORTAMENTO


AMERICAN PIT BULL TERRIER é um cão forte, resistente, musculoso, valente e determinado, qualidades vitais para um cão de defesa e vigilância . O PIT BULL cuida zelosamente do seu dono e também é um ótimo companheiro de toda a família especialmente das crianças, porém é um cão que necessita de muito exercício e preferencialmente deve ser adestrado desde cedo para que não adquira vícios que venham a causar um desvio de comportamento. Nota-se um grande prazer por parte destes cães de trabalhar, seja para cumprir simples tarefas de obediência ou trabalhos mais complexos como farejar drogas e participar de provas de adestramento.

LEIS

O American Pit Bull Terrier vem sofrendo diversas restrições legais em diversos países inclusive no Brasil, não podemos cair no erro de países como Inglaterra , França, que proibiram a criação da raça. A proposta de criação no Brasil é direcionada para guarda e companhia, para se Ter uma idéia estima-se que no Brasil tenha hoje 40.000 Pit Bulls. Cerca de sessenta por cento dos ataques de cães ocorridos e registrados tem como protagonista cães de origem não definida ou popularmente falando “os VIRA – LATAS “. O Pit Bull ou outra raça qualquer não é merecedora de culpa pois os verdadeiros culpados são aquelas pessoas que com a desculpa da necessidade de se Ter um animal feroz, treinam indevidamente seus animais.

 

BASSET HOUND

 

A RAÇA

A raça Basset Hound é antiga e aristocrática.
Originária da França, seus ancestrais foram os Bloodhounds franceses e os Hounds de Saint Hubert.

Por ser possuidor de grande paciência e incrível faro, o Basset Hound era utilizado na caça de lebres, coelhos, faisões e raposas.

É um cão rústico, de pelagem curta, que vive perfeitamente bem em apartamentos, fazendas ou casas.

O olhar pensativo e a expressão melancólica do Basset Hound enganam muita gente. Na verdade ele é uma cão alegre, brincalhão extremamente amável e que faz amizades com facilidade. As crianças o adoram e ele sabe muito bem retribuir esse carinho. É um excelente companheiro, possuindo temperamento equilibrado, não sendo agressivo nem tímido. É muito devotado ao dono e inteligente.

Dificilmente briga com outros cães e, em geral é extremamente carinhoso com as pessoas.

Seu pêlo é liso e curto e sua marcação varia de exemplar para exemplar, sendo que a disposição das manchas não é fator importante.

Numa ninhada de Basset Hound nem todos os cãezinhos sobrevivem, sendo que alguns são esmagados acidentalmente pela mãe e outros morrem em razão de defeitos congênitos e infecções. Por isso, nos primeiros dias, o criador deve verificar se a mãe não se deita em cima de seus filhos e também se eles estão mamando normalmente.

O Basset Hound é um cão muito resistente, não adoecendo com facilidade.

DICAS IMPORTANTES

Dê comida ao cão nos horários certos, servindo a ração e retirando-a posteriormente, mesmo que ele não tenha comido. Isso impede que ele tenha acesso a um alimento deteriorado.

Até 6 meses de idade devem ser dadas 3 refeições diárias, e após esse período, 2 refeições.

Dê água em abundância.

As orelhas devem ser limpas uma vez por semana, para evitar problemas de infecções causados por sujeira acumulada.

O Basset Hound pode tomar banho de 15 em 15 dias, ou até mesmo uma vez por mês, desde que seja escovado, no mínimo, 2 vezes por semana, e sua orelha esteja sempre limpa.

Passeie com seu cão após 3 meses de idade, e com todas as vacinas tomadas.

Tabela de Cruzamentos

Casal

Cores possíveis

Tricolor x Tricolor Tricolor, Bicolor
Tricolor x Bicolor Tricolor, Bicolor
Bicolor x Bicolor Bicolor
Chocolate x Tricolor Cocolate, Tricolor, Bicolor
Chocolate x Bicolor Chocolate, Tricolor e Bicolor
Chocolate x Chocolate Chocolate, Tricolor

 

 

 

Beagle 

O Beagle é hoje uma raça muito falada, mas mal conhecida. É comum ouvirmos comentários pejorativos a seu respeito, até mesmo por veterinários e cinófilos. É um erro caracterizarmos um comportamento degenerado como sendo o padrão da raça. Quem já teve a feliz oportunidade de conviver com um Beagle “normal”, sabe que esta raça possui um temperamento extremamente estável. Sempre alegre (isto não significa agitado ou excitado), sempre de bem com a vida. Jamais ouvimos falar de um Beagle que tenha mordido uma criança. Para que chegue a isto, é preciso que seja levado aos limites de sua paciência. Existem poucas raças mais dependentes de crianças do que esta.

Levados? Certamente que são. Mas este é o verdadeiro caráter de um Hound. E quem os queria de outra forma?

Temos encontrado alguns cães com alterações de comportamento. As principais razões para isto são:
1- A desinformação dos novos proprietários, que na maioria das vezes, compram seus cães baseados somente no tamanho e facilidades nos cuidados gerais. Não tendo feito uma pesquisa prévia sobre o comportamento da raça e nem obtido informações sobre o canil de onde o filhote veio.

2- O aumento desordenado da raça criada por “pseudo-criadores “, em sua maioria hábeis nos negócios, mas incapazes de respeitar as condições físicas e psicológicas de um cão.

3- Uma vez que a personalidade de um cão é influenciada tanto pelo código genético quanto pelo meio ambiente, a responsabilidade pelo equilíbrio emocional de um Beagle, começa nas mãos do criador e continua nas mãos do novo dono.

4- A meta de um bom criador é manter um programa de criação honesto, de maneira que a preservação da qualidade de seus cães se reflita não somente nas pistas de exposição, mas principalmente, nas casa onde seus exemplares irão morar. É comum ouvirmos criadores fazendo verdadeiros discursos a respeito dos pedigrees de seus cães. Porém, se o único critério de criação for a conformação anatômica, estaremos criando verdadeiros delinqüentes caninos.

É importante, portanto, que o leigo tome conhecimento de alguns fatores antes de comprar um filhote.

É preciso que o cão tenha tido respeitado pelo criador, o período de sociabilização, que começa por volta da terceira semana e se estende até aproximadamente, os2 a3 meses de vida. Isto significa, que o filhote só deve ser entregue ao novo dono, com no mínimo 50 dias de vida. Nesta fase, Ter contato com outros cães, com pessoas diferentes, aprender a obedecer a uma hierarquia do grupo, são experiências que farão do filhote um Beagle equilibrado na vida adulta.

Se o criador desmamar o Cãozinho cedo demais e tirá-lo do contato com os outros cães, estará criando um Beagle com pouca capacidade de manter contatos sociais normais. Se o filhote for mantido por longo período em contato com apenas uma única pessoa, isto o tornará uma cão arisco e, algumas vezes, agressivo.

É obrigação de todo criador consciente, orientar o novo proprietário quanto a forma de educar o filhote. Assim como de desestimular a sua compra, ao perceber que esta raça não é a mais indicada para aquela determinada pessoa.

Não é difícil ter um Beagle comportado e obediente, o difícil é encontrar pessoas que saibam educá-lo.

Entre suas características mais admiráveis, a principal é que a raça certamente possui cérebro. O Beagle é vivo o suficiente para ser mais astuto do que qualquer pessoa apática o bastante para permiti-lo. Possui também, muita determinação e não se intimida com facilidade. O Beagle preserva o seu forte sentido de independência. Por causa de sua força de caráter, o Beagle necessita de um adestramento inteligente e de uma condução firme. Acabará assim, reconhecendo o seu dono como o líder e o respeitará, tornando-se seu amigo mais fiel.

Não existem cães ruins- simplesmente maus proprietários.

APARÊNCIA GERAL –

Hound vigoroso, de constituição compacta, é alegre, corajoso, muito ativo, revelando energia e determinação. Inteligente e de temperamento equilibrado, amistoso e alerta.

 

 

 

 

 

 

 

BOXER

Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Editora chefe

Os ancestrais do boxer, conhecidos na Idade Média com o nome de “alans”, eram treinados para a caça ao urso e ao javali. Sua aptidão para aprender faz dele um cão de muitas habilidades. A raça foi fixada no começo deste século, na Alemanha.

O boxer resulta de cruzamento de mastins bullenbeisser e buldogues realizados em Munique na década de 1850. Foi mostrado pela primeria vez em Londres na década de 1930.

Apesar da aparência agressiva, belicosa e da natureza extrovertida, ele é suficentemente dócil para ser usado como guia em certos países.

Tem uma devoção à família que é estraordinária e um instinto de proteção excepcional. Sua afeição pelas crianças é mundialmente conhecida e, quem convive com um boxer logo percebe sua boa índole. Com as pessoas estranhas ele age sem agressividade e constuma observar o estranho antes mesmo de latir.

BOXERS INTELIGENTES

Os boxers não só podem comunicar-se com outros cachorros como também podem fazer com que suas emoções e desejos sejam percebidos pelos humanos. Muito frequentemente você dará, por intuição, a interpretação correta a estes sinais e aprenderá com o tempo a interpretá-los, observando de perto seu animal.

Linguagem corporal

Os boxers têm um modo muito especial de fazerem-se entender pela linguagem corporal e pela mímica.

Prontidão: se um ruído estranho, por exemplo, chama a atenção do seu boxer, ele empinará a cabeça e enrugará a testa.

Alegria: os boxers, como outros cachorros , também expressam prazer sacudindo o rabo.

Satisfação: em passeios você seguramente verá seu boxer cheio de prazer, se jogar na grama e rolar de um lado para outro repetidamente. Ele está transbordando de alegria e este comportamento é um sinal de seu bem estar. Ele se sente bem particularmente, deitará de lado totalmente relaxado. Deitar de costas é uma expressão de intimidade absoluta.

Submissão: deitado de costas, o boxer também expõe seu pescoço. Isto é um gesto de submissão. Você verá isto repetidamente também durante lutas por classificação. O cachorro mais fraco deita de costas e mostra seu pescoço para o outro cachorro. Deste modo ele demonstra que é o perdedor. O impulso de morder do cachorro mais forte, diante disso, é inibido por sua postura comportamental. Afinal de contas, o propósito de detrminar que é o melhor cão foi cumprido.

Tristeza: se seu boxer estiver, se enrolará como uma bola. Se você o castigou, ele pode estar muito ofendido. Alguns boxers se afastam e não reagem até mesmo a agrados ou palavras amáveis.

Medo: um boxer mostra medo pondo seu rabo entre as pernas. Reage com o mesmo comportamento quando faz alguma travessura e você o chamaem seguida. Coma cabeça inclinada e o rabo comprimido entre as pernas, dirige-se furtivamente para você.

Olhos expressivos: os olhos do Boxer expressam freqüentemente seus sentimentos. Porém, para se interpretar esses sentimentos corretamente, você precisa conhecer seu animal há algum tempo: seu olhar suplicante quando quer conseguir o presente ; seu olhar de impaciente quando o passeio diário terminou há muito tempo e ainda a expressão feliz em seus olhos quando ele percebe que sua companhia é bem vinda.

Vocalização

O boxer possui uma grande variedade de latidos e outros sons com quais pode expressar seu estado de espírito e seus desejos. Não é uma boa razão que todas essas expressões vocais são descritas como vocalização. Quanto mais tempo dedicar a seu boxer, mais nuances ele expressará em sua comunicação e, reciprocamente, melhor você entenderá seu animal.

Lamúria e lamento: o boxer indica que está com dor por meio de sons muito altos produzidos com a boca fechada. Quando implora também faz o mesmo som, por exemplo, quando quer comer algo ou sair.

Grunhido: quando o grunhido parece mais um zumbido, é uma indicação do bem estar de seu boxer; mas se é um pouco ronco fundo, ele está com humor hostil e pronto para uma briga. Grunhindo profundamente, adverte o oponente do ataque iminente.

Latido: o timbre e os intervalos entre latidos transmitem informações. Mesmo o latido em tom profundo é um sinal de saudade, demonstrava de forma amigável. Desagrado é expressado por latidos muito altos e agitados.

Dominado por seus instintos

O comportamento do boxer, assim como o de qualquer outro animal, é em grande parte determinado por reações instintivas e impulsos. Em última análise, eles servem ao propósito de autopreservação ou preservação da espécie.

O instinto para resistir permite ao cachorro defender-se

A caça ou instinto de rapina: se expressa quando o boxer persegue um animal que está se afastando e que é então visto como pressa.

Freqüentemente é só um tipo de brincadeira de pegar, quando o boxer , por exemplo, persegue uma lebre. Este padrão de comportamento é esperado, embora o boxer não seja exatamente um cão de caça. O treinamento dele tem que objetivar a repressão deste impulso, tanto quanto o possível. Qualquer impulso nesta direção deveria ser reprimida já na sua fase inicial, por exemplo, quando ser boxe cava ninhos de rato ou de toupeira. Do mesmo modo, não deixe seu cão de estimação perseguir um veado outra caça do tipo. Para evitar que seu cão seja ferido, você deveria considerar se quer deixa-lo sem coleira numa área de caça livre.

Minha dica: embora seu boxer possa ser obediente, é esperado que algum dia ele corra atrás de um animal selvagemem vôo. Quandoisso acontecer, não saia do lugar de onde ele correu de você. Não corra atrás dele. Seu boxer se orientará por meio de faro e achará o caminho de volta para você.

O instinto de Proteção: se aplica não só à prole do boxer, mas a família de seu dono também. Nos passeios ele está sempre conferindo o grupo de pessoas pelo qual ele é responsável, concedendo particular proteção às crianças. Quando encontra outras pessoas com cães, seu boxer se tornará extremamente alerta. Ele se plantará a sua frente e eriçrá o pêlo. Uma vez passado o “perigo, ou seja, o outro cachorro, seu nível de tensão volta ao normal.

O instinto de vigiar: e Ter cuidado com os outros está voltado principalmente aos filhotes do cão, mas também pode se estender aos caçulas da família do dono. É expressado quando o cachorro o lambe, especialmente sua face. Por motivo de higiêne você não deveria permitir isto, porque o boxer pode, deste modo, facilmente transmitir-lhe doenças ou vermes. Por isto tente firmemente impedir o cão de lamber suas crianças, oferecendo-lhe sua orelha ou mãos como alternativa.

O instinto de comer: serve só a propósito, auto preservação. Nada mudou pelo fato do boxer, na sua condição de animal doméstico, já não Ter de achar comida por si mesmo, mas ser alimentado por seu cão.

O instinto de acasalamento: também tem um só propósito: preservação da espécie. Não pode ser influenciado pelo treinador.
O envelhecimento do Boxer

A medicina geriátrica canina realizou grandes avanços ao longo dos anos. Vidas plenas e felizes podem muitas vezes ser prolongadas através de tratamentos médicos apropriados destinados a rejuvenescer e aliviar o stress de um organismoem declínio. Ovelho Boxer é uma grande dádiva, o valioso amigo que compartilhou e enriqueceu a vida de seus familiares por muitos anos.

Sintomas do envelhecimento

Embora a maioria dos Boxers tenda a agir vigorosamente durante toda a vida, seu velho cão poderá recusar-se a correr e brincar como fazia antes. Ele pode desenvolver artrite; se sofreu algum dano no esqueleto ou nas articulações durante sua vida, isto poderá trazer-lhe desconforto. Ele pode apresentar dificuldade em levantar-se ou mancar periodicamente. Há excelentes remédios contra a dor para estes problemas que podem ser prescritos pelo seu veterinário.

Sua responsabilidade para com o velho cão são na maioria das vezes, uma questão de bom senso. Não se pode permitir que ele se torne obeso. O excesso de peso em cães, como nas pessoas, causa tensão desmedida ao coração e ao esqueleto. À medida que envelhece, o metabolismo se tornará mais lento e irá requerer menos calorias. Há excelentes alimentos cuidadosamente elaborados para cães mais velhos. Se seu boxer parece inclinado a correr a toda velocidade como se fosse um filhote, mas você sabe que ele tem uma articulação de joelho frágil ou astrite da espinha dorsal ou coração anormal, seus exercícios devem ser limitados dentro de parâmetros sensatas. Dê-lhe uma cama boa e macia para deitar-se, mas, acima de tudo, mantenha-o em ordem, conserve suas unhas aparadas e faça-o sentir que ainda é um valioso membro da família.

Dizendo Adeus

Quando chegar a hora de dizer adeus, você poderá Ter a sorte grande de descobrir que seu velho amigo o deixou como que sonhando no seu canto favorito do tapete. Ou então , você terá que tomar a mais dolorosa das decisões: pôr um fim no sofrimento incurável do seu Boxer da maneira mais humana possível, via eutanásia veterinária.

A eutanásia é simplesmente uma dose excessiva de anestesia. O cão adormecerá tranqüilamente antes que a overdose cause a parada cardíaca. Se você tomar esta difícil (e angustiante) decisão, encha-se de coragem e permaneça com seu cão enquanto o procedimento é realizado. Lembre-se seu boxer não sabe o que está acontecendo e a última coisa que você gostaria que ele lembrasse é o tom suave da sua voz à medida que ele é levado a dormir. É o mínimo que você pode fazer: foi uma notável jornada.

 

 

 

 

BULDOGUE INGLÊS

Adestrado para a luta, pelo homem, o buldogue é realmente o resultado de largos processos seletivos, que permitiram obter uma raça cujas características principais são anomalias notáveis.

Apesar do seu aspecto hostil e nada dócil, o buldogue é um dos cães mais tranqüilos e pacíficos; fidelíssimo, limpo, inteligente, muito robusto, exibe os seus dotes de combatente somente se é agredido abertamente.

O termo “bulldog” é uma palavra inglesa composta por duas: “Bull – touro”e “Dog – Cão”. Derivaria do fato de que, até meados dos século XVIII, este cão era obrigado a combater nas pistas contra os touros. Enquanto as origens da raça, originam-se do antigo mastim de sangue asiático que, estabelecido na Inglaterra, converteu-se naquele pugnax Britanniae que os romanos levaram para a sua pátria com a finalidade de combater com seus pugnaces (cães de luta) isto é os molossos de criação grega. Se excetuarmos estas remotas origens, o buldogue, tal como é conhecido, é de formação indiscutivelmente inglesa.

Numerosos documentos encontrados na Grã-Bretanha testemunham a presença, em épocas distantes, de um cão muito parecido com o buldogue contemporâneo, por aquelas paragens: sua missão primordial era servir de espetáculo combatendo. No período entre os séculos XIII e XVIII os espetáculos de lutas com os cães eram freqüentes e cada aldeia tinha o seu próprio ring.Os cães destinados à luta contra os touros eram selecionados cuidadosamente; não porque se buscasse a beleza e a simetria das formas, mas a coragem sem limites, o instinto de agressão e uma ferocidade extrema. Através da cuidadosa seleção obteve-se um cão tão sanguinário que nem a dor o detinha.

No fim do século passado surgiu um movimento de oposição contra este gênero de combates e conseguiu-se que o parlamento inglês aprovasse uma lei proibindo-os.

PADRÃO DA RAÇA – Bruno Tausz

Padrão FCI nº 149.
Origem: Grã-Bretanha;
Nome de origem: Bull Dog / Fêmea: Bull Bitch;
Utilização: companhia.
Classificação FCI – grupo 2 – Pinscher, Schnauzer, Molossos e Boiadeiros Suíços;
seção 2.2.1. – Molossos, Tipo Dogue;

 

 

 

 

 

BULL TERRIER

Em 1835, foi votada pelo Parlamento Britânico uma lei que proibia o combate entre cães (normalmente “Bulldogs”) e touros. Esta lei não conseguiu extinguir a paixão do povo inglês pela luta entre animais. Os mesmos cães que antes enfrentavam os touros, passaram a ser utilizados em rinhas de cães, que não eram exatamente uma novidade pois em outros países este hábito já existia há muito tempo.

Sendo tais combates proibidos pela lei Britânica, as “rinhas” eram realizadas às escondidas, na clandestinidade. As lutas entre os Bulldogs eram rápidas e sem mobilidade, já que os cães mordiam e não soltavam mais até a morte, fato que fez com que os mais “apaixonados” pela atividade procurassem a criação de uma raça que mantivesse a valentia, combatividade, tenacidade e insensibilidade à dor do “Bulldog “a outros predicados que se faziam mister para uma boa “briga”. O cão utilizado para esta “miscigenação ” foi o Terrier branco existente na ilha, muito popular, valente e ágil, caçador de predadores como lobos e raposas.

Assim surgiram os primeiros Bulldog and Terrier, que durante gerações combateram seus irmãos de raça.

Pouco a pouco o Bulldog and Terrier foi se tornando o companheiro do inglês de classe média, principalmente dos universitários de Cambridge e Oxford, subindo posteriormente para os salões mais nobres.

Por volta de 1850, um lorde de Birmingham, chamado James Hinks resolveu apurar um pouco mais a raça, que carecia de beleza e simetria. Durante anos efetuou cruzamentos utilizando outras raças e muita consangüinidade, até o ano de 1862, quando apresentou pela primeira vez em uma exposição, o cão resultante de seu trabalho. Foi considerado um cão muito superior em confronto, beleza e temperamento aos antigos Bulldog and Terrier.

Desde então, vem sendo criado em vários países como Estados Unidos, Alemanha, Austrália, Holanda, Argentina dentre outros e, recentemente no Brasil.

Hoje o Bull Terrier é um cão cercado de lendas e histórias, contadas na sua maioria por maus proprietários, que se aproveitam de sua valentia, determinação e força para outros fins, como também se aproveitam de outras raças como: American “Pit Bull” Terrier, Mastim Napolitano, Tosa dentre outras.

Devido aos vários incidentes ocorridos ultimamente envolvendo cães da raça American Pit Bull Terrier, mais conhecido como PIT BULL, a imagem do BULL TERRIER vem sendo erroneamente utilizada pela mídia para identificação visual dos cães, provavelmente pela similaridade de nomes, mesmo sendo cães muito diferentes na aparência e temperamento.

O Bull Terrier atual é antes de tudo um grande amigo e companheiro, sempre cheio de vida e disposição, com abnegação total pelo seu amado senhor; gosta do ambiente familiar, tem paciência de “Jó” com as crianças e quando é ignorado, normalmente procura as pessoas da família com pequenos encontrões e lambidas como que implorando a sua atenção e carinho.

Por ser um cão rústico, não necessita de cuidados especiais, podendo ser criado em pequenos espaços e até em apartamentos, precisando apenas de passeios diários a fim de exercitar a sua poderosa musculatura.

Dentro de casa é um cão educado e inteligente, preservando o seu espaço. Por ter o pelo curto, a sua higiene é fácil e sempre faz suas necessidades no lugar escolhido por seu dono. Outra característica muito marcante do Bull Terrier é que ele praticamente não late, só o fazendo normalmente para avisar a presença de estranhos.

Com temperamento alegre , gosta muito de deitar em um confortável sofá e assistir a um bom programa na televisão juntamente com a família, de brincar e pular como um “canguru” e dar rodopios no ar para chamar a atenção, buscar bolinhas e outros brinquedos, apesar de não deixá-los inteiros por muito tempo.

 

 

CHOW CHOW

Cão de língua preta-azulada, que poderia indicar um ancestral muito antigo. Em seu país nativo, a China, o Chow chow caçava e guardava os templos. Um dos imperadores T’ang tinha um canil com 2500 cães.

Capitães de navios ingleses davam às cargas mistas da China o nome de “chow chow” e os cães acabaram sendo incluídos nessa categoria. Felizmente, esse cão não sofreu muitas mudanças desde os tempos antigos, pois continua sendo um animal doméstico, delicado, tranquilo e auto-confiante.

PADRÃO DA RAÇA

ASPECTO GERAL: cão ativo, compacto, bem estruturado, lombo curto, acima de tudo, bem proporcionado, de aspecto leonino, porte digno e orgulhoso; a cauda é, claramente, portada sobre o dorso.

CARACTERÍSTICAS: língua de cor azul escuro, calmo, bom guardião, singular por seu andar curto e saltitante.

TEMPERAMENTO: independente e fiel, mas distante.

CABEÇA: crânio largo e achatado, stop moderado. Bem cheio sob os olhos. Focinho de comprimento moderado e largo dos olhos até a ponta. A trufa é grossa, larga e sempre preta, com exceção dos exemplares cor creme e quase branca, para os quais, a trufa de cor clara, é admitida, e, nos azuis e fulvos, admite-se a trufa da mesma cor do pêlo.

OLHOS: escuros, amendoados, bem pequenos e bem delineados. Nos exemplares azuis e fulvos admite-se olhos da mesma cor do pêlo. Os olhos devem ser perfeitos sem entrópio, mas jamais deverão ser penalizados em razão do tamanho.

ORELHAS: pequenas, espessas, extremidades levemente arredondadas, eretas, rígidas e bem afastadas, inseridas acima dos olhos, voltadas para a frente, ligeiramente convergentes, o que dá ao cão a expressão característica da raça de ar carrancudo. Essa expressão jamais deverá ser o resultado do efeito do enrugamento natural da testa.

BOCA: dentadura de dentes fortes e bem alinhados: os maxilares são fortes e apresentam uma articulação perfeita em tesoura, regular e completa, isto é, os incisivos superiores sobrepõem-se tocando aos inferiores em contato justo e inseridos ortogonalmente ao maxilar. A língua é de cor azul escura, assim como, os lábios e o palato. As gengivas são, preferencialmente, pretas.

PESCOÇO: forte, cheio, moderadamente curto, bem inserido nos ombros, ligeiramente arqueado.

 

COCKER

SPANIEL

INGLÊS

EXPLANAÇÕES SOBRE A RAÇA

Olhando hoje o Cocker Spaniel, atraente com as orelhas longas quase varrendo o solo e pêlo sedoso, pode ser

difícil vê-lo como um cachorro disposto ao trabalho. Porém, o Cocker ainda tem esta habilidade e desfruta muito a satisfação de um dia no campo.

No século XIX, o prefixo “Cocker” foi dado para denotar a popularidade deste pequeno cão de caça por levantar e recuperar galinholas (que em inglês tem o nome de woodcock). O “Cocking Spaniel” ficou popular em Gales e no Sul da Inglaterra naquele momento devido ao tamanho compacto que fez dele mais ágil para trabalhar em mato baixo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

POPULARIDADE

O Kennel Clube da Inglaterra reconheceu a raça em 1892. Foi realmente o começo do Cocker Spaniel Inglês.

O Cocker tem muitos atributos que contribuem para essa popularidade:

primeiramente, a personalidade feliz que fazem dele um alegre cão de caça.

o tamanho compacto e a aparência agradável, juntos com a ansiedade para agradar e a facilidade de ser treinado, fazem dele um ótimo trabalhador e um maravilhoso companheiro doméstico.

A cauda sempre sacudindo entusiasmado tem o efeito feliz de levantar o espírito daqueles que caminham ou trabalham com ele, a oferta de disposição e gentileza o faz um companheiro extremamente afetuoso.

O pêlo liso e sedoso é um prazer para acariciar, sendo que muitos donos de cães atualmente selecionam um cachorro ou raça fundadas, em parte, no tipo de pêlo. Atributo que sempre deveria ser levado em conta quando se escolhe um cachorro, já que isso inclui o trabalho de cuidar e aparar.

Donos de cães podem se tornar acariciadores compulsivos, para o benefício mútuo de homem e cachorro. Em anos passados, mostrou-se pesquisa científica que este comportamento instintivo de acariciar tem benefícios de saúde positivos, causando a baixa na taxa de doenças cardíacas, relaxamento e redução em tensão: uma tônica sem o risco de efeitos colaterais desagradáveis associado com algumas drogas! Os cães também desfrutam isto!

 

A ORIGEM DOS SPANIELS

Conforme trabalho do cinologista alemão Richard Strebel sobre as origens dos cães alemães, a pergunta sobre as origens dos spaniels é muito difícil porém pode-se afirmar que é um dos tipos mais velhos de cães.

Representações de spaniels ou de cães bem parecidos a eles são achadas em pinturas muito antigas e, o quadro mais recente de um spaniel que Richard Strebel está estudando é a representação de Philip II da Macedônia, pai de Alexandre, o Grande.

Isso nos leva de volta a séculos atrás, de modo que não se pode ser facilmente localizado ou ficar sem “buracos” na história, conforme retrata o Dr. Beyersdorf em seu livro “Spaniel” (Kynos Verlag, Murlenbach/Eifel).

O que é certo é que o spaniel, até mesmo se não fosse reconhecido como raça, era difundido nos países do norte da Europa.

Nós sabemos é que o Duque de Northumberland, John Dudley, foi um dos primeiros a treinar spaniels para a caça e que no castelo do Rei Henrique VIII havia um empregado que era o guardião dos spaniels, “Robin the King’s Spaniel Keeper”.

Em 1570 John Caius descreveu 22 raças existentes em seu livro “Of English Dogs”, inclusive o Land Spaniel (Spaniel de Terra) e o Water Spaniel (Spaniel de Água). Caius escreve que estes cães foram sendo classificados conforme a função para a qual foram criados, assim: seu uso:, assim falcon dog (falcoaria), pheasant dog (caça do faisão), partridge dog (caça da perdiz) e assim por diante.

Muitas pessoas chamaram este tipo de caça de “spaniel” acreditando que se originaram na Espanha, porém a atribuição mais plausível é a de que “spaniel” derive da palavra céltica “spain” que significa “coelho” fortalecendo ainda mais a primeira e original função para a qual os spaniels foram desenvolvidos. Mas, por mais que se estude, a origem da palavra ainda é disputada.

Do século XVII em diante foi aceita amplamente a palavra spaniel, especialmente na Inglaterra, tanto que no fim do século XIX o spaniel foi especificamente considerado uma raça inglesa.

Dr. Peter Beyersdorf, Presidente do Jagdspaniel-Klub e um amante apaixonado das raças spaniel, escreve em seu livro “SPANIEL”:

” Pode ser útil para algumas pessoas aprenderem mais sobre a origem e as definições das qualidades do spaniel e talvez um maior conhecimento a este respeito conduziria a uma compreensão melhor e uma maior avaliação da raça inteira. Isso é algo que o spaniel mereceria. É uma raça que combina tantas qualidades: generosidade, entusiasmo, inteligência, lealdade, amizade mas também quando necessário, dureza e tenacidade. Uma vez cativado por um spaniel você nunca será “curado” deles.

A MAGIA DAS CORES

Os Cockers tem uma variedade maravilhosa de cores. De fato, nenhuma outra raça oferece variedade tão grande.

Cores sólidas são aquelas em que o cão é predominantemente: preto, dourado, fígado ou preto e tan (tan é considerado marcação e não segunda cor).

Partcolor são aqueles em que as cores sólidas estão misturadas com o branco.

Alertamos que exemplares de cores sólidas não deverão cruzar com exemplares de cores partcolor, pois poderá descaracterizar as cores e marcações permitidas pelo padrão FCI.

A DEMANDA POR FILHOTES

Muitos criadores de Cocker estão preocupados pois vêem os riscos das qualidades soberbas de uma raça popular estarem sendo reduzidas nas mãos não fiéis de falsos criadores que podem estar dispostos a acasalar sem cuidado e o devido conhecimento de faltas que inevitavelmente rastejam em algumas linhas de procriação. Isto pode acontecer quando há uma súbita demanda para filhote de determinada raça.

Manter uma relação boa com o criador depois da compra será benéfico pois o “dono de primeira viagem” terá o apoio de pessoas que convivem com a raça a muitos anos.

SEU NOVO AMIGO

O filhote que você está adquirindo hoje não é apenas um cão, ele será seu amigo durante muitos anos.

Para que isso aconteça, você deverá seguir regras básicas de higiene, saúde e segurança que facilitarão sua vida e a dele.

Daremos aqui algumas dicas para que você não se sinta “perdido” com um filhote nos braços:

A ADAPTAÇÃO

Este filhote está acostumado a viver entre seus irmãos, portanto nas primeiras noites ele irá chorar. Pedimos que, se não quiserem que o cão adulto durma na cama, não deixe o filhote dormir porque será impossível explicar que, quando filhote pode, quando adulto não.

No máximo coloque-o para dormir em uma caminha ao lado da sua e durante a noite se ele chorar, acaricie até que ele se sinta seguro novamente.

Ensine as normas da casa desde cedo, pois o cão deverá se acostumar a sua rotina e faça com que todos na casa sigam as mesmas normas.

AS REFEIÇÕES

Para Cocker Spaniel sugerimos 300gr. (filhotes) e 200gr. (adultos) de alimento seco por dia.

Em geral os filhotes tem bastante fome, mas se ele ficar sem comer uma das refeições não se desespere, se ele ficar duas refeições sem comer mas estiver brincando deverá ser observado com mais atenção, se na terceira refeição ele recusar, deverá ser levado ao veterinário.

Nos primeiros dias você deverá ficar atento para ver se o filhote está bebendo água, deixe a vasilha sempre no mesmo lugar para que ele não se perca.

Mantenha sempre água fresca e limpa à disposição do seu cão.

SAÚDE E HIGIENE

Leve seu filhote ao veterinário de sua confiança ou ao que nós indicamos, para que ele já abra uma ficha para as vacinações periódicas.

Siga corretamente o cronograma de vacinação e de vermifugação para que seu filhote tenha uma ótima saúde.

O Cocker precisa ser penteado pelo menos duas vezes por semana

Se o filhote estiver precisando de banho, faça uma mistura de água com uma pequena quantidade de vinagre e esfregue-o com um pano limpo, depois seque com o secador.

Uma semana após a vacina seu filhote poderá tomar um banho completo, se você o levar para tomar banho em pet shop, verifique se os ouvidos estão bem sequinhos e limpos. Se você for dar o banho em casa, use água morna e shampoo para cães e evite a entrada de água nos ouvidos, seque-o com um secador de cabelos começando pelo peito e em lugar sem correnteza de vento.

O BANHEIRO

O filhote que você escolheu está acostumado a fazer suas necessidades em folhas de jornal. Você deverá ensiná-lo a ir no lugar certo, como fazer isso?

Logo que acordar, seu filhote irá urinar, leve-o ao lugar certo e espere. Quando ele fizer, acaricie e demonstre que você gostou.

Com as fezes é parecido, logo após cada refeição, seu filhote irá defecar, leve-o até o local certo e aguarde, quando ele fizer, acaricie e demonstre que você gostou.

Antes dos quatro meses de idade, não é aconselhável castigar porque ele ainda não consegue distinguir o certo do errado. No máximo pegue no queixo dele balance para os lados (devagar) e diga firme “NÃO”.

Jamais esfregue o focinho do filhote nas fezes ou na urina, esse tipo de castigo não resolve nenhum problema.

A SEGURANÇA DO FILHOTE

Não deixe ao alcance do seu filhote, objetos pontiagudos que ele poderá se ferir ou engolir;

Fique de olho se ele não irá roer os fios de seu aparelho de som;

Retire materiais tóxicos de lugares onde ele tenha acesso;

Não deixe a porta para a rua aberta, seu filhote não sabe o perigo que ele corre se sair de casa sem você;

Se seu filhote for permanecer sozinho dentro de casa, o aconselhável é que ele tenha um espaço somente para ele, sem nenhum objeto para lhe causar mal. Sugerimos um “expen” (cercado para cães);

Não brinque com objetos pequenos que ele poderá engolir;

Coloque proteções nas tomadas.

AS BRINCADEIRAS

Você e seu filhote deverão brincar para estreitar os laços de amizade. Em geral filhotes gostam de bolinhas de papel amassado, cabo de guerra (não aconselhamos antes da troca dos dentes) e bolinhas de tênis.

Não incentive brincadeiras agressivas com seu filhote.

OS DENTES

O filhote deverá trocar todos os dentes de leite pelos definitivos até os seis ou sete meses de idade.

Até que essa troca se complete ele irá procurar coisas para morder. Existem muitas opções de mordedores em pet shops, escolha a que melhor se adapta ao seu filhote e incentive-o a morder apenas aquele objeto.

Mais uma vez pedimos que não deixem que ele morda sapatos ou tênis velho pois ele não saberá distinguir o velho do novo e você poderá ficar sem a ponta dos seus sapatos e os cadarços do seu tênis.

OS PASSEIOS

Aos cinco meses, um mês depois da vacinação completa, seu filhote estará apto ao primeiro passeio na rua, SEMPRE COM GUIA.

Nos primeiros passeios você poderá achar seu filhote parecido com um “potro indomado”, mas com a freqüência ele se acostumará em poucas semanas.

Não deixe que ele o leve para passear, mantenha sempre a posição de comando, o cão deverá andar à sua esquerda.

Não aconselhamos passeios sem guia pois Cockers são cães de caça independentes portanto, cães destemidos, se ele farejar uma trilha que o interessa não pensará duas vezes para segui-la.

 

COKER SPANIEL AMERICANO

Focinho mais curto, stop acentuado, pelagem longa e abundante, são algumas das qualidades que agradam aos olhos dos admiradores deste pequeno spaniel.

Obtido nos Estados Unidos a partir de 1879 através de cuidadosas seleções realizadas entre o cocker spaniel inglês, a variedade norte americana diferencia-se deste por algumas características morfológicas como a estatura, as cores da pelagem, as orelhas, o focinho, etc. A popularidade alcançada por esta raça foi notável e segue sendo afetuoso e fiel, o cocker americano adapta-se muito bem à vida em família, razão pela qual, mais ainda que o spaniel ingles é considerado hoje o cão de companhia por excelência. Foi reconhecido como raça distinta em 1946. Em seu país de origem se especializaram em caçar codornas.

PADRÃO OFICIAL

Pertence ao 8º grupo: cães de caça britânica segundo
CBKC

APARÊNCIA GERAL: o menor do seu grupo, forte e compacto e a cabeça nitidamente cinzelada e refinada; tamanho ideal. Com a cernelha alta, linha do dorso suavemente descendente. Velocidade e resistência e desenvoltura; alegre, ávido e competente para o trabalho; temperamento estável.

TALHE

– altura: ideal, machos38 cme fêmeas35 cm.

– tolerância: mais ou menos4 cm

– comprimento: cernelha á raiz da cauda 15% menor que a altura

-peso: (padrão não comenta)

PELAGEM – dupla, pêlo sedoso e liso, ou levemente ondulado. Na cabeça, o pêlo é curto e fino; no tronco, de comprimento médio com bastante subpêlo; nas orelhas, peito, abdômen e pernas, é longo e bem franjado, sem ocultar as linhas ou a movimentação.

COR:

PRETO: todo preto ou preto com marcas castanho. Cor uniforme, permitindo tonalidades mais clara nas franjas e pequena mancha branca no peito e/ou garganta.

ASCOB: com exceção do preto, qualquer cor sólida, ou com marcação castanho. Cores uniformes, permitindo um tom mais claro nas franjas e pequena mancha branca no peito e/ou garganta.

PARTICOLOR: branco com uma, duas ou mais cores. Nos de marcações castanho, é preferível que sejam localizadas como nos Pretos e Ascobs. No ruão, a cor principal deve ocupar menos de 90% da pelagem.

MARCAS DE CASTANHO: podem variar do creme claro ao mais escuro vermelho:

  • um pouco bem visível acima de cada olho;
  • dos lados do focinho e nas bochechas;
  • nas quatro patas e nas pernas;
  • sob a cauda;
  • no peito, indiferente, presença ou ausência não penaliza.

 

 

COLIE DE PÊLO LONGO  

Os fãs de “Lessie” que resolverem adotar um collie não ficarão desapontados com esse leal animal de estimação. Muito dócil, se dá bem com todos os membros da família, principalmente com crianças pequenas.

Diante da impossibilidade de precisar em datas, a origem do collie de pêlo longo deve-se a que, até o século XVIII, esta raça era considerada exclusivamente de trabalho: a pureza era respeitada mas não por isso publicava-se o pedigree. Quando o collie começou a chamar a atenção dos cinófilos, isto é no principio do século passado, estava difundido principalmente na Escócia setentrional. Mais baixo que os exemplares conhecidos hoje, tinha também a cabeça mais curta. Durante uns 50 anos, a raça foi submetido a cuidadosas seleções, até que em 1860 foi apresentada na primeira exposição canina oficial celebrada em solo inglês.

Numerosas hipóteses foram formuladas sobre a ascendência do pastor escocês. Há aqueles que descobrem entre seus antepassados o terranova ou o gordon setter, enquanto que outros o vinculam com o deerhound e o terrier escocês.

O único dado certo é que o collie moderno representa o resultado de longos e cuidadosos processos de seleção: pode-se dizer que a fixação definitiva de caracteres importantes foi alcançada somente em 2885, desde então criadores se limitaram a conservar e a refinar as características da raça.

PADRÃO DA RAÇA: COLIE DE PÊLO LONGO – Bruno Tausz
Padrão FCI nº 156
Origem: Grã-Bretanha;
Nome de origem: Rough Collie;
Utilização: pastoreio.
Classificação FCI – Grupo 1 – Cães Pastores e Boiadeiros (Exceto os Suíços);
Seção 1. – Cães Pastores;

ASPECTO GERAL – expressão inteligente, auxiliada pela proporção paralelismo e formato do crânio e focinho, porte das orelhas, pelagem farta e movimentação fluente e paralela.
TALHE altura na cernelha: machos56 a 61cm e fêmeas51 a56 cm.
comprimento: (padrão não comenta).
peso: de machos20 a 30 quilos e fêmeas de18 a 25 quilos.
TEMPERAMENTO – .
PELAGEM – dupla, densa, reta, áspera, com juba abundante; lisa na face e ponta das orelhas, anteriores bem franjados e posteriores com culote. Na cauda bastante abundante.
COR – marta e branco, tricolor e azul merle.
Marta: do dourado claro ao marta escuro.
Branco: no colar, no antepeito, pernas, patas e ponta da cauda, podendo aparecer no crânio e no focinho.
Tricolor: pretos com marcas marrom avermelhado nas pernas e na cabeça.
Azul merle: azul prateado com manchas marmorizadas em preto, preferência com marcas marrons.

 

 

DÁLMATA
Dalmatian – Iuguslávia

A harmonia de linhas, a simpática vivacidade e principalmente a típica pelagem manchada fazem dele uma raça de luxo muito apreciada, além de ser um cão de companhia que se distingue por seus desenvolvidos dotes de fidelidade e inteligência.

O dálmata sempre demonstrou tendência a seguir o dono, seja qual for a forma de locomoção escolhida por este: carruagem, cavalo, bicicleta; na Inglaterra, ao redor de 1900, estava muito em moda nos ambientes senhoriais fazer seguir as carruagens elegantes por cães dálmatas; eram chamados, precisamente, “coach dogs”, isto é cães de carruagem. Mais recentemente, nos Estados Unidos foram vistos muitas vezes nos carros vermelhos de bombeiros, que os converteram em mascote oficial, tanto que até meados dos anos 80 não havia quartel de bombeiros que não tenha o seu bonito dálmata.

Muitos autores escreveram sobre as origens deste cão: pouquíssimos estiveram de acordo. O seu nome deveria indicá-lo com certeza, mas não é assim. A raça parece ser antiqüíssima, já que ilustrações descobertas na Grécia e no Oriente. Pertencentes a tempos remotos, reproduzem cães completamente iguais, em linhas e pelagem, ao dálmata atual. Alguns o consideram oriundo da Dinamarca, o que justificaria o nome, adotado em alguns paises, de pequeno dinamarquês. E o certo é que é que ainda hoje está notavelmente difundido na Dinamarca.

Buffon considera que descende do doge, que da Inglaterra passou à Dinamarca e dai aos paises cálidos, até dar origem ao cão turco. Com esta teoria vinculam-se varias outras, todas distintas e aceitáveis, mas nenhuma indiscutível. Angiola Denti di Perajno, conhecida investigadora da raça, escreve: …” a hipótese que parece confirmada por certa quantidade de elementos de probabilidade, é a que indica que o dálmata tem por zona de origem o Oriente…”.

Houve uma época em que o dálmata, dotado de olfato notável, era usado também como cão de caça. Embora lata pouco, é considerado excelente guardião de casa.

PADRÂO DA RAÇA:

ASPECTO GERAL: um cão cujas manchas numulares (de numismática*) (pequenas e redondas) constituem um traço característico. O Dálmata é bem proporcionado, forte, musculoso e ativo. De linhas harmoniosas, sem ser grosseiro, nem rústico.

CARACTERÍSTICAS: um cão elegante, boa presença, podendo fazer prova de muita resistência e de movimentação ágil.

TEMPERAMENTO: social e amistoso. Atrevido e autoconfiante, corajoso sem ser agressivo.

CABEÇA: de comprimento moderado, crânio chato, de razoável largura entre as orelhas, bem modelado à frente das orelhas, guardando certa moderação. Stop moderado. Cabeça sem rugas. Focinho longo e poderoso, nunca afilado. Lábios secos, moderadamente ajustados aos maxilares. A trufa é preta, na variedade preto, e marrom, na variedade fígado.

OLHOS: de tamanho médio, inserção moderadamente afastados, redondos, espertos e brilhantes; expressão inteligente; de cor escura nos cães de manchas pretas; tendendo ao âmbar nos de manchas fígado, o contorno dos olhos acompanha a cor da pelagem, preto, nos pretos, e marrom, nos de cor fígado.

 

 

DOBERMAN

Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Editora Chefe e Diretora de Conteúdo

Escreve o famoso especialista Setgast: “Há poucas raças de cães tão aptas para a defesa e a guarda. As qualidades físicas e psíquicas do Dobermann o colocaram em pouco tempo em primeiríssima linha. Dotado de grande desconfiança com os desconhecidos, sempre prefere estar perto do dono sua vigilância é incessante, seu olhar vivaz investiga sem descanso ao seu redor, de modo que possa advertir o dono de qualquer perigo eventual. Não conhece medo. No momento do perigo, o seu corpo musculoso põe-se tenso, sua fisionomia se endurece, o olho se acende e ao menor sinal ou ordem do dono ataca corajosamente o adversário.”

Surpreende que, no caso desta raça, a obra de seleção tenha sido lograda em um período muito breve, obtendo com rigor características excepcionais. A origem do Dobermann é recente: tal como a conhecemos, a raça existe desde há pouco decênios, e ainda antes, quando se apresentava menos refinada, a sua origem não ia mais além da metade do século passado.

Não obstante, sabemos pouco sobre a sua origem. Os franceses consideram que deriva do seu cão pastor de Beauce e é certo que entre ambas as raças há uma notável semelhança. Por sua vez, os cinófilos alemães preferem derivar o Dobermann de diversos antepassados; por exemplo o consideram originário da Teringia e, precisamente da aldeia de apold, onde um simples porteiro de palácio de nome Dobermann (de quem derivaria o nome da raça) haveria conseguido obter este cão pelo cruzamento de várias raças, entre elas o pastor alemão antigo e o pincher alemão. No princípio, a raça tivera por nome “belling”, aparente mente o apelido daquele porteiro, mas há quem diga que o belling era um cão completamente diferente. Segundo outros especialistas , o velho pastor alemão haveria sido a raça básica para criar o Dobermann, mas empregando, além do pincher, o braco de Weimar. Não falta, finalmente, quem supõe a intervenção do black and tan terrier e do Rottweiler, mas isto foi rejeitado categoricamente por Otto Goller, que seguiu na criação a Dobermann; diz-se que Goller foi o verdadeiro selecionador, o que fixou a raça. É provável também, que mais adiante o Dobermann tenha recebido sangue inglês no sentido de que, num primeiro momento, era um pouco tosco e longo afinou-se através do cruzamento com o terrier preto fogo (blanck and tan), presente na Alemanha com dimensões consideráveis. Parece que somente em 1900 o dobermann adquiriu a conformação ágil que ostenta hoje.

Já nos referimos aos dotes psíquicos e as aptidões da raça. Agreguemos que possui grande capacidade de aprendizagem e é fácil de adestrar. De constituição muito robusta, suporta facilmente fadigas e intempéries e, em qualquer circunstância, está disposto a sacrificar a vida para proteger o dono.

DOGUE ALEMÃO

Aos cães de grande tamanho costumam ser achatados e um tanto maciços; não assim o dogue alemão, pois ainda que seja um gigante da espécie canina, possui uma atrativa esbeltez e enorme agilidade.

As opiniões a respeito das suas origens tampouco coincidem. O seu próprio nome varia de país a país: os italianos, espanhóis e ingleses, por exemplo, deram em chamá-la dinamarquês ou grande dinamarquês, mas realmente não é originário da Dinamarca. Hoje, é conhecido oficialmente como dogue alemão, na França como “dogue allemand”, na Alemanha como “Deutsche Dogge”; esta referência comum a uma origem alemã parece exata. Segundo a tese mais aceitável o dogue alemão foi obtido pelos alemães mediantes o cruzamento do mastim como o lebrel.

Como no caso dos lebréis que se haviam estendido pelo Mediterrâneo, e portanto na Gália por obra dos mercadores fenícios, alguns mastins provenientes da Assíria e da Índia haveriam chegado a Europa também graças aos fenícios. Cegados à França e à Ingleterra, estes mastins se difundiram também no Norte da Alemanha, gerando o Canis familiares decumanus, que seria o progenitor do dogue alemão, cujos descendentes medievais deveriam buscar-se no saupacker alemão.

Outra hipótese sustenta a origem asiática dos mastins europeus, que chegaram seguindo o povo escita dos alamos, que os empregava para caça e a defesa. Ao chegar à Alemanha, estes mastins foram refinados com o cruzamento com lebréis, obtendo-se um cão robusto, de grande tamanho, mas ao mesmo tempo veloz e elegante. Segundo outros, também o pointer teria contribuído para a formação do moderno dogue alemão.

Mégnin, finalmente, sustenta que os grandes cães chegados com os dogues produziram, através de cruzamentos múltiplos, tanto o dogue alemão como o dogue de bordeaux e outras raças de distinta nacionalidade, todas de grande tamanho.

Mas além das fronteiras alemãs, também se conhece o dogue alemão e hoje, é um dos cães de guarda e defesa mais apreciados. Na Inglaterra, na França e nos Estados Unidos e outros países tem surgido criadores especializados que, igual aos alemães, produzem exemplares de grande mérito.

 

Aspecto geral – grande altivo, forte e elegante de estrutura quase quadrada. É o APOLO das raças caninas. Cabeça especialmente expressiva, com estampa de estátua nobre. De índole amistosa e carinhosa com os de família, especialmente com as crianças, mas reservado com estranhos.

DOGUE ARGENTINO

É a primeira e, até agora, a única raça canina criada na Argentina. O professor de Antropologia, Etnologia e Genética da Universidade de Turim, Dr. Alfredo Sachetti, no seu tratado “problemas de sistemática biológica”, faz referência a esta nova raça americana que apresenta, segundo ele, duas qualidades fundamentais: estabilidade biotipológicas e força genética. O criador foi o Dr. Antônio Nores Martinez, professor da Universidade Nacional de Córdoba, e seu irmão, o Dr: Agustin Nores Martinez, já no ano de 1928, haviam confeccionado o Standard da raça, mas somente em 1947, deu-se a publicidade na revista “Diana”. Este standard é no mesmo que aprovaram a Sociedade Rural Argentina e a Federação Cinófila Argentina nos anos de 1964 e 1965, respectivamente, datas em que abriram-se os registros genealógicos para o doge argentino, adotado, logo, pelo Clube de Criadores do Doge Argentino.

A finalidade que guiou o criador da raça era obter um cão que reunisse uma série de condições que tornassem apto para a caça, grossa de espécies depredadoras como o puma, o javali, o pecarí, a raposa, etc. e que se adaptasse às condições naturais do país, completamente diferentes das que existem nos terrenos cercados para a caça europeus. Devia reunir, como condições fundamentais as do cão capaz de bater um mato em silêncio afim de não afugentar a presa, bom olfato para farejar no alto, agilidade, valentia e fortaleza. Para isto reuniu nele as características da várias raças tomando como base o velho cão de luta cordobês, que não era mais que uma mistura de mastim espanhol com bull terrier, quando não bull terrier puro ou cruzado com bulldog inglês e que se caracterizava pela suas condições extraordinárias de combatividade, valentia e resistência, mas que carecia de olfato e velocidade; além disso, a sua ferocidade tornava-o inútil para a caça, porque lutavam entre eles. Partindo desta origem foram-lhe injetando distintas correntes de sangue, a fim de chegar a obter a raça desejada. Intervieram, pois, na sua formação o bull-terrier, o bulldog, o grande dinamarquês, o boxer, o mastim dos Pirineus, o galgo irlandês, o pointer, o doge de Bordéus e o mastim, seguindo um claro conceito genético que levou o criador a obter a raça atual.

PADRÃO DA RAÇA – Bruno Tausz

Aspecto geral – cão de luta, entre as raças de caça maior. Normotipo e dentro disso um macrotálico, de proporções harmônicas. Pertence ao tipo mesocefálico, de perfil convexo-côncavo: crânio convexo e focinho ligeiramente curvado para cima.

Talhe   – altura: 60 a65 cm.
– comprimento: (padrão não comenta).
– peso:40 a 45 quilos.

FILA BRASILEIRO

 Lúcia Helena Salvetti De Cicco

História

A origem da raça do Fila Brasileiro é obscura, como a de tantas outras raças; somente pode-se supor que descende do cruzamento de cães levado ao Brasil pelos conquistadores portugueses e espanhóis (O Bloodhound, o mastiff, o buldog inglês), cruzamento perfeitamente apto para as tarefas as quais destina-se este animal. No fila encontramos as características daquelas três raças, não só por seu aspecto exterior mas também por suas faculdades psíquicas.

O olhar melancólico lembra, sem dúvida, o bloohound, do qual herdou também o olfato finíssimo. Quando se observa a sua estrutura volumosa, pensa-se no mastiff, que impõe respeito somente com a presença , qualidade a qual soma-se uma coragem quase brutal e uma natural vigilância. Finalmente, o buldog transmitiu-lhe o antigo temperamento impetuoso e implacável; mas não mata a vítima quando a alcança senão que a tem subjugada até a chegada do dono.

COMPORTAMENTO

O comportamento do fila adquire ainda maior importância quando se sabe quem numa época era usado para capturar escravos fugitivos, aos quais descobria facilmente graças a seu excelente olfato, devolvendo-os vivos aos guardiões. Mas hoje o fila presta também ótimo serviço como qualquer animal de guarda.

Estes cães se sentem melhor na vida rural do que na cidade, onde podem exercer livremente o seu vigor físico, onde a sua robustez não sofre limitações; os quintais, por mais espaçosos que sejam, não oferecem a estes animais a possibilidade de viver segundo sua verdadeira natureza. Dotado de aspecto que infunde temor, sempre disposto a agredir, o fila, contudo, tem caráter dócil e devotado ao dono. È desconfiado na presença de estranhos e não admite a menor familiaridade. Guardião incomparável, tem obtido grandes êxitos boas mostras caninas de todo o mundo

CARACTERÍSTICAS DA RAÇA

(Informações Bruno Tausz)

Aspecto geral – molossóide com poderosa ossatura e substância figura retangular e compacta. Apresenta grande agilidade facilmente perceptível. As fêmeas exibem feminilidade bem pronunciada.

Talhe   – altura: machos 65 a75 cme fêmeas 60 a70 cm.
– comprimento: 10% maior que a altura na cernelha.
– peso: machos 50 quilos e fêmeas 40 quilos.

Pelagem – pele solta e barbelas; testa sem rugas,em repouso. Pêlocurto, macio, grosso, bem assentado

 

 

 

 

 

FOX PAULISTINHA

TERRIER BRASILEIRO

ORIGEM

“Terrier Brasileiro” é o nome oficial do nosso conhecido “Fox Paulistinha”. De origem desconhecida, presume-se que tenha sido originário do cruzamento do Fox Terrier Pêlo Liso, com Jack Russel, e acasalamentos com cães brasileiros. Isso, porque, no início do século, filhos de fazendeiros iam estudar em universidades européias e voltavam cansados e suas mulheres traziam cães do tipo terrier de pequeno porte e que eram deixados nas fazendas e se acasalando com cães brasileiros. Surgiu, então, uma nova raça, cujo fenótipo fixou-se após algumas gerações. Com o desenvolvimento das cidades, os fazendeiros, junto com suas famílias foram atraídos para os centros urbanos, e São Paulo, o cão ficou conhecido como Fox Paulistinha.

Em 1920 já tinha as características que tem hoje. Mas, o CBKC não emitia registro de tais cães, nem reconhecia a raça. Em 1960 foi fundado o Terrier Clube do Brasil, com o objetivo principal de difundir e aprimorar a raça, tendo sido a raça reconhecida pelo CBKC. Como em 1973 nenhum exemplar da raça foi registrado, o CBKC cancelou o reconhecimento oficial da raça. na mesma ocasião, o terrier Clube do Brasil encerrou suas atividades. No entanto, o Paulistinha continuou sendo criado por vários canis, e por causa da luta dos vários admiradores da raça, em 1995 o CBKC voltou a reconhecer oficialmente a raça, emitindo registros e definindo seus padrões.

CARACTERÍSTICAS GERAIS

O Fox paulistinha é um cão alegre e divertido, e, graças ao seu temperamento é freqüentemente empregado em números circenses. Mas, além disso, é um valente guarda e um bom caçador. Seu instinto de caçador aflora quando encontra animais selvagens, principalmente os de pêlo. Fox em inglês significa Raposa. Não vacila diante de ratos, perseguindo-os até matá-los, sendo, nesta tarefa, mais eficaz que os próprios gatos. por isso, se seu fox paulistinha precisar conviver com outros animais, acostume-o desde logo com eles, para evitar futuras contendas entre eles: se a convivência com eles começar cedo, não haverá brigas. O Terrier Brasileiro é um cão que requer poucos cuidados, proporcionando muitas alegrias ao dono, e facilmente adaptável à qualquer ambiente. os banhos são raros, por causa da sua pelagem curta, mas não é desafeto á água: pelo contrário, adora nadar. Ate mesmo a criação de ilhotes é fácil. o acasalamento «é feito quase sempre de forma natural, sem precisar de ajuda; a mãe cuida sozinha da prole e do ninho, mantendo-o limpo. normalmente nascem6 a8 filhotes, e a própria cadela cuida do revezamento para que todos os filhotes tenham aceso a seu leite. No terceiro dia de vida a caudas deverá ser cortada, na articulação da segunda com a terceira vértebra. A própria mãe cuida dos “curativos”.

COMO CUIDAR DO SEU TERRIER BRASILEIRO

O Terrier Brasileiro, o nosso querido Fox paulistinha, é um cão que dispensa maiores cuidados. Um banho, na hora mais quente do dia com sabão neutro a cada 15 dias, sem necessidade de secador, é o suficiente, desde que se escove, pelo menos a cada dois dias, com uma escova de cerdas duras ou uma luva de borracha, à seco, para a retirada de pêlos mortos.

Deve-se manter o cão livre de parasitas (pulgas, carrapatos, ácaros) que provocam pruridos (coceiras). Ao se coçar o cão provoca ferimentos na pele, prejudicando a pelagem e abrindo uma porta para infecção oportunistas (como micoses, por exemplo).

Para evitar o aparecimento de ácaros nos ouvidos, recomenda-se a aplicação, após a limpeza com um cotonete embebido em álcool ou éter, de um anti micótico. Fale com seu veterinário para que ele indique um, dos vários existentes no mercado.

Quanto aos vermes, o problema é sério, pois eles se alimentam de proteínas que retiram do animal, debilitando-o, minando a sua resistência às doenças e comprometendo a sua saúde, além de provocar enterites (infecções intestinais), que podem até levar o bichinho à morte. para evitar isso, recomenda-se doses periódicas de vermífugos de amplo aspecto existentes no mercado. Consulte seu veterinário para melhores orientações, e siga à risca suas instruções neste sentido.

Embora seja um cão de pequeno porte e para espaços exíguos, recomenda-se passeios diários: uma hora de caminhada, para cães que moram em apartamentos, é o ideal; o Fox paulistinha é um cão muito ativo e precisa extravasar esta vitalidade.

Quanto à alimentação, deve-se usar ração industrializada de primeira linha, pois uma ração de boa qualidade dispensa complementos vitamínicos e/ou alimentares, pois já é balanceada de acordo com as necessidades do animal. Até um ano use a ração específica para filhotes e após um ano, use a de manutenção. A ração especial para filhotes é mais rica em proteínas e cálcio do que a ração endereçada a um cão adulto.

Outra recomendação importante é que se mantenha o Fox paulistinha longe dos portões e lugares onde haja muitos estímulos externos, evitando excitá-lo e provocá-lo; é engraçadinho, mas o prejudica, pois sua pulsação, que já é acelerada, pode se acelerar mais ainda e até provocar ataques cardíacos. desaconselha-se, portanto, que se leve muita agitação para a vida do Terrier Brasileiro: criado em um ambiente tranqüilo, ele terá um temperamento bem calmo. O que não se deve fazer, é colocá-lo em meio a pessoas que o provoquem e que não o respeitem, fazendo com ele brincadeiras inadequadas, fazendo dele um cão irritadiço, nervoso e agressivo. O que o “Paulistinha” (e todo cão) precisa é de muito carinho e bom tratamento. Dizem que o Terrier Brasileiro é um cão de um dono só: fiel e afeiçoadíssimo a ele. Se bem criado torna-se um bom companheiro para adultos e crianças, além de um bom cão de alarme.

 

 

Fox Terrier Pêlo de Arame
Wire Pêlo Duro

Acontece seguidamente, que mesmo no âmbito da cinofilia, ouve-se dizer que o fox terrier pêlo de arame é uma variedade de fox terrier de pêlo liso.

Na realidade trata-se duas raças distintas, embora a conformação geral seja idêntica, diferindo somente no comprimento e na textura do pêlo. De fato, hoje, em nenhum país do mundo concede-se a inscrição no Livro das Origens a exemplares provinientes de um cruzamento entre estes dois tipos de fox terrier.

FOX TERRIER PÊLO DE ARAME

Padrão FCI nº 169.
Origem: Grã-Bretanha;
Nome de origem: Wire Fox Terrier;
Utilização: caça.
Classificação FCI — grupo 3 – Terrieres;
Seção 1. – de Grande e Médio Porte;

 

ASPECTO GERAL – ativo e esperto, ossatura e força em pequenas dimensões, jamais atarracado ou rústico. Sua estrutura revela equilíbrio perfeito, em particular quanto às proporções entre o crânio e o focinho, bem como entre a altura na cernelha e o comprimento dos ombros às nádegas, aproximadamente iguais. A postura é típica do caçador, com dorso curto e amplo alcance na sua movimentação. Alerta, rápido nos movimentos, de expressão severa, fica na ponta das patas, na expectativa da mais leve provocação

 

 

 

GOLDEN RETRIEVER 

De origem britânica este cão de pelagem que vai do dourado até o creme tem um porte atlético e um temperamento calmo que aos poucos está conquistando o mundo todo.

Excelente para atividades físicas como o agility e, é uma das formas que os proprietários tiveram para uma maior integração com seus cães, que estão sempre prontos à agradar e obedecer. Por ter excelente olfato é muito usado, para farejar drogas e como guia de cegos. por ser um cão de temperamento equilibrado acredita-se que, possa ser criado, inclusive, em apartamentos apesar de ter porte grande.

Em inglês seu nome significa Goldem – dourado – Retriever – o que recolhe.

A seleção da raça teria sido iniciada pelo Lord Tweedmouth em Brighton no Sul da Inglaterra, por volta de 1835, que supostamente teria adquirido alguns cães de um circo russo que na ocasião eram 8 cães. Levou-os para a Escócia em sua propriedade que chama-se Guisachaar, o Lorde possuía o hoby de caçar cervos, foram feitos acasalamentos com o Bloodhound para aperfeiçoar o olfato e diminuir o tamanho dos cães.

Isto, são suposições que se deparam com outra hipótese: o cruzamento com Tweed Water Spaniel; hoje uma raça extinta e os Wavy-Coats pretos e o Setter Irlandês. A linhagem desenvolvida na Escócia chamava-se Ilchester.

Ao longo dos anos outras linhagens foram desenvolvidas até que chegou-se ao Golden conhecido hoje.

O primeiro Golden chegado ao Brasil foi Patrick, que tinha o nome de registro: Eldorado of Gold Leaf, sua proprietária Sra. Yvette Tobião o comprou de um canil na Califórnia. A partir daí a raça começou a se introduzir no País por mais dois canis no Rio de Janeiro e, hoje, por todo o país. A raça foi reconhecida em 1911.

Tido hoje como ótimo cão de companhia para quem gosta de cães de porte grande, o Golden é assim, um companheiro fascinante.

SAÚDE

Como todo cão de caça o Golden é um cão resistente e como todo cão suscetível à alguns problemas como:

Displasia coxo-femural – detectada entre o 5º e 8º mês de idade, sempre antes dos 18 meses, cães com este problema não devem ser reproduzidos, evitando assim transtornos no futuro, e não colocando em risco a reputação do criador.

Atrofia progressiva da retina: detectada entre o 4º e o 8º ano de vida, pode levar a cegueira total ou parcial do animal, podem ser feitos exames oftálmicos depois dos 24 meses para prevenção.

Catarata e o Entrópio de pálpebras: pode aparecer à partir do 3º mês de idade.

Piodermite: pode ser por inúmeros fatores; distúrbios metabólicos, deficiências imunológicas, descontrole endócrino ou por processos alérgicos.

CUIDADOS COM O GOLDEN

A escovação semanal é necessária, sempre com a escova de pinus ou rasqueadeira, os ouvidos, por terem orelhas caídas devem receber atenção especial, limpe-os com uma solução de álcool iodado com alguns grãos de cravo, toda semana.

Nos banhos, dados com shampoo ou sabão, deve ser bem enxaguado para que não fiquem resíduos e, com isso, não prejudique a pele do seu golden.

O usos de um bom condicionador é indicado para amaciar o pêlo.

Fotos de filhote de golden retriever

PADRÃO DA RAÇA

CBKC nº 111, de 30/4/94

FCI nº 111 e, de 24/6/87
País de origem: Grã-Bretanha.
Nome no país de origem: Retriever (Golden).
Utilização: buscar a caça.
Prova de trabalho: para o campeonato, independente.
Aparência geral: simétrico, balanceado, ativo, poderoso, de movimentação fluente, com a linha superior de nível; íntegro com expressão afável.
Características: obediente, inteligente e uma vocação natural para o trabalho.
Temperamento: afável, amigo e autoconfiante.

 

 

 

HUSKY SIBERIANO

O husky é originário da Sibéria, mais exatamente da zona que se estende entre o rio Kolyma e o estreito de Bering.

Importado pela primeira vez ao Alaska em 1909 para se utilizado nas carreiras de trenós, o husky se impôs por sua grande habilidade e extraordinária resistência.

Dotado de aguda inteligência e caráter dócil e afetuoso, é popularíssimo na América principalmente no Canadá.

 

 

 

PADRÃO DA RAÇA – Bruno Tausz

Padrão FCI nº 270.

 

Origem: EUA;Nome de origem: Siberian Husky;
Utilização:
cão de trenó de cargas leves.
Classificação FCI –
– grupo 5 – Cães Spitz e Tipo Primitivo;
– Seção
1. – Cães Nórdicos de Trenó;

ASPECTO GERAL – um cão de trabalho, de porte médio, rápido, ágil, fluente e graciosoem ação. Seu corpo, moderadamente compacto, pelagem densa, orelhas eretas e cauda em pincel, revelam sua herança nórdica. Sua movimentação característica é suave e sem esforço aparente. Sua performance original, no arreio de trenó é muito eficiente, transportando cargas leves, a uma velocidade moderada, atravessa de grandes distâncias. As proporções e formas de seu corpo, refletem esse equilíbrio básico entre a velocidade, força e resistência. Os machos da raça Husky Siberiano são bem masculinos mas, nunca grosseiros, as fêmeas, bem femininas, sem fragilidade estrutural. Em condições ideais, com sua musculatura firme e bem desenvolvida, o Husky Siberiano não transporta peso excessivo.

Jack Russel Terrier 

Estrela principal de Wishbone, atuando como Eddie no seriado Frasier e Milo no filme O Máskara, o Jack Russel conquistou o reconhecimento mundial.

Desenvolvida pelo Reverendo John Russel, na metade do século XIX, teve como objetivo criar um cão que fosse simplesmente imbatível na caça à raposa. Acasalando sua cadela Trump com beagles e outras raças, o reverendo chegou ao seu cão ideal para a caça a raposa. O Jack Russel Terrier é um cão com grande inteligência, compacto, forte e destemido. A Raça só foi reconhecida pela FCI em1991, apartir do reconhecimento do The Kennel Club que reconheceu a raça em 1990 e publicou um padrão oficial provisório com o nome de Parson Jack Russell Terrier.

Este cãozinho é pequeno e super ativo, muito inteligente e alegre, podemos dizer que são incansáveis. Se não forem educados desde pequenos podem se tornar um transtorno pois são voluntariosos e muito teimosos. Apesar de ser um cão pequeno o Jack Russel Terrier não se adapta viver em apartamento ou casas pequenas, eles realmente precisam de exercícios e muito espaço. Se forem colocados em quintais este deve ter muros altos pois esta raça tem muita habilidade em pular obstáculos. Eles também gostam de cavar buracos e adoram seguir novos cheiros por isso recomendamos que não saia com ele sem coleira pois corre o risco de esquecer de voltar quando for chamado.

O Jack Russel é ideal companheiro para quem é ativo e gosta de fazer cooper ou participar de provas de agility. Quando filhotes são energéticos e incansáveis e totalmente contra indicados para quem mora em apartamento, trabalham odia todo fora de casa e precisam deixar o cão sozinho. Esta raça adora o convívio familiare precisam de muita atenção e educação. Como ele é muito ativo e esta sempre à procura de algo para fazer e, caso não encontrem nada, com certeza irão roer móveis ou escavar enormes buracos no jardim.

Problemas comuns à raça – Doença de V Williebrand – uma deficiência de coagulação sangüinea; Epilepsia – pode ser causada por diversos fatores e o tratamento vai variar de acordo com o diagnóstico feito pelo veterinário.Dermatites e eczemas – normalmente causados pelo aparecimento de fungos.

PADRÃO DA RAÇA: Bruno Tausz

Classificação F.C.I.:
Grupo 3 – Terriers
Seção 2 – Terriers de Pequeno Porte
Padrão FCI no 345 – 09 de agosto de 2004.
País de origem: Inglaterra
País de desenvolvimento: Austrália
Nome no país de origem: Jack Russell Terrier
Utilização: Um bom terrier com habilidade para a caça. Excelente
cão de companhia.
Sujeito à prova de trabalho para Campeonato Internacional.
A SPECTO GERAL – um terrier forte, ativo, com agilidade para o trabalho de grande caráter com o corpo flexível de comprimento médio. Seus espertos movimentos confirma sua sagaz expressão. A amputação da cauda é opcional e a pelagem pode ser lisa, áspera ou de arame.
PROPORÇÕES – no geral é um cão mais longo que alto.
– a profundidade de peito é igual ao comprimento do membro anterior dos cotovelos ao solo.

 

 

 

KUVASZ

O Kuvasz é um cão inteligente e aprende com muita facilidade. Um filhote com apenas sete semanas já é capaz de aprender e reter “lições” tão eficazmente quanto um adulto. Sua educação deve iniciar logo cedo porém devagar e com muita paciência. Com agressividade não serão atingidos bons resultados. É também importante que, desde pequeno fique bem claro que o dono está no comando, se não quisermos que ele se julgue o líder e aja como tal. Quanto mais for permitido que desenvolva o seu comportamento independente, mais parecerá teimoso.

História da raça

O Kuvasz descende do Mastim do Tibete, que é o mais legendário dos mastins.

Há evidências arqueológicas datadas 6.600 a.C., ao norte do Iraque. Segundo Palfalvy, o Kuvasz (plural Kuvaszok) foi domesticado pelos
pastores sumérios a 7.000-8.000 anos atrás, acompanhando-os pela Mesopotâmia até a presente Hungria.

A criação moderna da raça teve início em 1883, quando dois exemplares foram expostosem Viena. Infelizmente, a Segunda Guerra Mundial prejudicou sensivelmente a raça, quando muitos cães foram fuzilados pelas tropas que atravessavam a Hungria.

Os soldados temiam os cães e também os consideravam ótimos alvos esportivos.

Os Kuvaszok guardavam grandes propriedades e seus donos, por isso eram os primeiros a serem eliminados pelas tropas invasoras. Ao final da guerra, presume-se que tenham restado apenas trinta exemplares. Em 1934, o padrão húngaro da raça foi aceito pela F.C.I. (Federação Cinológica
Internacional).

 

 

LHASA APSO

 

 

Breve Histórico

No passado, propriedade exclusiva dos religiosos e dos nobres, o lhasa apso guardava os templos e mosteiros do tibet. Além de sua função de sentinela, acreditava-se que este cão trazia sorte. Era crença geral que após a morte, a alma do dono encarnava-se em seu cão. Por esta razão o lhasa apso era considerado um animal sagrado.

O nome deriva de lhasa, capital do Tibet, a palavra “apso” significa sentinela que late.

O lhasa apso formou-se através do cruzamento entre o terrier do tibet e o spaniel tibetano.

Pela sua estatura pequena, o seu caráter simpático e beleza física em seguida conquistou a simpatia de todos como excelente cão de companhia e guarda. no seu país de origem, pelo menos até a anexação à república popular chinesa, vivia nos mosteiros e os exemplares mais bonitos e valiosos, encontravam-se no “potala”, o palácio do dalai lama, e nas casas de ministros e outras pessoas de posição. era impossível obter um exemplar por dinheiro; excepcionalmente, como prova de especial benevolência, podia ser presenteado. também na china, na corte imperial, os que chegavam do tibet eram tidos como oferendas tributárias sendo bem aceitos, e contribuíram para formar a raça shih-tsu.

Os exemplares do lhasa apso, naquele país, são considerados como pedras preciosas. o lhasa apso tanto pode ser uma companhia agradável como um guarda eficiente de casas, principalmente de apartamentos onde o espaço é menor. È um cão dócil mas de grande coragem. dotado de ouvido finíssimo, percebe bem os rumores leves e longínquos e dá o alarme com sua característica voz clara e aguda. por esta razão, na língua tibetana é chamado “apso seng kye” isto é o cão sentinela de latido de leão.

E um cão profundamente quieto, calmo, e não é roedor. é capaz de ficar horas e horas deitado perto de seu dono. muito higiênico. Só faz as suas necessidades nos locais apropriados e ensinados. Nunca “suja ” o lugar onde come ou dorme. é um cão que gosta muito de carinho, mas também é de temperamento muito independente , de caráter alegre, cheio de segurança, mas prudente e desconfiado com desconhecidos.

– A raça foi trazida para o brasil pelo criador Denis Duveen por volta de l966.

Primeiros passos para você curtir seu novo companheiro.

Como todo filhote, você deverá ter os seguintes cuidados ao levar seu amiguinho para seu novo lar:
-O filhote deverá ser separado da mãe após 45 dias que é o período de amamentação, mas se possível deixe-o permanecer com a mãe cerca de dois meses, assim ele estará aumentando as suas defesas naturais e sofrendo um estresse menor, pois os cientistas acreditam que animais separados de suas mães prematuramente apresentam glândulas supra – renais maiores que o normal, uma concentração de hormônio no sangue mais alta além de imunidadade reduzida. assim este ato garantirá a saúde de seu filhote e evitará que chore muito por sentir a falta do convívio da mãe e irmãos.
– Verifique se onde o filhote ficará não há possibilidades de fuga, queda ou objetos perigosos que possam ser mastigados e digeridos.( ex: bombril, papéis, fio dental, pregos ou material tóxico…etc)
– É aconselhável ter um veterinário de sua confiança , próximo à sua casa e ter seu telefone à mão para qualquer emergência. ele será necessário para as orientações básicas, tais como, indicação de vermífugo, vacinação e alimentação, evitando risco de contágio e de doenças. vacinas e vermífugos devem ser repetidos e controlados pelo veterinário para uma boa saúde de seu amiguinho.
Providenciar uma alimentação forte e adequada para seu filhote principalmente no primeiro ano de vida onde ele vai conseguir uma boa estrutura e defesas orgânicas naturais. um bebedouro e um comedouro apropriados ( de preferência aço inoxidável para não acumular resíduos) que sejam mantidos sempre limpos. a água deverá ser trocada pelo menos duas vezes por dia ou quando você notar que ela está suja.
– Você poderá ter brinquedos apropriados para cães para que ele possa morder. apesar da raça lhasa não ser uma raça roedora, sempre é bom que ele tenha um brinquedinho comestível para estimular a mastigação e manter os dentes limpos e saudáveis. sua cama deverá ser num lugar arejado, protegido do vento e da chuva. o lhasa apso é um cãozinho extremamente higiênico e limpo, pois não faz as suas necessidades onde come ou dorme, por isso é um cão de dentro de casa e/ ou apartamento. não deve ser colocado para dormir fora.
– Sua cama poderá ser uma caminha própria para cães comprada em qualquer loja pet. no entanto, embora ele goste de seu cantinho, o lhasa prefere dormir no chão ou em algum lugar frio, pois ele se sente mais confortável.

Após levar seu amiguinho para casa:

Mostre a ele onde vai ser o seu lugar. lembre-se o lhasa é um cão de companhia isto quer dizer que ele gosta de ficar onde normalmente tem gente. deixe seus pertences neste lugar e sempre que ele estiver dormindo em outro lugar leve-o para onde você quer que ele fique.

Explique às crianças que o animal não é um brinquedo, ele tem necessidades e sentimentos como todos os seres vivos. principalmente nos primeiros dias procure controlar a ansiedade das crianças e ensiná-las a cuidar e zelar pelo animal e não fazer dele um brinquedinho. assim você estará também contribuindo para a melhora do ser humano e estimulando nas crianças a responsabilidade e o amor à natureza e aos animais.

Você deve escovar o lhasa pelo menos três vezes por semana.

Ele deve tomar banho uma vez por semana e faça disso uma distração para você e para ele. acaricie-o muito nos primeiros banhos e passe pra ele como é bom estar limpinho e de banho tomado.tenha certeza o lhasa entenderá isto.

Só comece a passear na rua com seu cão após 3 meses de idade onde as vacinas já o terão imunizado.

Para acostumá-lo na guia, coloque após 3 meses todos os dias uma coleira levinha no seu pescoço e deixe -o se acostumar aos poucos. cada dia deixe alguns minutos. depois coloque a guia e vá brincando com ele com a coleira e a guia, até ele se acostumar. tudo de forma agradável e alegre.

Quanto à alimentação, seu amiguinho precisa que ela seja balanceada e rica em proteínas , a ração seca á o ideal.

Se você não gosta de ração, dê uma alimentação rica, com muita verdura, legumes e carne com arroz. temperos fortes e resto de comida não são indicados para a saúde de seu amiguinho. um dente de alho de 4 em 4 dias é bom para o pelo, contra vermes e contra gripe. o animal adulto alimenta três vezes ao dia, ao passo que o filhote alimenta4 a5 vezes ao dia (ele se torna adulto após um ano a um ano e meio, mas aos 8 meses você poderá começar a espaçar as refeições, desde que sinta que ele não está com fome.) Tente alimentá-lo sempre no mesmo horário evitando de fazê-lo quando estiver à mesa para que não desenvolva o costume de incomodá-lo durante as refeições. consulte também seu veterinário.

Os cães gostam muito de ossos, que ajudam na manutenção dos dentes e prevenção de tártaro. você pode comprar em casas especializadas ossos próprios para a limpeza dos dentes. você vai distrair seu cãozinho e ao mesmo tempo limpar seus dentes. se for dar osso natural, o melhor para o lhasa é joelho de boi, ou pescoço de galinha. você vai retirar a gordura deixar ferver bem e deixar que ele aprecie este suculento prato. mas isto fica a seu critério. nunca em hipótese alguma dê outro tipo de ossos pois poderão ser perigosos, quebram-se facilmente e podem parar na garganta, no estômago, ou no intestino do animal provocando até a morte.

No mais felicidades e curta seu novo grande companheiro!!!

Algumas dicas sobre este sentinela dos lamas tibetanos

1– Lhasa apso é um cãozinho de guarda e companhia, late pouco, dando sinais quando estranhos chegam ou quando quer alguma coisa.
2– tem uma pelagem longa,
3- exige uma escovação de três em três dias.
4- banho deve ser dado uma vez por semana.
5- tem um nível de atividade média, ou seja é um cãozinho que pode ficar horas e horas deitado calmamente ao seu lado. não exige que seja levado para passear.
6- prefere ficar mais quieto.
7- quanto a obediência você deverá ser firme com ele, sem ser agressivo, ( nunca bata no lhasa pois ele é um cachorro muito corajoso e não se sente pressionado com tapas, é mais fácil um bom sermão – pode ter certeza que ele entenderá-) seu temperamento é muito bom, porém é um cão de muita personalidade.
8- com estranhos no início é muito desconfiado, de temperamento reservado. é obediente e inteligente, mas costuma as vezes obedecer somente ao dono.
9- ele escolhe o seu dono e não é escolhido. esta escolha é feita por motivos que somente ele, o lhasa , sabe.
10– a área que ocupa é pequena.
11- vive dentro de casa.
12– não gosta muito de exercícios – é um cãozinho bonachão…
13– não gosta muito de ficar no colo, tem um estilo mais independente. mas enquanto filhote você terá um cãozinho muito peralta em sua casa… sua maturidade chega após os 12 meses.

Asociabilidade do lhasa

Você está levando um lhasa para casa com aproximadamente 8 semanas de vida. nesta fase ele está com o sistema nervoso relativamente maduro. mas ainda é um filhote. suas emoções e seu corpo não estão desenvolvidos. Por isso aquele filhotinho destemido e curioso de poucos dias atrás de repente começa a hesitar diante de certas situações, isto porque ele agora percebe o perigo e fica mais cauteloso. Para ajudá-lo proteja-o evitando riscos desnecessários – como quedas por exemplo. gente e animais estranhos devem ser apresentados com cuidado e calma, pois neste início ele está muito susceptível a se assustar. É um pequeno período de insegurança e muito delicado para seu filhote, porque até ontem, ele não era só, tinha em sua companhia a mãe os irmãos e os donos da mãe. evite gritar com ele, evite atos agressivos- quando ele errar em alguma coisa diga com firmeza ´não” e o mais importante, mostre a opção certa. este período de adaptação com o novo dono será de3 a5 dias. depois tanto o dono quando o lhasa saberão como se relacionar. É preciso que ele entenda que o dono deverá sempre ser obedecido. de a ele muito carinho e você não se arrependerá, pois estará conquistando este pequeno grande amigo e guarda.

Vacinação e vermifugação

Nascimento:
1º dose de vermífugo aos 30 dias
1 dose da octupla aos 45 dias.

As vacinas deverão ser repetidas a critério do veterinário responsável. mas a octupla deverá no mínimo ser repetidos num intervalo mínimo de um mês até a 3º dose, onde o animalzinho estará com 3 meses e já está com seu sistema imunológico mais garantido.

1º dose de vacina contra raiva, devendo ser repetida de 6 em 6 meses.

Atenção: seu cãozinho só estará totalmente imunizado após 15 dias após a última (depois dos 3 meses) vacina. Portanto observe e guarde os seguintes cuidados: resguarde seu filhote, evitando contágio com cães que você não conheça a procedência, não passeie com ele pela rua. é pelos pés que muitos vírus atacam os filhotes. mantenha o lugar onde ele ficará sempre limpo.

Cuidados gerais:

1-Alimentação
2-A ração deve ser seca ou um pouco umedecida com água.
3-Enquanto filhote, até um ano, a ração deve ser dada 3 vezes ao dia..
4-A vasilha de água deve ser mantida sempre limpa. e com a água sempre fresquinha .
5-O lhasa apso é um cão de companhia portanto deve dormir dentro de casa.

Higiene:

1-Banho: 1 vez por quinzena com shampoo apropriado.
2-Secar sempre com secador morno e ir passando a escova suavemente.
3-Escovar com escova e/ou pente apropriados para raça de pelo longo.
4-Limpar os ouvidos com cuidado uma vez por semana
5-Unhas e dentes – seu veterinário o orientará como e quando limpar
6-Vermifugação: no mínimo de 6 em 6 meses.
7-Combater pulgas e carrapatos com frontline.
8- Lembre-se: criar é um ato de amor. vacine seu animal sempre no período certo.
9-Somente o veterinário é capacitado para receitar e vacinar seu cão. ao primeiro sinal de problemas, como vômitos e diarréia, ou se seu animal ficar prostrado não querendo se alimentar ou beber água, entre em contato imediatamente com seu veterinário, não procure medicá-lo por conta própria.

Padrão Oficial:nº227, de 2/5/94
fci: nº 227c , de 24/6/87

País de origem: Lhasa, Capital do Tibet
Padronagem oficial: FCI – Grã-Bretanha

Características gerais: de caráter alegre, cheio de segurança, mas prudente com desconhecidos.
altura ideal: entre 22,5 a 25 cm para os machos. as fêmeas são menores.
cabeça: importante – com abundante cascata de pêlos sobre os olhos, barba espessa e bigodes escuros. nariz preto. dorso de focinho reto de comprimento médio ( uns 3,8 cm ); a longitude do dorso no focinho desde o extremo do nariz até o nível dos olhos, deve ser 1/3 da distância entre a ponta do nariz e a crista occipital. maxilares nivelados ou com leve enognatismo; focinho de cumprimento médio, não quadrado (falta). crânio moderadamente estreito que se funde notavelmente atrás dos olhos; não é totalmente achatado, nem tampouco abobadado ou em forma de maçã..

 

 

Maltês
Matese

Os bichon compreendem: o maltês, o bolonhês, o bichon de pêlo crespo (“à poil frise”) e o havanês.

Trata-se de um grupo de raças afins, de origem antiqüíssima, tanto que o próprio Darwin as supõe originadas uns 6 mil anos antes de Cristo.

Mas observemos cuidadosamente o maltês: antigamente era chamado “Cão das damas romanas”, porque era o preferido destas, que lhe davam especial preferência. Não se enganavam: o seu pêlo longuíssimo e imaculado o torna muitíssimo atrativo, sendo, além disso, muito inteligente e afetuoso com o dono, vivaz e expressivo, o que faz dele um cão de companhia de rara perfeição.

As oopiniões não cincidem enquanto à origem. Estrabon, geógrafo e literato que viveu no século I a.C, descreve um cão maltês definindo-o como “canis melitoieus”, por Melita, nome latino da ilha de Malta, da qual – segundo Robin – “partiu para conquistar o mundo”.

Na opinião de muitos o maltês contemporâneo descende diretamente do maltês de Estrabon. Outros, ao contrário, discordam; entre eles o barão Hoytart, ilustre investigador das ra;cãs canias européias de luxo. Sustenta que “… os povos antigos do baixo Mediterrâneo possuíram uma raça anã, chamada Melitoeus, originária da ilha de Melta ou Melita perto da Sicília; mas chama-lo-ei cão de Melita’ e não maltês, para não confundí-lo com os malteses modernos, que são absolutamente diferentes dos antigos”.

A origem do maltês moderno foi buscada no cruzamento do épagneul anão com o caniche anão, ou com o cão de Caiena. De tais antepassados derivaria o barbichon, logo chamado bichon. O seu berço parece haver sido a Itália e existem disto abundantes provas.

 

MASTIN NAPOLITANO

História do Mastino

Atlas Agripa – Canil Signori D’Arezzo

 

 Napole, cidade italiana, encravada na região da Campânia, é banhada pelo Mar Tirreno e no verão ostenta um dos céus mais azuis do país. A máfia italiana, porém, a vê com bons olhos não pelo excelente clima, mas sim por ser o berço da Camorra – um dos ramos mais importantes, eficientes e lucrativos da família – e também de Al Capone, o lendário gângster que enriqueceu sob os auspícios da Lei Seca nos EUA dos anos 30. Nada mais natural que o Mastino Napoletano, em 1946, depois de anos quase extinto, ressurgisseem Napole. Seu arrebatamento, força física e apego à família são traços típicos das terras napolitanas.

A espessa névoa do tempo encobre as origens mais remotas do Mastim, ou Mastino Napoletano, como preferem seus criadores mais ortodoxos. Há muitas hipóteses para seu surgimento, todas passíveis de crédito. Alguns afirmam que ele seria descendente dos cães que Alexandre, o Grande, conheceu na Grécia e logo trouxe a Roma. Outros sustentam que seria descendente direto dos molossos romanos, usados nas guerras contra os exércitos inimigos. Ainda há quem credite sua ascendência ao cruzamento entre os molossos romanos e os “Pugnaces Britannie”, trazidos da Inglaterra pelos soldados romanos.

Por último há a possibilidade de ter sido trazido ao Mediterrâneo em navios fenícios, há milênios. Estas suposições têm em comum a crença que o progenitor do Mastino seria um cão de características molossóicas que viveu no Tibete. Porém, alguns estudiosos discordam desta linha de raciocínio e investigam o passado do Mastim em cães europeus.

Se a origem é indefinida ainda, a época da aparição está bem registrada por Columela, um grande orador da Roma antiga: “o cão guardião da casa deve ser preto, ou escuro, para atemorizar o ladrão de dia e poder atacá-lo à noite, sem ser visto. A cabeça é tão importante que se apresenta como a parte mais importante do corpo, as orelhas são caídas e pendem para a frente…”

Além de ser usado para guarda, seu trabalho junto ao Exército era importantíssimo. Como as lutas eram corpo-a-corpo, a investida de centenas destes cães – cada soldado romano possuía um exemplar – representava muitas baixas no exército inimigo. Foi usado também para diversão do público em lutas contra touros nas arenas. Há algumas indicações de ter sido utilizado também para sacrifício de cristãos. Para Enrico Furio Dominici, em Florianópolis – SC, um italiano criador de Mastins há 16 anos, esse uso da raça não aconteceu, “o Mastim nunca foi usado para matar cristãos, eles só atacam para defender o dono e seu território. Já vi alguns filmes americanos que mostram esse absurdo. Em Roma, no Coliseu, os cristãos eram devorados por leões. Qualquer um que visite o Coliseu poderá comprovar isso, junto aos guias turísticos.

O tempo passou, mas o Mastim manteve suas Características desenvolvidas na região da Campânia: Durante a 2ª Guerra Mundial, muitos exemplares morreram.

  A fome se abateu sobre todos e não havia alimentação para o pesado Mastim, que consome em média2,5 kgde comida por dia.

Em 1946, ressurgiram oito belos exemplares na 1ª Exposição Caninaem Napole. Estescães despertaram o interesse do escritor Piero Scanziani. Ele criou e selecionou os melhores exemplares para, finalmente, em 1949, conseguir junto ao E.N.C.I. (Ente Nazionale Cinofilo Italiano) o reconhecimento oficial da raça. Em1971, amesma entidade fixou definitivamente o padrão da raça. Hoje em dia, é criado em todo o mundo, e sua procura nos países europeus é grande. Sua larga aceitação deve-se ao fato de ser exímio cão de guarda, que prescinde de qualquer adestramento, pois segundo Enrico Dominici, “ele é guarda há 2 mil anos, já aprendeu a fazer isto muito bem”.

Pollyanna (4 meses) – Prop. Dra. Auri Bruno

 

Como ele age na guarda

As vezes a gente fica observando-o de longe, imaginando o que estará pensando, sozinho no quintal, com aquele ar de superioridade. Imponente, grande, forte, corajoso, feio e ao mesmo tempo lindo, movimentação segura, tranqüila… parece um marechal!
Falando de seus cães com muito entusiasmo, Eduardo M. Maranhão, de Catanduva – SP, explica que o Mastino tem até uma estratégia de guarda, como a de um marechal mesmo: “Ele se senta numa posição estratégica, num local de onda possa observar toda a movimentação de pessoas dentro e fora da casa, como se fosse ele o responsável único e absoluto por tudo e pela resolução de todos os problemas”.

Para delimitar o território que lhe será destinado à guarda, ele fareja todo o local durante os dois primeiros dias, marca os cantos com urina, circula sem correr pelo ambiente ao qual se apega em demasia – informações confirmadas por todos os criadores consultados. Esse grande apego ao dono e ao seu território, faz com que o Mastino demonstre uma profunda aversão à estranhos. “Quando chego em casa, com o carro, minha cadela praticamente me revista e, se tiver pessoa estranha dentro do carro, ela fica muito desconfiada”, afirma Aníbal Rebequi Pereira, de Bragança Paulista, SP, descrevendo o comportamento de sua fêmea em relação à estranhos. “É um cão que age silenciosamente. Quase não late, vai de mansinho e ataca pulando sobre a pessoa”, conta Roseli Pereira, esposa de Aníbal, que também lida diariamente com os cães. Ela conta que, a algum tempo, quando a casa do vizinho estava em construção, havia alguns pedreiros que trabalharam lá durante meses, ficando por isso conhecidos até pelos cães, embora nunca tenham passado do muro para dentro de sua residência. Certa vez, deixaram cair uma ferramenta no seu quintal e um dos pedreiros, julgando que não havia perigo, pulou para lá para pegar o objeto. “Bastou ele pular o muro para que a cadela, sentada à porta da cozinha, atenta a tudo, saísse correndo, sem latir, para pegá-lo. A sorte é que ele percebeu e voltou logo para o outro lado. Se ela tivesse alcançado, poderia machucá-lo muito e até tê-lo matado”. De fato, não teria sido difícil que a suposição de Roseli se concretizasse, principalmente graças ao tamanho, peso e força excepcionais, aliados a uma forma certeira de ataque. “O Mastino nunca vai morder a perna de alguém. Ele pula no rosto da pessoa, buscando seu pescoço, já com intenção de matar”, afirma Aníbal, que já teve oportunidade de constatar isso assistindo a um treinamento de ataque. “Mas não é um cão de má índole”, segundo Maranhão, que explica que, “pelo contrário, é até muito amoroso com os donos. Meus cães querem sempre ficar em volta da gente, recebendo carinho, brincando”. “E são até muito afáveis com crianças”, acrescenta o criador João Carlos Marinoni, de Curitiba, PR, fato também comprovado por Aníbal, quando do nascimento de seu filho: “Ele não teve ciúmes do nenê, queria ficar junto do carrinho, tomando conta dele”.

Uma característica do Mastino Napoletano é a expressão de ferocidade que assume quando se vê na incumbência de defender seu dono. “A expressão é aterradora. Ele levanta a cabeça e as orelhas, fica imponente, retesa os músculos, os olhos ficam mais brilhantes, e conforme a tensão aumenta, ficam mais vermelhos devido ao aumento do fluxo de sangue”, afirma Marinoni.

“Parece mais um animal selvagem”, acrescenta Maranhão, “mostra os dentes, começa a urrar, enruga a testa e os olhos brilham de maneira impressionante. Todo mundo se assusta só com a expressão dele”.

Quanto ao ataque, Marinoni explica por fases: quando da aproximação de um estranho, primeiramente, ele fica alerta e tende a rosnar. Se a pessoa se aproximar mais, ele se “arma” para o ataque. Se estiver deitado, ou sentado, se levanta, prepara os músculos para o ataque, retesando-os. Se a pessoa insistir em avançar no território, ele salta sobre ele e a derruba, sendo capaz de machucá-la muito devido a seu peso.

Outro fator que contribui bastante para a eficiência deste cão é a sua mordedura muito possante. Içan Samaur, de São Paulo, SP, relata que “durante o ataque, ele pega a presa e não a solta; segura até rasgar a vítima. Pega a presa e a chacoalha, não a soltando mais. E se derrubar a pessoa, ele sai arrastando-a”. Içan já viu isto acontecer em treinamento. “O cão pega no braço do treinador e não o larga”, afirma ele. A forte mordedura do Mastino é algo que seus criadores podem comprovar facilmente. Maranhão tem um cão chamado Barone, de 2 anos e 70 quilos. Numa brincadeira que costuma fazer, Eduardo enrola um pano, segura-o em uma das extremidades, enquanto Barone morde a outra. Então ele o gira em torno de si. Barone consegue se sustentar no ar com todo o seu peso sem o menor prejuízo para os seus dentes. Aníbal Pereira, por sua vez, conta que costuma dar ossos de boi para sua cadela e que esta os tritura em segundos, sem muita dificuldade. “outro dia, dei um osso de vaca para a minha cadela, e ela, sem esforço, quebrou-o inteiro e comeu. Acho que se ela morder uma pessoa, poderá deixá-la seriamente machucada”.

De modo geral, o Mastino não se assusta com tiros, fogos de artifício e trovões, entre outros ruídos – pelo menos no dizer de seus criadores. Aníbal Pereira teve até oportunidade de comprovar esse fato. Já atirou perto de seus cães com um revólver calibre 38. No sítio, ele treina tiro ao alvo. “Pode-se atirar o quanto quiser, que ele não liga, não se amedronta”. Porém, Eduardo M. Maranhão acredita que o medo de tiros ou outros ruídos não pode ser atribuído a essa ou àquela raça. “Tudo depende do condicionamento do cão”. Ele conta que já levou sua cadela a uma exposição no qual houve uma prova de tiro. Ele recorda que ela ficou alerta, mas não com medo. “Em relação à relâmpagos e trovões, existe uma regra para todos os cães – por herança ou significado genético – de “procurar abrigo”, diz ele. Marinoni, por sua vez, afirma que seus cães não demonstram o menor temor a relâmpagos ou trovões e que nestas ocasiões, eles latem ostensivamente.

No carro, na calçada, ou em qualquer outro local a ser guardado, o comportamento do Mastino parece ser o mesmo. Quando um estranho se aproxima, ele fica alerta, rosna, arma-se para o ataque, mas se contém se receber um comando em contrário do dono, segundo afirmação dos criadores. O carro é defendido como se fosse uma continuação da casa, ou como propriedade do próprio cão. No passeio, que ninguém se atreva a botar a mão em sua cabeça e muito menos a fazer qualquer gesto mais brusco, pois ele reage violentamente. Essa é uma característica que Maranhão faz questão de conservar para que o cão “nunca abra a guarda a ninguém”, porque acredita que se permitir que alguém o agrade, mais tarde um estranho poderá persuadi-lo.

Maranhão alerta: “Todo proprietário de Mastino deve ter consciência de que não pode deixar seu cão absolutamente à vontade, sem domínio sobre ele, pois quando um Mastino parte para um ataque, é muito difícil fazê-lo parar. Deve-se evitar o ataque, impedindo o cão no momento em que ele se prepara para tal. Até então, será possível refreá-lo”. Tempos atrás, a mãe de Eduardo, que moraem São Paulo, foi passar uns dias em sua casaem Catanduva. Saiupara passear pela cidade com uma amiga. Na volta, ela abriu o portão e foi entrando à vontade. A despeito da convivência que teve com os cães durante 15 dias, eles não se fizeram de rogados e saíram em sua direção. “Eu dei ordem para eles pararem e eles imediatamente obedeceram”, lembra Eduardo. Marinoni afirma que seus Mastinos, mesmo sem terem sidos treinados, são extremamente obedientes. “Se você os soltar do canil durante dois ou três minutos e em seguida der-lhes uma ordem de retorno imediato, eles voltarão sem criar problemas, não resistem à ordens”.

“Cão de guarda por excelência”. Quem comprova essa afirmação é Maranhão. Ele conta que, um conhecido seu, que morava em Goiânia, saiu para fazer cooper em companhia de seu cão e em dado momento, distanciou-se dele mais ou menos20 metros. Na ocasião, um desconhecido tentou assaltá-lo e o cão, mesmo de longe, percebeu a situação ameaçadora que envolvia seu dono. Correu e atacou o assaltante, machucando-o muito. O mais interessante é que esse cachorro conhecia muitas pessoas na cidade e nunca avançava em ninguém justamente por esse motivo, mas foi capaz de perceber que seu dono vivia uma situação de perigo. Eduardo conta que esse cão acabou morrendo envenenado e acredita que foi mesmo por “vingança do assaltante”. “Mas não foi fácil matá-lo. Esse não comia nada fora de seu comedouro e a pessoa que o envenenou teve de colocar o alimento ali. Caso contrário, não o conseguiria”.

O Mastino Napoletano é um cão bastante ágil, considerando-se que é bastante pesado – pesa de 55 à85 Kg. Segundo seus criadores, embora tenha aparência de “molenga” (devido à pele solta), ele é capaz de saltar a uma altura de1,5 m. aproximadamente. Fazer amizade com um Mastino é uma empreitada muito difícil. “Antes de abrir os olhos (quando nascem), os filhotinhos já avançam na mão da gente. Com 20 ou 30 dias, eles começam a fazer “reconhecimento das pessoas”. É possível fazer amizade com ele até os 8 meses, no máximo até um ano de idade. A partir daí, é muito difícil”, afirma Aníbal Pereira. Quem conseguir ter um amigo Mastino “terá um companheiro devotado, de exclusiva confiança e que nunca vai deixá-lo numa situação de perigo”. Esta é a opinião de Eduardo M. Maranhão, que acredita estar 100% seguro com seus cães “Eles parecem que dão a vida pela gente”, conclui.

 

 

Pastor Belga
Groenandael – Tervueren
Malinois – Laekenois

No fim do século passado, na Bélgica, a situação das raças pastora apresentava-se confusa: o país estava inundado de cães de todo tipo e estatura, de origens incertas, seguidamente medíocres como condutores de rebanhos, quando não perigosos para o viajante. Em um pais como a Bélgica, onde está viva em todos os estratos sociais e paixão por selecionar e melhorar as raças de animais domésticos, resulta paradóxica a escassa atenção prestada ao cão pastor.

Mas os cinófilos atuaram com decisão. Guiados por Reul, da Escola Veterinária de Cureghem, conseguiram agrupar em poucas raças e variedades dos cães que, mais que outros haviam conservado as características consideradas fundamentais e as qualidades necessárias para auxiliar eficazmente o homem no exercício do pastoreio. Assim chegou-se a fixar um grupo de raças belgas de pastores (groenendael, malinois, tervueren, laekenois) e algumas de suas variedades.

PASTOR BELGA GROENENDAEL – Por sua atrativa linha estética, a pelagem reluzente (longa espessa, preta) o groenendael hoje pode competir com os melhores cães de luxo e de companhia. Com esta raça volta a acontecer o que a muitos outros pastores: a inteligência, as qualidades intelectivas e físicas difundiram a sua utilização em setores distintos do original; é assim que este pastor, valente, afetuoso, vigilante, se há revelado ótimo para a defesa e a guarda e tem sido empregado vantajosamente como auxiliar de ação policial e bélica. Entre as raças de pastores belas, é a mais difundida. Criada por Nicolau Rose, proprietário do castelo de Groenendael, ao sul de Bruxelas, originou-se do acasalamento entre Petite, uma fêmea preta com mancha branca no peito, e o macho Piccard D’ Uccle (exemplar adquirido diretamente a um proprietário de rebanhos) que tinha características físicas análogas as de Petite. Num primeiro momento pensou-se em batizar “Rose” à Raça, em homenagem ao criador, mas conferir este nome a um cão preto como carvão pareceu um contra-senso. Foi assim que se pensou no lugar de origem, o castelo de Groenendael.

PASTOR BELGA LAEKENOIS – Considerado o mais raro dos pastores belgas, ainda é pouco conhecido (e reconhecido) fora do seu país natal. Distingue-se imediatamente pela pelagem singular, áspera, tipo arame, embora não encaracolada.

Esta raça favorita da rainha Maria Henriqueta da Bélgica, e recebeu seu nome do casleto de laeken, onde ela morava. A raça foi oficializada na Bélgica em 1897.

Os laekenois não servem apenas para guardar ovelhas, mas também roupa branca, de cama e mesa. os animais são roriginários da região de Bloom, perto de Antuérpia, sede de importante ind;ustruia de panos de linho. Postos para “corar” ao sol, nos campos, são vigiados pelos cães de pastor.

PASTOR BELGA TERVUREN – O Tervueren, que se diferencia do groenendael por mostrar a cor loura acarvoada, é considerado mais robusto e muitos criadores o utilizam, precisamente para reforçar o sangue da raça afim. Além disso, pode-se dizer que possuem todas as características comuns aos demais cães pastores belgas. O Tervuren surgiu na Escola Belga de Ciência Veternária sob a orientação do professor Reul em 1891.

Com a mesma origem dos demais pastores belgas, o Tervuren demonstra, algumas vezes, o seu parentesco com o Groenendael: do acasalmento de dois Groenendael pode nascer um filhote Tervuren.

PASTOR BELGA MALINOIS – Na região noroeste do país vive o malinois, cão rústico mas não grosseiro, robustíssimo e por esta razão apto para os trabalhos mais diversos. É o único pastor belga de pêlo curto. É também, segundo consta, o mais antigo, originário da região de Malines, famosa por suas rendas.

Ironicamente, foi só quando o valor deste cão muito robusto declinou, no fim do século 19, que todo mundo voltou a se interessar por ele.

Os cães desta raça obtêm sua coloração final, adulta, aos 18 meses de idade.

 

 

PEQUINÊS

Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Editora Chefe


A forma primitiva do pequinês talvez encontra-se num cão raposino do sudeste asiático, proveniente por sua vez, como todos os da sua raça, do cão das turfeiras. A sua verdadeira origem é desconhecida. Somente sabe-se que é muito antigo, talvez contemporâneo da aparição do Celeste Império.

Na China existe uma curiosa lenda que estabelece origens, não científicas da origem do pequinês. Um dia, um leão apaixonou-se por uma macaca pequena, com a qual quis casar-se; mas era necessário primeiro, apresentar-se ante o deus Hai-ho, que disse ao leão: “Se estás disposto a sacrificar a tua estatura e a tua força por amor a esta macaca, consigo que te cases com ela”. O leão aceitou de boa vontade; o fruto dessa união foi o cão pequinês que conservou o porte orgulhoso e expressão nobre do rei da selva, unidos à graça e à ternura duma macaquinha.

O pequinês foi levado para a Europa, mais exatamente para a Inglaterra, em 1861, depois da queda de Pequim e da destruição do Palácio de Verão em mãos das tropas franco-inglesas. Oficiais ingleses levaram como presa de guerra alguns exemplares, dos quais um foi oferecido como presente à rainha Vitória. A criação européia contou, desse modo, com os seus primeiros antepassados.

À continuação desenvolveu-se de tal modo, com tanto cuidado, que se obtiveram exemplares de beleza inigualável. No seu país de origem, ao contrário, a raça decaiu subitamente e foi necessário reimportar reprodutores da Europa e da Austrália.

As dimensões, os dados somáticos e as características gerais sofreram modificações importantes, cada vez mais afastados do padrão. A confrontação entre o standard oriental, redigido há uns trinta anos ou mais, e o standard europeu o demonstra claramente. Desconhecemos, por outra parte, as condições atuais da criação na China.

Às qualidades estéticas o pequinês alia certo grau de inteligência. É atento, brincalhão e afetuoso. Dentro de casa intromete-se em tudo. É preciso, porém, Ter cuidado com os olhos, que são frágeis; muitos deles ficam cegos.

PADRÃO DA RAÇA (Manual de Exposição – Bruno Tausz)

Classificação FCI: grupo nº 9
Padrão 207 b
País de Origem: China –
Pekim
Nome no país de origem: Pekingese
Utilização: Companhia

Aparência Geral – pequeno, compacto, de aparência leonina. Ossatura pesada e tronco vigoroso,bem constituído são essenciais para a raça, leal, destemido, reservado.

 

 

 

PINSCHER MINIATURA

Origem

As origens são conhecidas, mas a sua presença aparece documentada por numerosas representações antigas. Sabe-se que o pinscher era encontrado nas florestas da Alemanha, há séculos, onde passou a ser criado. O verdadeiro movimento deu-se em 1895, com a fundação do pinscher Clube Alemão, que redigiu o primeiro padrão da raça. Mas especula- se que o pinscher descende do cruzamento do Italian Greyhound, com o pequeno techel (o nosso conhecido “Salsichinha”).

Na Alemanha é encontrado dois tipos de tamanho: o médio e o miniatura. No Brasil só temos exemplares MINIATURAS. Há ainda outros tipos de pinscher na Alemanha e Estados Unidos: o Afghan Pinscher, que surgiu do cruzamento do Griffon e Schauzer, que são conhecidos como grandes caçadores de ratos, e o Pinscher Manchester, de tamanho maior, que foi usado na criação da raça Dobermann.

Na Alemanha, no princípio do século, começaram a aparecer nas ninhadas exemplares de pelo duro que deu, e exemplares de pelo liso (curto), isto é, animais com pelagem de texturas diferentes numa mesma ninhada. Estabeleceu-se, então, por parte do clube correspondente, que nenhum exemplar de pelo curto seria inscrito, se não descendesse, pelo menos de três gerações de pelo curto. Não se registrou mais nenhum animal que não pudesse preencher este requisito. A seleção deu resultados concretos e hoje é difícil que apareçam indivíduos de ambas as variedades em uma mesma ninhada. Os de pelo duro são os SHNAUZER, e os de pelo liso (curto) são os PINSCHER.

Características gerais

Classificado como cão de luxo, apesar de ser excelente guarda, seus traços característicos são a distribuição bem proporcionada do corpo: a altura, medida da cernelha ao chão, deve ser rigorosamente igual ao comprimento desde a cernelha até a raiz da cauda, para o macho. Para a fêmea admite-se uma pequena tolerância na proporção, sendo que as fêmeas podem ser um pouco mais compridas.

É um cão de grande mobilidade, ágil, de aspectos muito elegante. Temerário e alerta, embora de caráter dócil, revela- se ótimo guardião da casa. É muito desconfiado com estranhos.

Por seu pequeno porte, e também por suas qualidade de guardião , é um cão que se adapta muito a apartamentos.

Se observarmos o andar de um Pinscher vê-se outra característica da raça: suas passadas curtas e rápidas.

Possuem uma audição bastante aguçada e percebe com facilidade a aproximação de estranhos. Por esta razão é considerada excelente cão de guarda: seu latido alerta o dono e afugenta os estranhos.

Além dessa qualidade é um cão fácil de se cuidar. A pelagem lustrosa e curta dispensa maiores cuidados.

Temperamento Especial

É um cão muito agitado, que gosta de chamar a atenção de todos que estão à sua volta para si mesmo. Apesar de gostar de crianças, não se aconselha que conviva com crianças muito paquenas, pois podem machucá-lo (dado o seu tamanho), e consequentemente provocar nele uma reação violenta.

É um cão muito fiel ao dono e mas agressivo com estranhos, não tem medo de nada, nem de ninguém, como que não tendo consciência de seu diminuto tamanho.

É, também, um tanto brigüento, pouco sociável com outros cães, sendo aconselhável mantê- lo afastado dos outros animais. No mais, é uma raça fácil de ser criada, por ser de saúde resistente, dificilmente ficando doente.

O Pinscher tem somente um padrão de tamanho definido oficialmente : que é de25 a30 cmde altura, da cernelha (que é a região onde as espáduas se encontram) ao chão. Quando ele ultrapassa30 cmde altura, ou quando não atinge25 cm, está fora dos padrões, o que o desclassifica para competições.

A cada cria costumam nascer de4 a6 filhotes. O corte das orelhas, por motivos estéticos, deve ocorrer entre os 2meses e meio e 3 meses. O corte do rabo , geralmente é feito nos primeiros dias de vida. Procure sempre um médico veterinário para essas tarefas.

Cuidados com o pinscher

É um cão que dispensa maiores cuidados. M banho mensal já o suficiente para mantê- lo limpo, desde que seja escovado duas vezes por semana.

Como ele é um cão, já por tipicidade da raça, agitado, não se deve deixar que o provoquem, mesmo sendo “engraçadinho” vê – lo reagir corajosamente aos estímulos, pois nessas ocasiões, os batimentos cardíacos aumentam muito, e tais atitudes, podem levá-lo a problemas cardíacos. Deve – se evitar de deixa-lo na frente da casa para ser provocado por meninos que passam pela rua: isso é muito estressante para ele. As invés dessas atitudes, brincar com ele é uma boa atitude. Ele é, também , muito carinhos e gosta de muito “dengo”.

No inverno, como tem pelos curtos, o pinscher sente muito frio. É aconselhável deixa-lo dormir em lugares abrigados e vestir nele”roupinhas”, facilmente encontradas em lojas especializadas em animais.

ALIMENTAÇÃO

Uma boa ração e água é o suficiente. Hoje, existem no mercado rações industrializadas de primeira linha, que suprimem todas as necessidades do animal, não sendo necessário dar mais complemento alimentar.

VACINAS E VERMÍFUGOS

De extrema importância para a saúde cão, a vacinação visa a proteção dele contra várias doenças infecto-contagiosas. Para ser bem sucedida, a vacinação deve ser seriada, isto é deve existir um esquema de vacinação que comporte várias doses e, especial o esquema endereçado ao filhote. Depois da série completada, basta repetir uma vez por ano. Isto se deve ao fato dos animais não responderem do mesmo modo, e ao mesmo tempo, à imunidade, proposta pela vacinação: um esquema de doses múltiplas serve para proteger todos os indivíduos, desde os mais precoces até os mais tardios. Além disso, o animal a ser vacinado deve gozar de excelente saúde, estar livres de parasitas e permanecer de quarenta até 15 dias após a ultima dose do esquema. O reforço da vacina, volto a repetir, anula o perigo de doenças infecto-contagiosas, e é imprescindível para a boa saúde do animal.

Consulte seu veterinário para orientar sobre o esquema de desverminação, que deverá ser feita periodicamente. Vermes e parasitas debilitam seu bichinho, podendo, inclusive, leva-lo à morte.

 

 

 

POINTER

Muito foi dito e escrito sobre a origem do pointer e, como costuma acontecer, as opiniões e conclusões estão longe de coincidir.

Mégnin sustenta que a sua ascendência deve ser buscada no velho branco inglês, levado no século XIV às ilhas britânicas proveniente da Espanha. Outros embora sustentem a mesma opinião, afirmam que o barco espanhol somente passou à Inglaterra em 1713, depois da paz de Utrecht.

O célebre escritor e cinólogo inglês Arkwright, na sua História do pointer, afirma que a raça provém do braco italiano, antepassado indiscutido dum grupo importante de cães de mostra.

A hipótese mais aceitável parece ser aquela segundo a qual os ingleses somente aperfeiçoaram e levaram ao tipo moderno o pointer, presente deste muito tempo antes na França e que originou todos os cães de mostra franceses de pelo curto. Já no princípio do século XVIII, os franceses haviam obtido do seu velho pointer, o parfoce, um tipo intermediário que havia chegado a um grau de perfeição notável tanto nas características morfológicas como nas qualidades cinegéticas.

Teríamos chegado ao resultado atual através de cruzamentos logrados pelos ingleses, com o foshound, o bull terrier e o bulldog; naturalmente as doses devem Ter sido muito meditadas. Stonehenge considera que nas veias do pointer corre sangue de lebrel , o que poderia ser certo, embora o estudioso italiano Faelli descarte esta hipótese alegando que essa infusão haveria prejudicado o olfato notadamente delicado do pointer. Por outro lado, pareceria que na formação do pointer interveiu também o blood Hound.

Alguns autores limitam a infusão de sangue estranho ao fox hound; outros tendem a considerar que o pointer foi obtido exclusivamente a partir do braco, somente por seleção. Arkwright admite várias misturas de sangue, mas todas com resultado constantemente negativo.

É evidente, de todos os modos, que o resultado obtido, não importa qual o método seguido, coroou os esforços dos criadores ingleses: foram eles que há cento e trinta e cinco anos atrás, aproximadamente, nos deram o esplêndido pointer característico por sua mostras súbitas e imprevistas.

Os primeiros pointers “aperfeiçoados’ apareceram no fim do século XIX na França, na Itália e noutras nações européias.

 

 

POODLE

 O Poodle, também chamado de Barbone e Caniche, é considerado uma das raças mais inteligentes, obedientes, dóceis e versáteis. Por possuir tais características e uma aparência encantadora, é considerado o mais popular das raças. O nome deriva da palavra alemã “pudel”, que significa “chapinhar na água”. No passado, esse animal serviu como excelente cão de busca. Embora moderno lebre o antigo Water Spaniel Irlândes, a linhagem do Poodle continua um mistério.

 

Na França este cão é chamado Caniche (Canard = pato) porque houve um tempo em que era considerado um excelente resgatador (que vai buscar a caça abatida e a traz para o seu dono) de aves selvagens aquáticas.

Comprar um filhote de Poodle, de pequno porte, não é coisa fácil. Normalmente ele cresce e transforma-se num cão bem maior que o desejado. Este problema é causado pela falta de informação quanto à criação correta da raça.

O correto é criar sempre Poodles de igual tamanho. Assim, os descendentes terão o mesmo porte dos pais. Essa regra, no entanto, só funciona se for seguida, no mínimo por 6 gerações. Visando apenas lucro, os criadores inescrupulosos cruzam exemplares de tamanhos diferentes com a intenção de produzir uma ninhada maior e de filhtoes menores. A receita deles é acasalar uma fêmea maiorzinha com uma machinho bem menor. O resultado são mais filhos, mas de tamanhos imprevisíveis.

Quem quer levar um Poodle para casa e não ter muitas surpresas com o seu tamanho, o melhor a fazer é verificar o tamanho dos pais. O número de filhotes da ninhada também é um bom indicador. Normalmente o Toy dá em média de2 a3 filhotes; o Anão, de4 a6, o Médio de7 a10 e o grande de9 a14 filhotes.

Porém, nada disso garante que o filhote será do tamanho desejado. O certo mesmo é a honestidade do criador, por isso, o ideal é comprar filhotes apenas de criadores idôneos. Se você não conhecer nenhum canil peça a indicação no Kennel Clube mais próximo de sua cidade e se garanta legalmente, exigindo no contrato de compra e venda a descrição da variedade, caso ela não conste no pedigree.

Os Poodles com menos de25 cmsão chamados de Micro. Geralmente, em função do tamanho, tem a ossatura muito delicada e fogem das características exigidas no padrão da raça. A cabeça costuma ser grande e abobadada, os olhos redondos e proeminentes e a moleira aberta quando adulto.

Estas características podem torná-los animais fracos, propensos a fraturas e até à morte após uma simples queda.

Os poodles, em geral, são excelentes companhia para as crianças. Topam qualquer brincadeira sempre com muito entusiasmo. Na foto ao lado está a Daniela, com 3 anos, e a Fifi, uma poodle com22 cm.

Os Poodles, pelo sistema CBKC podem ter quatro tamanhos:

 

MICROTOY – até28 cm

TOY – de28 a35 cm

MÉDIO – de35 a45 cm

GRANDE – de45 a60 cm

Padrão da Raça – (Bruno Tausz)

APARÊNCIA GERAL

Pelagem frisada, cacheada ou encordoada, constantemente alerta, ativo, de fácil aprendizado. Movimenta-se com uma andadura leve e saliente.
O pescoço é forte e bem proporcionado; as pernas dianteiras retas e paralelas, as pernas traseiras são musculosas; a cauda polada, alta no traseiro e ereta; o peito profundo e as costelas são protuberantes. Como cão de utilidade, a pelagem profusa atrapalhava a natação do animal, daí a necessidade da tosquia.

PELAGEM -Cacheada e encaracolada

COR -preto, branco, marrom, cinza e abricó.

MOVIMENTAÇÃO
(Imagens fornecidas por Bruno Tausz)

O Poodle movimenta-se com uma andadura leve e saltitante.

TOSA

LEÃO: necessariamente tosado: lombo e flancos, desde os membros posteriores até as últimas costelas; o focinho, em cima e embaixo, a partir das pálpebras inferiores; as faces, as patas anteriores e posteriores, deixando pompons ou braceletes e motivos. É aconselhável o bigode, para todos os exemplares.
MODERNA: Pelagem nos quatro membros, da seguinte forma: Necessariamente tosado: membros, cabeça e cauda, igual a tosa Leão. No tronco deve ser aparada, com1 cm de linha superior, aumentando gradualmente em volta dos ombros e no alto dos membros.
SELA INGLESA: acrescentar à tosa Leão, motivos nos membros posteriores, braceletes nos braços e punho. Na cabeça, um topete. Neste tipo de tosa, o bigode é facultativo.

Lucia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe

 

 

 

PUG    

Este cãozinho  charmoso, mascarado, de cara achatada, olhos saltados e cauda enroscada, pode mesmo encher a casa de alegria. Sua energia e simpatia são contagiantes. Adora correr e pular sobre as pessoas, transformando qualquer momento numa verdadeira festa. Recebe as visitas como um verdadeiro anfitrião, animado e solícito, reunindo sobre si o foco das atenções, pois é impossível resistir a tanta empolgação.
As vezes cai num sono profundo, merecido depois de tantas gracinhas.

Por ser um cão de companhia, adora ficar junto das pessoas da casa, mas pode ser também um ótimo cão de guarda, ideal para lugares pequenos, pois é limpo e quieto e extremamente alerta com estranhos.

ORIGEM DA RAÇA

Pistache H. Vale do Balui- Macho 
JCH, CH, GRCH e CHPan 
Prop. – Canil Kailas Kennel 

De origem chinesa, o PUG foi levado à Holanda por volta do século XVI pela Companhia Mercante de Navegação Holandesa, dita Companhia das Índias, e foi bastante apreciado pelas damas da sociedade como cão de colo. Depois chegou à Inglaterra que o adotou e mais tarde redigiria o seu padrão.  Antes, porém, no início do século XVII, já era difundido em vários países europeus como Itália, França, Espanha e Alemanha. Sempre tido como animal de estimação da nobreza e alta sociedade, sua trajetória remonta os episódios com Napoleão Bonaparte, Willian the Silent, o rei da Holanda e mais recentemente com o Duque de Windsor.

Sem o aviso de um pequeno Pug, Willian teria morrido nas mãos dos espanhóis. O latido de alerta do cão avisou sobre a invasão e salvou uma vida real. O Pug tornou-se o cão oficial da corte, e o túmulo de Willian exibe, além dele, seu querido cão de estimação.

Contudo, sua origem permanece menos certa que os serviços que presta. Ele pode ter ascendência asiática ou européia e o nome provavelmente pode se referir a um tipo de sagüi de aparência (também chamado de Pug).

Possui também outros nomes como por exemplo: Mops do verbo “Moppen” que significa “de aspecto franzido”, na Alemanha.

Os ingleses o batizaram de Pug ou “Pug-Dog”, isto é “coisa diminuta”, “cão diminuto”.

O nome Carlino ou Carlini foi usado pela primeira vez na França, pelo aspecto cômico, curioso e mal-humorado ao mesmo tempo, que lhe conferem as rugas e a pigmentação particular do rosto, o nome de um ator, célebre no papel de Arlequim, com o qual o rosto redondo, com mascara preta, revelava certa afinidade.

No Brasil a difusão da raça ainda é muito pequena, mas basta que seja um pouco divulgada para demonstrar seu potencial de carisma que há muito já foi descoberto pelo mundo.

 

Filhotes com 40 dias

Padrão Oficial  da Raça

APARÊNCIA GERAL: Quadrado e massudo, apresenta-se Multum in parvo (muita substância em pequeno volume), o que transparece em sua forma compacta.

 

 

 

 

 

 

RETRIEVER DO LABRADOR

Acredita-se que a raça conhecida hoje como Labrador Retriever veio da Newfoundland, não do Labrador, como o nome sugere. Ele teria sido desenvolvido pelos pescadores da Newfoundland, pois precisavam de um cão menor para ajudá-los na pesca, pois o Newfoundland era um cachorro muito grande e desajeitado, queriam também um cachorro com bons ossos e patas fortes para carregar cargas pesadas e além de tudo um bom Retriever. Deveria ter pelagem densa para que o protegesse da água gelada e também ser um bom nadador. Foi buscando essas características que se chegou na raça Labrador Retriever de hoje.

Os Labradores são cães inteligentes, obedientes, com forte desejo de servir. De natureza gentil, sem indício de agressividade ou indesejável timidez.

Um bom Labrador está sempre querendo agradar seu dono, tornando fácil o treinamento para obediência, possui um ótimo faro e um corpo atlético.

É um cachorro bem humorado, amável, leal e totalmente confiável com crianças, este cão torna-se menos confiável ao tomar atitudes de defesa apenas.

Pode parecer adaptável a qualquer estilo de vida, mas não é apropriado para uma vida urbana sedentária, pois precisa de muito exercício, como correr e nadar. Outra observação, é uma raça que necessita muita atenção de seus donos, caso contrário pode se tornar um “destruidor” de objetos, principalmente sapatos, meias e pés de móveis.

LABRADOR NO BRASIL

No Brasil, a raça vem ganhando fãs e admiradores. Isso nos leva à um risco na criação, ou seja, devemos buscar a qualidade e muitas vezes, mesmo sem intenções ruins, são feitos cruzamentos inadequados em relação ao Padrão da raça, conclusão acabamos correndo o risco de ter um cachorro com desvio temperamental ou físicos.

Lógico que possuem muitos criadores sérios no Brasil, que trabalham para melhorar a raça. Esse trabalho é de extrema importância, uma vez que só com seriedade podemos diminuir os casos de Displasia Coxo-Femural em Labradores, problemas de pigmentação (focinho com coloração rosa), desvios temperamentais, entre outros. Esses três problemas são os que mais preocupam criadores de Labradores e para evitá-los os criadores precisam selecionar muito bem matrizes e padreadores, precisam estudar profundamente os pedigrees “do casal” e tomando esses cuidados terá grandes chances de produzir bons Labradores. Já os compradores de Labradores precisam selecionar os criadores, estudar a raça, o padrão, os pais do filhote, os laudos de Displasia, observar o temperamento dos pais e aí sim comprá-lo.

PADRÃO OFICIAL

CBKC nº 122b, de 30/4/94
FCI nº 122c, de 24/6/87
País de origem:
Grã-Bretanha
Nome no Brasil: Retriever do Labrador
Nome no país de origem: Retriever (Labrador)

 

 

APARÊNCIA GERAL: muito ativo, de constituição robusta e tronco curto; o crânio é largo; o peito e as costelas são largos e profundos; lombo forte, assim como, os posteriores.
CARACTERÍSTICAS: bom temperamento, muito ágil; excelente faro, cuidadoso ao recolher a caça (boca macia); vidrada por água. Companheiro dedicado, de fácil adaptação ao meio.
TEMPERAMENTO: inteligente, perspicaz, obediente, com forte desejo de servir. De natureza gentil, sem qualquer indício de agressividade ou da indesejável timidez (falta de coragem).

 

 

ROTTWEILER  

I. Histórico do Rottweiler

O Rottweiler é uma das mais antigas criações conhecidas pelo homem. Ela pode ser traçada nos idos do século I quando eles acompanhavam as legiões romanas através dos Alpes, guardando prisioneiros de guerra e pastoreando o gado. O imperador Nero, é dito, mantinha um número deles ao redor de seu palácio para desencorajar intrusos. Mais tarde, Rottweilers serviram como condutores e cão carroceiro, e seus proprietários descobriram que seus valores estavam sempre seguros em longas jornadas para os mercados quando vinham amarrados no pescoço destes grandes animais.
Ele recebeu esse nome por causa da antiga cidade de Rottweil: Rottweil Metzgerhund (cão de açougueiro de Rottweil). Os açougueiros criaram esta raça de cães com a única finalidade de trabalho. Assim no decorrer do tempo, desenvolveu-se um excepcional cão de guarda e pastoreio e que também foi utilizado como cão de tração.
A fama desta poderosa e corajosa raça espalhou-se através da Europa e do Novo Mundo. Felizmente, cuidados tem sido tomados por dedicados e responsáveis criadores para reter as características dominantes de força, inteligência, bravura e devoção ao dever. Todas estas qualidades eram valorizadas pelos antigos romanos e atravessaram os tempos até hoje.

II. O padrão da raça

Aparência Geral:

A criação de Rottweiler visa um cão forte, preto, com marcações em mogno claramente definidas, o qual, apesar da aparência geral maciça, deve possuir nobreza. É particular indicado para o trabalho, um excelente guarda e companheiro.

O Rottweiler é um cão robusto, em tudo a sua estrutura compacta, forte e bem proporcionada denota grande força, agilidade e resistência. Sua aparência dá imediata impressão de determinação e coragem, sua conduta é autoconfiante, decidida e destemida. Seu olhar calmo indica boa natureza. É muito alerta nas suas reações com relação a seu ambiente e seu dono.

Tamanho:

Altura na cernelha – machos de 60 a68 cm.
fêmeas de56 a63 cm.

Machos – 61 – 62 cmpequenos
63 – 64 cm médios
65 – 66 cm grandes (altura desejada)
67 – 68 cm grandes demais
Os machos são caracteristicamente maiores, com ossatura mais pesada e mais masculino na aparência.

Fêmeas – 55 – 57 cmpequenas
58 – 59 cm médias
60 – 61 cm grandes (altura desejada)
62 -63 cm grandes demais

A proporção deve ser considerada em lugar da altura sozinha. Profundidade de peito deve ser cinqüenta por cento da altura. O comprimento do corpo ao esterno à protuberância do isquio, não deve exceder a altura nos ombros em mais de 15%.

Cão de guarda ideal

Já faz algum tempo que o Rottweiler é considerado um dos cães mais eficientes na função de guarda.
Preto, musculoso, compacto e com uma expressão assustadora quando está bravo, é considerado um dos cães com a aparência mais intimidatória, fator importante para uma guarda eficiente.
Ele ainda conta com um ótimo fator a seu favor – a desconfiança. O Rottweiler não gosta de estranhos e não adianta tentar, pois não faz amizade de jeito nenhum com desconhecidos. Não adianta querer ganhar sua confiança para depois roubar ou assaltar os donos e a propriedade. Ele já nasce com um instinto muito aguçado e, portanto, não permite a aproximação de estranhos e muito menos contatos próximos com ele.
A forma de ataque da raça pega muita gente de surpresa. O Rottweiler fica normalmente imóvel e silencioso quando alguém vai, por exemplo, invadir seu território. A partir do momento que a pessoa entra em seus domínios, ataca de maneira firme e rápida, sem vacilar. Em seguida morde a vítima com extrema força, imobilizando-a, pois não a larga, fazendo um bom estrago no local atingido. Acontece que sua potência de mordedura é enorme devido a conformação curta do focinho e os músculos muito bem desenvolvidos da mandíbula (possibilitam maior pressão) e a disposição dentária em forma de tesoura – os dentes da frente do maxilar superior ficam um pouco à frente dos inferiores (facilita a retenção da presa).

Se, por exemplo um assaltante estiver em cima do muro da casa, o Rottweiler não ficará latindo e pulando para tentar pegá-lo como fazem algumas outras raças de guarda. Ele permanecerá quieto, observando, e só avançará se houver a invasão local.
Embora pesado, ele tem também bastante agilidade lateral (consegue pular de lado, mudando rapidamente de lugar), devido ao excelente desenvolvimento de seus membros posteriores, uma herança do passado de cão boiadeiro quando tinha de se livrar de coices do rebanho. Essa agilidade lateral é muito útil, pois ajuda nas brigas, fazendo que o cão se livre mais facilmente de qualquer tipo de ataque – mordidas, pauladas, tentativas de imobilização, etc.

É consenso entre os criadores que o instinto de proteção da raça com relação ao dono é tão grande, que se ele for ameaçado, a reação do cão será bem mais rápida e eficiente e o ataque mais forte do que nos casos em que não há ameaça ao dono. O Rottweiler tem um espírito de liderança muito aguçado, por isso, é preciso que seu dono saiba lidar com ele. Precisa ser enérgico nas ordens, impor sua vontade, fazendo com que o cão o obedeça não pela força, mas sim pela postura firme, para que ele entenda a seguinte mensagem: aqui quem manda sou eu”. Só assim, o animal aprenderá a respeitar o dono especialmente no caso dos machos, que possuem essa liderança mais pronunciada.As informações deste artigo foram fornecidas por Daniella Freire

 

 

 

SAMIOEDA

Este cão é um dos mais antigos que se conhecem, pois descende diretamente, com pureza total, do cão que acompanhou nas suas migrações às tribos dos samoyedas, uma das raças típicas da Sibéria, cujas origens devem-se buscar na pré-história.

A milenária união com o homem deu a esta raça uma domesticidade talvez única entre os animais, mas nunca separada do rigor com que cumpre as tarefas de cão guardião que sempre lhe foram confiadas. Considerado por muitos o mais lindo cão vivente, foi introduzido na Inglaterra há mais de um século e, desde então, figura entre os protagonistas mais destacados das exposições cinófilas.

PADRÃO DA RAÇA – Bruno Tausz

ASPECTO GERAL: cão Ártico, de figura quase quadrada. De aspecto elegante, revelando robustez, graça, agilidade, dignidade e segurança.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SCHNAUZER

É sabido que os cães costumam sentir amizade pelos cavalos. Mas existem os que tem uma verdadeira predileção pelo nobre animal: entre estes sobressai o schnauzer.

Quando na Europa, central especialmente, estava quase completamente coberta de grandes bosques e os viajantes deviam fazer cansativas travessias em diligência, a presença do schnauzer era indispensável: durante o trajeto diurno corria ao lado dos cavalos, quase nos seus calcanhares; cada tanto, adiantava-se a eles para inspecionar o caminho, latindo furiosamente quando advertia algo suspeito. Nas horas noturnas acomodava-se junto ao pontilhão.

Hoje, temos conhecimento, de que os Schnauzers são cães de certa forma antigos, através de pinturas de Albrecht Dürer, Rembrandt e outros, datadas de meados do século XV.

As origens deste cão são confusas e pode-se vincular com as do terrier mais antigo. Por outra parte, o schnauzer é um verdadeiro terrier; na Itália, na França e outros paises é classificado entre os cães guardiões, cujas tarefas cumpre com grande valentia; isto não impede, entretanto, que seja considerado entre os terrier, como bem diz o seu nome alemão de schnauzer pinscher ( “pinscher” significa, precisamente, “terrier” e Schnauzer que deriva da palavra alemã, que significa FOCINHO, referindo-se aos pêlos abundantes que a raça apresenta na região do focinho, que ao alongar-se, forma BIGODES, aparentando-se mais a uma BARBA ABUNDANTE, que é a principal característica das raças Schnauzers, além das longas sobrancelhas.).

Provém de Württemberg, da Baviera e de Baden-Baden, mas há muito tempo que se difundiu, também, na Suíça setentrional e na Alemanha, com o nome de pinscher de pêlo duro.

Suas múltiplas qualidades (é forte, vigilante, muito robusto, rude, dinâmico, fiel, inteligentíssimo) fazem dele um cão particularmente apto para a guarda e a defesa pessoal e também para a companhia; graças a seu caráter jovial e graciosa fisionomia, caracterizada pelo pêlo do focinho, que ao alongar-se , forma “bigodes” e sobrancelhas muito longas.

Com o nome de Wirehaired Pinscher (Pinscher de Pêlo Duro) , pela primeira vez, um Schnauzer foi apresentado em uma exposição canina oficial, na Alemanha, em 1879, sendo que, a primeira Exposição Especializada de Schnauzers, somente viria a acontecer em Stuttgart, Alemanha, em 1890.

Atualmente, de acordo com critérios da F.C.I., os Schnauzers pertecem ao Grupo 2, onde estão incluidos os cães do tipo Molossos, Boiadeiros Suiços, Pinschers e Schnauzers .

O Schnauzer Miniatura ganhou popularidade internacional a partir da Segunda Guerra Mundial, chegando mesmo a ultrapassar o Schnauzer Standart em número de registros.

Existem três tamanhos de Schnauzers, sendo eles:

  1. Miniatura ou Anão
  2. Standard
  3. Gigante

A cores encontradas nos Schnauzers são:

  1. Sal e Pimenta
  2. Preto
  3. Preto e Prata
  4. Branco.

PADRÃO DA RAÇA:

 

 Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe

 

 

 

 

SCOTTISH TERRIER
TERRIER ESCOCÊS  

Origem

Na pequena e simpática cidade escocesa de Aberdeen, viveu no princípio do século XIX um senhor chamado Van Best, considerado, durante muito tempo, o melhor criador de um terrier especial, muito hábil para caçar na toca. Quando este cão foi difundido na Escócia eem toda Grã- Bretanha, recebeu o nome a ser ABERDEEN TERRIER, nome que foi conservado até 1887, quando passou a ser chamado por SCOTTISH TERRIER .

Os primeiros pedigrees tem data daquele ano de 1887, o que indica, principalmente, o começo da seleção que fez do atual Scottish Terrier um cão muito mais refinado que criado por Van Best. No entanto, ainda hoje, este terrier conserva as aptidões especiais para a caça de animais nocivos: a potente musculatura da traseira e a brevidade dos membros permitem- lhe uma rapidez notável nos caminhos subterrâneos e tocas.

O Scottish Terrier tem as mesmas origens que o Yorkshire Terrier tem, mas a seleção levou- os a tornar- se bem diferentes, tanto somática, como psicologicamente (entra neste fator “seleção”, o trabalho Van Best). O Duque de Porthlhand

foi um grande amante da raça e divulgador da mesma, sendo por estas razões o Presidente do SCOTTSH TERRIER CLUB.

Entre1920 a1940 a raça tornou -se muito popular em todo mundo, a ponto de Ter sua figura estampada em rótulos de garrafas de uísque ( junto com WEST HIGHLAND QHITE TERRIER) tornando famosos, não só as raças, como o uísque – BLACK AND WHITE-

Originalmente era utilizado para a caça , hoje é utilizado para companhia e guardião de casa

CARACTERÍSTICAS GERAIS

O SCOTTISH TERRIER é um cão compacto, robusto, de dimensões apropriadas para introduzir- seem tocas. Atarracado. Plantadosobre membros curtos em atitude de atenção, oferece uma imagem de grande potência e agilidade num volume reduzido. A cabeça da impressão de ser longa para um cão de sua estatura. O corpo está coberto de pelo apertado, levemente crespo, de textura áspera. Os olhos penetrantes e vivos, , e as orelhas eretas e pontudas lhe dão um aspecto de estar preparado para tudo. Apesar dos membros curtos, a sua constituição é tal que lhe permite grande agilidade e liberdade de movimentos: sua andadura é fluida e desembaraçada, com os membros retos para a frente. Livres nas articulações do ombro , do joelho e dos jarretes.

 

 

 

SHAR PEI

Origem: SHAR PEI

A origem do Shar-Pei é incerta. Pode ser um descendente do Chow Chow, a quem assemelha-se pela “língua azul”. É possível que tenha surgido inicialmente no Tibete ou no Norte da China há 20 séculos, sendo que os primeiros exemplares da raça eram bem maiores do que os atuais O tipo físico original do Shar-Pei foi se perdendo na própria China, a partir do final da década de 40. Foi o preço pago pelo mundo canino em conseqüência da Revolução Comunista no país, em 1949. Nessa época, a raça quase foi extinta. A posse de cães e outros animais de estimação virou um luxo proibido. Abriu-se uma exceção para os cães de camponeses que comprovadamente os usavam para caça. Os demais só poderiam ter o direito de existir se seus proprietários arcassem com multas altíssimas. Caso contrário, a sentença era a execução,cumprida pelos soldados de Mao Tse Tung. Os cães “não trabalhadores” do país viram alimento para o povo esfomeado

Característica:

De aparência exótica e bastante singular, o Shar-Pei é um cão compacto, ágil e forte, caracterizado pela pele solta que forma pregas pelo corpo. Tem orelhas pequenas e retangulares, dobradas em direção aos olhos. Sua cauda é vertida em direção ao tronco e sua pelagem é curta e eriçada.

Parece estar sempre um pouco “triste”, mas é um cachorro alegre e que se adapta bem à casa. Tranqüilo e leal, tem particular facilidade em se relacionar com as crianças.

A principal característica física da raça – a abundância de rugas – foi recentemente alterada pelos chineses, mas quando filhote o Shar-Pei ainda é considerado o cão mais enrugado do mundo.

Essas características rugas do Shar-Pei requerem cuidadas especiais, já que entre suas dobras acumulam-se facilmente sujeira e umidade, podendo ocasionar seborréia, dermatite e micose, ocasionando eventuais feridas na pele (que podem evoluir para um câncer de pele) e mesmo mau cheiro.

Para evitar este quadro, a única recomendação segura é manter o cão sempre bem seco e limpo. De preferência após o banho o dono deve secá-lo com uma toalha e deixá-lo ao sol a fim de eliminar os resquícios de umidade

As rugas da cabeça podem também causar problemas de vista, especialmente se caem na frente dos olhos, pois acabam fazendo com que as pálpebras e cílios entrem nos olhos (entrópio), causando uma irritação que pode evoluir para lesões na córnea, levando à cegueira. Para evitar isso, recomenda-se que se dê 3 pontos nas pálpebras do cão ainda filhote a fim de que se formem “pregas” que impedem que as pálpebras caiam sobre os olhos. Esse procedimento só surte efeito quando o cão é filhote, pois a musculatura está em processo de desenvolvimento, o mesmo não cabendo para o cão adulto, com a musculatura desenvolvida. Neste caso, o único recurso é uma cirurgia definitiva, que retira parte de pálpebra. Assim, ao primeiro sinal de irritação nos olhos é conveniente procurar um veterinário para um diagnóstico preciso.

SER SHAR PEI É:

  • Aprender rapidamente os hábitos de higiene
  • Gostar de ficar deitado ao lado dos donos, na maior tranqüilidade.
  • Nada de grandes agitos e correrias.
  • Dar-se bem com pessoas estranhas
  • Nem sempre gostar de outros cães, herança das raças de luta
  • Viver bem em lugares grandes ou pequenos
  • Ser caseiro, de fácil adaptação
  • Não precisar de mais de 15 minutos de passeio por dia
  • Latir pouquíssimo
  • Gostar de crianças, ainda que canse logo e não agüente horas de folia
  • Chamar atenção onde quer que esteja
  • Conquistar corações com um jeito especialmente envolvente e cativante.

PADRÃO DA RAÇA

APARÊNCIA GERAL: forte e compacto. Shar-Pei significa “Pele de Areia”. A pele deve ser flexível e áspera, enquanto a pelagem é curta e eriçada. Na sua infância, ostenta pesadas pregas por todo o corpo. No cão adulto, as pregas pronunciadas, ficam limitadas á cabeça e cernelha.

PROPORÇÕES IMPORTANTES: o comprimento do tronco, do esterno à nádega, é, aproximadamente, igual à altura na cernelha; as fêmeas podem ter o tronco, sutilmente, mais longo. O comprimento do focinho é, aproximadamente, igual ao do crânio.

COMPORTAMENTO – TEMPERAMENTO: ativo e ágil. Calmo, independente leal e afeiçoado às pessoas.

 

 

SHIHT-ZU

 

Em chinês “shih-tzu”significa leão. Na região budista o leão é considerado um animal-atributo da divindade; nas pinturas antigas, o próprio Buda era representado, às vezes, junto a um leão. Agora já não há leões na China, nem sequer no Tibet; talvez por esta razão os pequenos cães de aspecto leonino sejam tão apreciados pela população daquelas regiões.

Formados provavelmente na corte do Celeste Império, através do cruzamento dos pequenos cães sagrados do Tibet com os antepassados do pequinês contemporâneo, foram importados pela primeira vez à Inglaterra em 1930; desde então, muitos exemplares foram criados com sumo cuidado na Europa. Infelzmente, em alguns casos, foram cruzados com pequineses para obter uma altura menor.

OUTROS NOMES: Chrysabthemum dog, lion dog.

Padrão da Raça – Bruno Tausz

Padrão FCI nº 208;
Origem: Tibete;
Nome de origem: Shih-Tzu;
Utilização: companhia.
Classificação FCI  – grupo 9 – Cães de Companhia;
– Seção 5 – Cães do Tibete;
– Sem prova de trabalho.

ASPECTO GERAL – robusto, pelagem abundante, porte, distintamente, arrogante com cabeça bem lembrando o crisântemo, de temperamento amistoso e independente, inteligente ativo e alerta.

 

 

 

SPITZ ALEMÃO ou LULU DA POMERÂNIA

O spitz alemão remonta da idade da pedra, a origem vem doTurfspitz (canis familiaris palustris) são as mais antigas raças de cães da Europa Central. Muitas outras raças foram reproduzidas a partir delas. Nos países de língua não germânicas os wolfspitz são conhecidos como keeshonds e o Spitz anão como Pomerânia.

O nome Pomerânia deriva de uma pequena região agora compartilhada entre a Alemanha oriental e a Polônia ocidental. A raça veio originalmente de lá, presumivelmente derivado de um Spitz. A Rainha Charlotte (a esposa do Rei George III) importou um casal da Inglaterra em 1767. Ela deu nome a eles de Phoebe e Mercúrio. Ela gostou tanto da raça que mandou pintar vários quadros e, essas pinturas podem ser vistas em vários locais em Londres. Nestas pinturas está claro que o pômerania era substancialmente maior que a variedade moderna – pesando talvez 12 quilos comparados ao dia moderno 2.5 quilos em média.

O envolvimento de Rainha Victoria foi de grande importância para o desenvolvimento da raça. Embora ela fosse neta de Charlotte, ela parece não ter se encontrado com os caes até 1888 quando viajava pela Itália. Ela parece ter obtido vários cães em Florença, e desenvolveu uma afinidade particular com a raça. Seu cãozinho favorito, o Turi estava ao seu lado quando morreu. O interesse da Rainha Victoria teve um impacto na evolução em cães menores – o Pomerânia dela pesavam aproximadamente 6 quilos.

Com a popularidade da Rainha Vitória o público aumentou o interesse pela raça e, com isso o interesse pelo pomerânia cresceu. O Kennel Clube reconheceu a raça em 1870 mas até 1900 havia relativamente poucos exemplares competindo nas exposições.

O primeiro Pomerânia registrado pelo Kennel Clube americano (AKC) foi Dick em 1888.

Seu nome em diferentes regiões:

Lulu é apelido da raça na França e no Brasil .

Pomerânia é o nome que americanos e canadenses usam e que em seus padrões deve ter de 1,3 a 3,1 quilos. Como a nossa criação se baseava na americana até 1986, muitos estão mais familiarizados com tal nome.

Spitz Alemão é o nome da raça no País de origem, a Alemanha, e adotado pela Federação Cinológica Internacional, que rege mais de 70 países, inclusive a maior parte da criação brasileira.

 

Staffordshire Bulterrier

Esse possante terrier vem do condado de Staffordshire, Inglaterra, e exibe traços de cruzamentos com o buldogue e uma variedade de raças terriers.

Quase esquecido durante muito tempo, em 1935, este Bull terrier é admitido novamente nas exposições e muitos criadores dedicam-se à “nova” velha raça.

Habilíssimo caçador de ratões, o Staffordshire conserva altos dotes de coragem, inteligência e tenacidade, assim como uma grande afetividade, principalmente com as crianças. Embora criado originalmente para a luta, sua devoção e lealdade são lendárias.

PADRÃO DA RAÇA – Bruno Tausz

Grupo 3 – Terrieres; seção 3. – do Tipo Bul; padrão 076; país de origem: Grã-Bretanha; nome de origem: Staffordshire Bull Terrier; utilização: boiadeiro.

ASPECTO GERAL:  pelagem lisa, bem equilibrado, muito forte, para seu porte. Musculado, ativo e ágil.

CARACTERÍSTICAS: tradicionalmente de indomável coragem e tenacidade. Muito inteligente e afetuoso, especialmente com as crianças.

TEMPERAMENTO: corajoso, destemido e totalmente confiável.

 

TECKEL

Dachshund, teckel, basset, cofap, salsicha, seja qual for o nome o pequeno Dash ganha simpatia e apego ao dono.

É um cão de toca, onde trabalha para a caça da raposa e do furão.

Sua história vem desde monumentos funerários do antigo Egito que não mostram cães muito diferentes do atual teckel alemão mas, isso náo é suficiente para considerar a raça de origem egípcia, por outro lado, no Perú e no México encontram-se estatuetas que representam cães muito parecidos com os Teckels egípcios. Pode-se supor, pois, que o dachshund tenha-se formado ou pelo menos se aperfeiçoado, na Alemanha em tempos muito remotos.

Entre nós é considerado mais um cão de companhia, inteligente e afetuoso. Na Alemanha e Inglaterra ainda é usado para caça de animais de toca.

É dotado de um olfato apuradissimo, que, lhe permite seguir a mais tênue das pistas. Apesar da desproporção entre o corpo longo e os membros curtos não deve parecer sem graça.

Existem 3 tipos de pelagem em 3 tipos de tamanho: pelo curto, longo e duro, miniatura, anão e standard, quanto as cores também diferem devido à pelagem:

  • pêlo curto: – dourado, preto e também o arlequim
  • pêlo longo: – nas mesmas côres do pêlo curto
  • pelo duro: – todas as cores dos pêlos curto, marcas brancas no peito são admitidas.

 

PADRÃO OFICIAL CBKC


País de origem:
Alemanha. Nome no país de origem:Teckel. Utilização: caça em tocas. Prova de trabalho: para o campeonato, independente.
APARÊNCIA GERAL: de corpo longo, baixo, robusto, musculoso e membros curtos. Cabeça de expressão inteligente e porte altivo. Apesar de ter membros curtos e o corpo longo, jamais deve parecer um aleijão, desajeitado com movimentação prejudicada, nem ser leve ou esgalgado.
: três são as variedades quanto à natureza do pêlo: 1º TECKEL PÊLO CURTO; 2º TECKEL PÊLO DURO.
3º TECKEL PÊLO LONGO. O padrão do Teckel Pêlo Curto se aplica às duas outras variedades, salvo no que concerne ao pêlo. O Talhe do Teckel se subdivide em três, nas três variedades de pêlo.
1º TECKEL STANDARD: peso máximo nove quilos, sendo ideal entre 6,5 a 7 quilos.
2º TECKEL ANÃO: perímetro torácico, medindo atrás dos ombros, de 35 cm, máximo; peso máximo 4 quilos, aos 18 meses.
3º TECKEL TOY : perímetro torácico, medido atrás dos ombros, de30 cm, máximo peso 3,5 quilos, aos 18 meses.

NOTA: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.

 

WEIMARANER

Alguns especialistas afirmam que weimaraner deriva dum cruzamento desejado pelo grão duque Carlos Augusto de Weimar, de onde vem o nome, entre um pointer amarelo e uma fêmea de raça não identificada. Streel, ao contrário, sustenta que a raça existia com anterioridade e atribui a sua derivação atual a um processo de albinismo.

Mais aceitável é a tese sustentada pela associação alemã do weimaraner, segundo a qual o antepassado da raça seria o leithund, considerado por sua vez descendente do Bracken e o weimaraner. Por exemplo a forma do crânio, o dorso do focinho retilíneo, a depressão naso-frontal mínima, a moderna tendência dos lábios a caírem, a comissura labial pequena, a posição da cauda, etc.

A conservação através do séculos, de particularidades congênitas tão típicas, constitui, por certo, uma demonstração da inalterabilidade da raça; pode-se excluir, portanto, a hipótese dum cruzamento eventual e pode-se reconhecer direito de precedência em relação a outras raças alemãs.

PADRÃO DA RAÇA – Bruno Tausz

ASPECTO GERAL: o weimaraner é um cão de caça, de tamanho médio para grande. É um cão de utilidade, de forte musculatura, elegante, bonito e harmonioso.

CABEÇA: em proporção ao tronco, nos machos mais larga que nas fêmeas.
stop: pouco pronunciado.
Trufa: mais escura que a cor da pele, tornando-se mais acinzentada em direção à cabeça.
Olhos: redondos, cor do âmbar claro ao escuro, de expressão inteligente e dócil. Nos filhotes são de cor azul-claro.
Dentadura: forte e perfeitos; mordedura em tesoura.
Orelhas: longas e largas, inseridas alto, seu comprimento alcança a comissura labial. Em atenção, ligeiramente voltadas para frente, com dobras.

 

WEST HIGHLAND WHITE TERRIER
(Terrier Branco das Colinas do Oeste)

Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Editora Chefe e Diretora de Conteúdo

Em 1960, Jaime I da Inglaterra escrevia a um nobre escocês, recomendando-lhe que enviasse de presente à coorte da França alguns exemplares terries de Argyll. Já então o terrier daquele condado da Escócia tinha a fama de estar entre os melhores.

Durante séculos, este terrier foi criado cuidadosamente e selecionado para conservar duas qualidades importantes: grande coragem e decisão ao atirar-se sobre a toca. Argyllshire confirma com a região de origem do cairn e é provável, até quase seguro, que ambas as raças tenham uma origem comum.

Em 18 novembro de 1924 o Kennel Club proibiu o cruzamento de cairn e west highland white, antes permitido e amplamente praticado; finalmente,a diferença substancial que, hoje, existe entre ambas as raças no que diz respeito à cor: o west higland white deve ser absolutamente banco, enquanto o cairn nunca deve sê-lo.

A história natural daquela região nos proporciona um dado: em Argyllshire, formados não se sabe por que mutações existem muitos animais de pelagem branca a que não se encontram em outras regiões: raposas, lebres, galos do monte, etc Pode-se pensar, portanto, que uma mutação análoga na cor da pelagem haja ocorrido com os cães, selecionados, logo, cuidadosamente, porque essa pelagem branca, nos escuros dias da Escócia setentrional, tornava mais fácil reconhecer o cão que saía da toca do animal, perseguido.

Raça de origem antiqüíssima, o Kennel Club somente a reconheceu em 1907. Naquele tempo os cães raramente eram criados pela aparência, e o west foi a raça mais tardiamente reconhecida, apesar de ser um incansável perseguidor da raposas nas regiões em que vivia. Hoje esse cãozinho é um favorito das pistas de exposição e muito popular na Inglaterra e nas Américas.

PADRÃO DA RAÇA – Bruno Tausz

ASPECTO GERAL:  solidamente construído. Peito bem profundo, como também as últimas costelas. O dorso é reto. Os posteriores possantes com membros bem musculados, comprovando, evidentemente, a magnífica combinação da força com agilidade

CARACTERÍSTICAS: pequeno, ativo, repleto de energia, rústico, dotado de uma boa dose de amor-próprio, com um ar maroto.

TEMPERAMENTO: vivaz, alegre, corajoso, independente mas,  afetuoso.

 

 

O YORKSHIRE TERRIER

Originário da Grã-Bretanha, o Yorkshire Terrier, ou yorkie (como o Yorkshire é carinhosamente chamado), vem de uma mistura de diferentes terriers, tradicionais na arte da caçaem tocas. Dentreas várias versões existentes sobre sua origem, a mais aceita fala do cruzamento entre o Black and Tan, o Skie Terrier e o Dandie Dinmont. Consta, ainda, uma intervenção do Maltês.

A princípio, o yorkie foi chamado de Terrier Escocês e, logo em seguida, de Terrier Escocês Anão de Pêlo Longo. Somente depois de vários anos, por volta de 1870, é que foi adotado o seu nome atual, em homenagem à região de sua origem.

Foi desenvolvido por operários de West Riding, no condado de York (Inglaterra), que buscavam um cão de companhia que fosse pequeno e pudesse ser utilizado na caça subterrânea, qualidade essa que, apesar de muito acentuada no princípio, desapareceu quase que por completo. Foi também companheiro fiel dos trabalhadores das minas de carvão, comuns em sua região. Somente em fins da era Vitoriana é que ganhou status, ao se tornar companheiro inseparável das damas da aristocracia e alta burguesia. Conforme os norte-americanos seguiam os costumes Vitorianos, eles também passaram a adotar o Yorkshire Terrier, sendo que o primeiro registro de um yorkie nascido nos Estados Unidos data de 1872.

Sua primeira aparição em exposições se deu em 1861, em Birmingham, ainda sob o nome de Terrier Escocês Anão de Pêlo Longo. Foi reconhecido como raça em 1885 pelo American Kennel Club e, em 1898, pelo recém criado The Kennel Club da Inglaterra. Seu primeiro padrão, de 1898, admitia dois grupos de tamanho: um de até2,3 kg( preferidos para companhia ) e outro entre 2,3 e6 kg( indicados para enfrentar os grandes ratos ). Seu padrão atual estabelece o peso máximo de3,15 kg.

Cuidados ao Adquirir Seu Yorkie

O yorkie manteve sua popularidade em alta, especialmente por seu tamanho diminuto, sendo escolhido, principalmente, por pessoas que moram em apartamentos e casa pequenas, ou sem quintal. Embora os Terriers sejam rústicos e fortes por natureza, há que se ter especial cuidado com exemplares muito pequenos, com menos de1,3 kg. Estes exemplares costumam ter problemas de ordem genética, que impedem um desenvolvimento correto e saudável, quanto menor o cão, mais delicado, sujeito a acidentes e a alguns males que ocorrem na raça e menos resistentes a doenças ele se torna.

Além disso, a procura por exemplares pequenos criou termos oficialmente inexistentes, como “micro” ou “zero”. Não há tais classificações na raça!

Não se deve comprar o primeiro filhote em que se põe os olhos é importante que se visite alguns criadores primeiro e que se faça uma consulta ao Kenel local, a fim de melhor informar-se quanto à idoneidade do criador escolhido. Um bom criador dará garantias reais quanto à saúde de seu cão e estará disposto a efetuar o ressarcimento, caso venha a ocorrer algum problema com o filhote que seja de origem genética ou oriundo de seu canil. Alguns bons criadores, chegam mesmo a se recusar a vender um cão, caso achem que o temperamento ou estilo de vida do comprador não combine com o yorkie.

Temperamento

Um dos motivos que o tornam tão encantador tem suas raízes na própria função original da raça, ele é um Terrier, grupo de raças que se caracterizam por serem ativas, destinadas a localizar e caçar animais em tocas, sem a ajuda humana. Daí seu caráter independente, esperto, vivaz, auto-confiante e sua atitude sempre alerta. Aliás, como todo bom caçador, dará o alarme ao menor ruído estranho à rotina da casa. Por essa característica marcante, muitos o usam como cão de alarme, função na qual é extremamente eficiente.

Possui ainda um temperamento carinhoso e afável, fato que o torna uma companhia excelente. A despeito de seu tamanho, o Yorkshire é um cão muito ativo e independente, podendo conviver amigavelmente com crianças, embora deva-se ter cuidado para que estas não o machuquem com brincadeiras rústicas, às quais ele reagirá prontamente, mostrando seus limites. O yorkie não aprecia muito o convívio com outros cães, com quem certamente disputará território, não importando quão maior seja o outro cão.

Filhote

As pessoas que vêem pela primeira vez uma ninhada de yorkie, logo após o parto, ficam espantadas ao descobrir que os cãozinhos são quase inteiramente pretos, com um leve toque de fulvo acima dos olhos e nas pontas dos pés. À medida que o filhote cresce, a pelagem negra das patas desaparece gradualmente, de modo que estas se tornam fulvo até a altura do cotovelo nas pernas dianteiras nem acima dos joelhos nas traseiras. Na cabeça, pode-se observar igualmente , o fulvo surgindo de uma orelha à outra. Até que ela esteja completamente coberta de pêlos fulvo. A pelagem que recobre o corpo, começa a tomar a tonalidade correta de azul-aço escuro, a princípio somente no pescoço e, depois, através do dorso até a cauda, a qual costuma permanecer um pouco mais escura que o resto do corpo. As extremidades dos pêlos permanecem negras por algum tempo, mas acabam por desaparecer. Isto tudo se dá até o 240 mês de vida, quando o yorkie já terá a marcação de suas cores definida. É fascinante observar esta mudança de cor no yorkie, são poucas as raças em que ela varia tanto, desde o nascimento até à idade adulta. Devido à essa verdadeira metamorfose, consta que alguns criadores inexperientes sacrificaram ninhadas inteiras de yorkie, por pensarem tratar-se de mestiços.

Durante o processo de troca de dentes, a postura das orelhas pode sofrer alterações, mesmo naqueles cães que as têm levantadas desde o nascimento. Nessa época, elas podem ficar caídas, porém, quando o processo se completa, elas recobram a postura correta.

Um cuidado que se deve ter com o filhote é não permitir que ele pule de locais altos. Como seus ossos ainda estão fracos e flexíveis, qualquer choque nos ombros tende a projetar seus cotovelos para fora. Jamais espere do yorkie que ele tenha bom senso no que diz respeito ao seu tamanho, ele pulará de um local alto com o mesmo atrevimento que enfrentará um Rottweiler.

As Cores

A distribuição e a tonalidade das cores do yorkie são sofisticações muito valorizadas desde seu primeiro padrão. É definido que o yorkie deve Ter duas cores: o azul-aço escuro e o fulvo. Pode-se definir o azul-aço como sendo um cinza brilhante, quase preto, tendendo ao azulado, e o fulvo como um amarelo tostado. O azul-aço não deve ser escuro demais a ponto de ficar preto, nem muito claro a ponto de ficar prateado. Aliás, embora o prateado seja proibido pelo padrão é frequentemente obtido por criadores. Já os pêlos fulvos, são levemente mais claros nas pontas do que nas raízes e produzem colorido dourado intenso. É muito importante que uma cor não invada a outra.

Grooming

A pelagem do yorkie deve ser abundante e necessita de cuidados especiais para manter-se limpa e desembaraçada. Eis aqui algumas dicas para manter o pêlo do seu yorkie bonito e abundante:

Nunca use escova de nylon, elas quebram os pêlos. Deve-se usar escovas com cerdas metálicas, de preferência sem aquelas “bolinhas” em suas pontas;

Use um pente metálico com dentes menores em uma das extremidades e maiores na outra, o lado menor deve ser utilizado nos pêlos dos bigodes e em torno dos olhos;

Use uma tesoura sem pontas no trimming ( tosa específica da raça ) dos pêlos das orelhas e das patas; Escove os pêlos diariamente para mantê-los livres de nós;

Banhe-o somente quando estiver sujo, geralmente uma vez por semana. A escovação o manterá limpo, exceto na parte que se molha com a urina do macho. Limpe essa área diariamente com um pedaço de tecido umedecido em água morna;

No banho, umedeça os nós com água morna e use os dedos para desembaraçá-los;

Lave o muco nos cantos dos olhos diariamente, com algodão embebido em água boricada ou soro fisiológico. Seque bem a área. O muco quebrará os pêlos dessa região se não forem removidos;

Após o banho, escove-o enquanto o seca com um secador de cabelos;

Os dentes devem ser limpos regularmente, consulte sempre seu veterinário.
Embora o trimming do yorkie seja simples, apenas nas orelhas e nas patas, alguns proprietários optam por fazer uma tosa “filhote”, também chamada de “pet”, ou a “Schnauzer”

 

Old English Sheepdog
(Bobtail)

O bobtail deve seu nome à cauda curta, típica da raça. Na Argentina, como em outros paises de língua não inglesa, é chamado velho pastor inglês. A antiguidade da raça é um fato comprovado, ainda que hoje, como pastor, seja mais empregado no Novo Continente que no Velho, onde muitas vezes sua maior popularidade é como cão de luxo e companhia. Ausência quase total de cauda neste cão, a voz particularíssima, o passo um pouco parecido com o balanço de um urso, sua grande afetuosidade e inteligência justificam a admiração que suscita nos ambientes elegantes. De todos os novos, é como hábil colaborador dos pastores que esta antiga raça inglesa encontrou estima e confiança através dos séculos.

Não é fácil precisar a arigem desta raça. Apresenta diversas analogias com o russo owtchar, do qual não se tem notícia segura, más sabe-se que vários exemplares chegaram ä Inglaterra em barcos provenientes do Báltico. Ë muito parecido com o briad francês e o Bergamasco italiano. Na Inglaterra há aqueles que reconhecem entre os antepassados do bobtail o barbon e o deerhound.

A raça alcançou a estabilidade das suas características atuais há aproximadamente um século, difundindo-se sucessivamente no Sul da Inglaterra e no Norte , isto é na Escócia, originando presumivelmente o bearded-collie.

À diferença do que ocorre com a raça escocesa, uma antiga tradição queria que se amputasse a cauda ao botail; diz-se que na origem deste costume estava a necessidade de distinguir os cães de trabalho, isentos de impostos, dos de luxo, pelos quais esta necessário pagar impostos.

PADRÃO DA RAÇA: Bruno Tausz

Aspecto geral – forte, quadrado, de constituição robusta, pelagem densa, com os olhos e a boca revestidos pela pelagem da cabeça.